Uma conversa inesperada mudou o clima da casa ao sair do cotidiano do jogo e entrar em um tema existencial. O papo girou em torno de crença, filosofia e percepção humana sobre a divindade.
Durante diálogo com Babu e Leandro, Breno apresentou sua visão pessoal sobre religião e origem de Deus.
“Não é que eu desrespeite Deus, mas é que eu vejo de uma forma que não é que Deus criou o humano, é que o humano criou Deus.”
A fala de Breno o aproxima sobretudo de Ludwig Feuerbach, que defendia que Deus é uma projeção das qualidades humanas idealizadas, não o criador do homem.
Também dialoga com Nietzsche, para quem a ideia de Deus é uma construção histórica de valores; com Freud, que via a religião como necessidade psicológica de proteção; e com Marx, que entendia a fé como produto social para lidar com o sofrimento. Em comum, essas correntes interpretam Deus como resultado da experiência humana, não sua origem.
Em sentido oposto ao que Breno diz, a tradição filosófica clássica sustenta que Deus não é criação humana, mas fundamento da própria realidade.
Tomás de Aquino argumenta que tudo o que existe tem causa e movimento, levando a uma causa primeira necessária; Anselmo propõe que a própria ideia de um ser absolutamente perfeito implica sua existência; e pensadores como Agostinho defendem que a ordem, a razão e as leis morais apontam para uma inteligência superior.
Nessa visão, a fé não seria projeção psicológica ou social, mas reconhecimento racional e espiritual de uma existência transcendente.
Outras correntes também defendem a existência de Deus por caminhos diferentes. O argumento do ajuste fino, discutido por filósofos e cientistas contemporâneos, sustenta que as constantes do universo parecem calibradas para permitir vida consciente, sugerindo intenção e não acaso.
A experiência religiosa pessoal, trabalhada por William James, considera vivências místicas como dados legítimos da realidade humana. Já a filosofia moral de autores como C. S. Lewis afirma que a existência de valores objetivos — como bem e mal — aponta para uma fonte moral transcendente. Nessas abordagens, Deus aparece como explicação para a racionalidade do cosmos, a experiência interior e a própria noção de moralidade.
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