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Dia Internacional da Poesia | Confira cinco dicas de livros

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Fases Intimistas Isa Colli

21 de março é o Dia Internacional da Poesia. A data foi criada no mês de novembro de 1999, durante a Conferência Geral da Unesco. Vale lembrar que há também o Dia Nacional da Poesia, em 31 de outubro, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade, criado por uma lei brasileira no ano de 2015. E, claro para brindar os amantes desta arte, conheça algumas leituras para inspirar sua alma poética. Confira:

Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade

A obra mostra o poeta atento aos acontecimentos políticos de sua época. Esse autor humanista lamenta que as pessoas mantenham olhos cerrados para o mundo, a ponto de permitir a violência — a Segunda Guerra Mundial e a ditadura getulista — e de trocar a compaixão pelo egoísmo de quem vive fechado em si mesmo ou em um “terraço mediocremente confortável”.

Poemas completos de Alberto Caeiro, de Fernando Pessoa

O livro narra em versos simples e em tom de parábolas, tudo se tece em torno da natureza contemplada. Alberto Caeiro é o heterônimo- “mestre” de todos os heterônimos de Fernando Pessoa. Seu processo criativo é espontâneo e de completa naturalidade. Seus poemas são sua própria biografia.

Cânticos, de Cecília Meireles

O livro reúne 26 poemas inéditos de Cecília Meireles, todos eles de caráter intimista e introspectivo, alguns com mote vinculado à eternidade e à autodescoberta. A obra permite ao leitor observar os manuscritos da autora, oferecendo a rara oportunidade de compartilhar alguns de seus processos de produção poética.

Fases Intimistas, de Isa Colli

Em seu livro ‘Fases Intimista’, a autora reúne poesias, contos e reflexões que abordam temas como felicidade, valor da amizade, poder das palavras, memórias, dor, amor e fé, entre outros sentimentos intensos que permeiam a sua vida.

Poesia com rapadura, de Bráulio Bessa

Este livro traz poemas nacionalmente conhecidos pelo público por meio da TV, além de outros inéditos e guardados no coração do poeta. Um apanhado de afetos que versam sobre o Nordeste, o amor, a fé e tudo que há de belo na vida, como bem diz o autor.

Bônus – Cem Ruínas na Esquina da Poesia

Em 2021 acontece o lançamento do livro de poesias de Alvaro Tallarico, pela Editora Scortecci, com textos advindos de experiências de viagens, fé e ancestralidade.

Ademais, leia mais:

A saber, Cine África e Sesc São Paulo lançam livro ‘Cinemas Africanos contemporâneos – abordagens críticas’
Loucuras de Verão | Leia gratuitamente o novo livro da Editora Lettre
Contos de Amor | Editora Solar dos Livros lança obra sensível e criativa
 

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Literatura

‘Princesa Violeta’ | Resenha por Paty Lopes

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Princesa Violeta.

Penso que essa leitura tem muito a dizer sobre o futuro das mulheres em nossa sociedade, principalmente diante do que estamos atravessando em todo o território brasileiro. Temos que lembrar que essa mulher que sofre violência hoje, um dia foi uma menina. O mesmo pode-se dizer do homem agressor. Ele também um dia foi um menino. Pergunto, portanto: qual foi a base educacional deles? O que leram? Qual o caminho que os orientaram a seguir um dia?

Embora tenhamos um livro com uma protagonista princesa, a leitura também educa o menino a respeitar os sentimentos de uma mulher. O que deveria acontecer quando uma mulher, por exemplo, resolve romper uma relação, seja esse o motivo que for? Assim, todavia, fica livre para viver a vida dela, o que sabemos que muitas vezes não acontece.

Diversidade

Veralinda Menezes é a autora do livro. Como mãe, traz aos leitores mirins a primeira princesa negra da literatura brasileira e o primeiro conto de fadas com personagens negros. Além disso, os descreve com delicadeza. Quando sua filha não pode ser princesa em uma brincadeira, devido ao seu tom de pele bombom, a autora percebeu a importância dessa comunicação. Assim, o livro chegou em 2008, e volta após 16 anos com uma edição especial, o que merece ser comemorado.

Interessante é como a autora trouxe a miscigenação brasileira, trazendo tons de pele ligados a doce de leite e chocolate, doces que crianças adoram.

Enredo

Um belo conto de fadas de muita ação, cujo protagonismo está na força da figura feminina e o toque de encantamento está na mistura de seres humanos, seres mágicos, reis, rainhas, fadas, guerreiros e piratas, heróis e heroínas que se juntam na luta do bem contra o mal.

Uma princesa guerreira à frente de um exército é revolucionário. Coloca, assim, as mulheres no imaginário coletivo desde a infância, em um espaço de poder que influencia a sociedade e suas futuras relações familiares, sociais e econômicas.

Focado na diversidade e no resgate de valores, também ensina o cuidado e o respeito à natureza e aos mais velhos. A inovação estética com personagens protagonistas negros, representando a maioria da população de um país nem tão distante, é um grande diferencial. Ele fica por conta do traço naturalista do talentoso ilustrador gaúcho Rogério M. Cardoso. Criado para ser um clássico da literatura, Princesa Violeta, em suas versões em prosa e em poema, encanta as crianças de todas as cores e de todas as idades do Brasil, na literatura, no teatro e na música.

O livro apresenta músicas da autora que também colam no ouvido, o velho chicletinho.

Por que ler o livro para uma criança?

Vivemos em um país de forte patriarcado. O machismo ainda permeia no seio da sociedade. Portanto, educar é necessário. Tentar romper essa cultura deve ser uma luta de todos. No livro, a princesa escuta que o pai dela queria um filho homem. Depois, um dos súditos, um dos chefes da guarda real entende que a princesa Violeta deveria se casar com ele, por ter a ensinado a lutar. São situações na contramão dos dias atuais, onde nós, mulheres, fazemos nossas opções, como a princesa do livro fez, no entanto, ainda pagamos um preço alto por nosso posicionamento.

Observei também que no livro não há questões raciais em pauta, apenas protagonistas negros. Inclusive, há príncipes de pele alva que tentam casar-se com a princesa, assim como antagonista negro também. A vida é mesmo assim, está tudo ilustrado através dos desenhos coloridos.

Conclusão

Levar crianças negras a entenderem que podem ser princesas e fadas é um bom trabalho de autoestima e merece ser exercitado todo o tempo.  Não é mais possível aceitar somente a história da Cinderela da Disney – embora eu adore. Contudo. confesso que fiquei mais animada quando chegou a  Pocahontas, pois esse desenho falava muito mais sobre mim.

Observei que a leitura tem mais de um desdobramento, o que penso ser bem diferente. Geralmente, o conflito é um só, mas Veralinda, como mulher, sabe que as nossas lutas são diversas.

Longe da bipolarização hierarquizante em preto e branco, como disse o professor Kabenguele Munanga, antropólogo, a autora entende mesmo do Brasil atual. Seguiu, paralela às estúpidas verdades adultas, a realidade da vida por meio de uma linguagem infantil apropriada, cheias de fadas e mágicas!

Ficha Técnica

PRINCESA VIOLETA

Autora: Veralinda Menezes
Editora: Editora Príncipes Negros
Preço: R$ 24,46
Onde encontrar: Amazon

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