Saturday, November 28, 2020

Entenda como o K-POP surgiu e virou fenômeno

K-POP é um fenômeno. Porém, engana-se aquele que acredita que o sucesso mundial veio apenas pelo Gangnam Style, de PSY, em 2012. O movimento que conhecemos hoje como K-POP começou com o grupo Soul Taiji and Boys em 1991. Pouco depois de sua estreia, um homem chamado Lee Soo Man, voltando de recentes estudos nos EUA, viu aquele sucesso. E decidiu fundar a SM Entertainment, a maior empresa de entretenimento da Coreia. A partir disso, começou o que se tornaria uma das mais promissoras indústrias do planeta, alcançando números impressionantes.

Desde antes, em meados de 2008/2009, já havia um crescente em números dos fãs pelo mundo. Ótimos grupos de K-POP surgiam, como TVXQ (2003), Super Junior (2005), SNSD (2007) e Shinee (2008), entre outros. Em 2005, o governo sul-coreano percebendo o potencial do K-POP, criou um fundo de US$ 1 bilhão especificamente para a cultura popular. Essa decisão se mostrou acertada. O crescimento foi tanto que o primeiro grupo dessa leva de sucesso, o TVXQ, entrou para o Guinness Book em 2008 por ter o maior fã-clube oficial do mundo. O grupo alcançou a marca de 800 mil membros oficiais na Coreia do Sul, 200 mil membros no japão e mais 200 mil fãs internacionais.

De PSY a BTS

Assim, em 2012, a parte do mundo que não fazia ideia do que era K-POP ficou conhecendo através do artista PSY. Ele alcançou a marca de primeiro vídeo com um bilhão de views no youtube. A partir daí, o K-POP se internacionalizou de vez. Em 2013 foi criado o grupo que, em breve, seria o mais famoso do mundo: BTS. No ano de 2014, o BTS fazia o primeiro show no Brasil, para 1.500 pessoas. Após anos de shows de sucesso e crescente público nas apresentações, em 2019, o grupo fecha, durante dois dias, o Allianz Parque, com 78 mil ingressos vendidos (50 vezes mais que o primeiro show do grupo no país).

Durante toda essa nova movimentação no mercado cultural, a Coreia do Sul, que em 2007 era a trigésima em mercado musical no mundo, passa, em 2017, para o sexto lugar. Inclusive, ultrapassa a indústria brasileira, obtendo um crescimento de 17,9% em 2018. Estima-se que só o BTS mova direta e indiretamente mais de US$ 3 bilhões na Coreia do Sul atualmente, além de levar 1 a cada 13 turistas para visitar o país.

Mercado aquecido

O resultado disso é uma indústria crescente, em larga escala, criando até 800 grupos por ano. Porém, nem todos são bem sucedidos após o lançamento ou se encerram rapidamente, mas o mercado permanece aquecido. Os grupos que se sobressaem, ou que conseguem sobreviver a essa onda, além de uma agenda interminável de compromissos, e um sistema rigoroso ao qual são submetidos, conseguem mostrar ao mundo um estilo único, que, muitas vezes, mistura diversos estilos em apenas uma música, (aliás, um exemplo disso é a música “I Got a Boy”, do SNSD). Os clipes usam e abusam de cores, informações e simbologias, além de figurinos únicos e bem diferentes. Tudo isso gera curiosidade e instiga o espectador a saber mais dessa cultura tão distante e, ao mesmo tempo, próxima de nós.

Enfim, hoje, o K-POP detém recordes em vários aspectos. Inclusive, fora da indústria musical também, já que mexe diretamente com o PIB do seu país de origem, faz palestras internacionais, e, ainda por cima, transpassa as fronteiras entre as duas Coreias.

A pergunta que fica é: quais barreiras o K-POP ainda vai ultrapassar?

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