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Cinema e StreamingCrítica

CRÍTICA| Paddington: Uma Aventura na Floresta diverte ao tornar o personagem um herói de ação

Por
André Quental Sanchez
Última Atualização 29 de janeiro de 2025
6 Min Leitura
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Apesar de não apresentar a jornada emocional do segundo filme, Paddington: Uma Aventura na Floresta inova ao mudar a paz londrina pelo caos da Amazônia

Em entrevista para a divulgação de Todo Tempo que Temos, Andrew Garfield demonstrou todo o seu amor pelo ursinho mais amado da Inglaterra; Hugh Grant considera o seu papel como Phoenix Buchanan, o vilão de Paddington 2, o melhor papel de sua longeva carreira; estas e outras demonstrações mostram a força e o impacto que a carinhosa propriedade intelectual britânica, amante de marmelada, apresenta no público. Seu otimismo nos eleva a ser realmente pessoas melhores, como disse Nicolas Cage em O Preço do Talento.

Após um primeiro filme de introdução e um segundo filme que se tornou uma obra prima contemporânea, Paddington retornou agora em seu terceiro longa metragem, porém, com duas faltas muito sentidas: o diretor Paul King e Sally Hawkins como Sra. Brown.

Paddington: Uma Aventura na Floresta pode ser considerado o mais fraco de toda a trilogia, porém, isso não significa que é um filme ruim, longe disso, o filme é recheado de muito amor e carinho, uma comédia extremamente pontual e um grau emocional que apesar de bem mais fraco do que no filme anterior, ainda emociona aqueles de coração mole.

Desta vez acompanhamos Paddington e os Brown, procurando Tia Lucy em plena Floresta Amazônica. Ao encontrar um ganancioso capitão de navio, Paddington parte em busca da mítica El Dorado.

Paddington perdido nos Alpes do Peru- Divulgação Sony Pictures

Paddington: Uma Aventura na Floresta mantém o carisma dos filmes anteriores, afinal, é muito difícil errar em um filme de um urso que usa guarda chuva e bucket vermelho, porém, na medida que Paddington 2 é a joia da coroa dos filmes infantis, tudo se torna pequeno em comparação, e mesmo com grandes nomes como Antonio Banderas e Olivia Colman em seu enredo, novamente é Hugh Grant que rouba a cena em uma pequena cena final que não dura nem 1 minuto. Este acaba sendo o maior fantasma desta produção: a inevitável comparação com aquilo que já foi feito.

Douglas Wilson não é nenhum Paul King, apesar de entender melhor do que ninguém a influência que o cinema silencioso, e o seu humor, acrescentam em filmes como Paddington. E por mais grandiosa que Emily Mortimer seja como o coração da família Brown, ela não é nenhuma Sally Hawkins. Porém, ambos fizeram ótimos trabalhos na medida do possível, ao mudarem o gênero do filme e tornarem Paddington um pequeno Indiana Jones.

O lado mais emocional do ursinho está presente, porém, é deixado de lado para se destacar o lado mais heróico. Ele conduz um barco em plena correnteza, foge de uma pedra em movimento, escala montanhas, desvenda segredos seculares, monta em uma lhama ao som da icônica abertura de Guilherme Tell de Giaochino Rossini, aliás, a trilha sonora deste filme reinventa diversas músicas clássicas, Danúbio Azul aparece mais de uma vez, tudo com o intuito de construir esta idéia lúdica que Paddington carrega com si.

Todo o universo fantástico ao redor do ursinho, cresce na medida em que se abraça o absurdo, seja uma freira que tem um sistema de vigilância de última tecnologia, ou um capitão de navio atormentado por fantasmas que apresentam o mesmo rosto que ele.

Antonio Banderas brilha como Hunter Cabot, ele sempre foi um ator que não tem medo nenhum de misturar o cult, em filmes como Dor e Glória, e o popular em produções como Bob Esponja: Um Herói Fora da Água, Gato de Botas, e por fim Paddington 3. O ator espanhol realmente abraça a galhofa e entrega um vilão, não tão icônico, mas bem mais bizarro do que Hugh Grant, demonstrando como os vilões desta franquia conseguem ser tão marcantes, sem o menor nível de esforço, somente com algumas características absurdas e um excelente ator por trás.

O cenário amazônico traz um vigor após dois filmes na fria Londres, e permite novas aventuras para os Brown, que apresentam, como no filme anterior, cada um a sua jornada. A beleza de um filme infantil e confortável como Paddington: Uma Aventura na Floresta, é que ele apresenta plena consciência sobre o que ele é: um filme voltado para crianças, mas, que cativa a todos por conta da honestidade e franqueza de seu mundo, não é, e nunca foi um filme voltado para premiações, porém, é extremamente divertido acompanhar estas aventuras deste ursinho que amamos tanto.

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Tags:Paddington
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