Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e termos de uso.
Aceito
Vivente AndanteVivente AndanteVivente Andante
  • Cinema e Streaming
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
Font ResizerAa
Vivente AndanteVivente Andante
Font ResizerAa
Buscar
  • Cinema e Streaming
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
Cena de "Maya: Me dê um título"- Divulgação
Cinema e StreamingCrítica

Crítica: ‘Maya: Me dê um título’ é retrato de paternidade que se fecha em si mesmo

Por André Quental Sanchez
Última Atualização 16 de janeiro de 2026
5 Min Leitura
Share
Cena de "Maya: Me dê um título"- Divulgação
SHARE

Dirigido por Michael Gondry, Maya: Me dê um título utiliza a animação cut-out para construir diversos universos lúdicos e mágicos que simbolizam a união entre pai e filha.

A arte possui o poder de unir pessoas distantes, e quando se juntam duas mentes tão criativas quanto a de Michael Gondry, diretor de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004), e a imaginação aparentemente infinita de sua filha Maya, as possibilidades são inúmeras. Esta união permitiu um filme caótico e, ao mesmo tempo, extremamente doce na forma de Maya: Me dê um título.

A produção transmite com maestria o amor que esse pai sente pela filha, mas, ao ser estruturado em diversos episódios isolados, acaba cansando o espectador pela repetição excessiva de suas ideias.

Fazendo uso da animação stop-motion no estilo cut-out, Gondry constrói pequenos contos que preenchem pouco mais de uma hora de duração. Os episódios transitam por universos variados, que vão do fundo do mar, ao centro da terra e retornando a uma caótica metrópole. O elo entre todos eles é o protagonismo de Maya, que não apenas fornece as ideias para as histórias, como também as protagoniza e dubla a si mesma na versão original.

Cena de "Maya: Me dê um título"- Divulgação

Cena de “Maya: Me dê um título”- Divulgação

Entre esses segmentos animados, surgem momentos em live-action nos quais vemos Maya ocupando, pouco a pouco, uma sala que antes estava vazia. Esses trechos funcionam como necessários respiros narrativos. Acompanhamos a menina dos três aos cerca de dez anos, percebendo seu crescimento criativo afeta diretamente a construção dos universos que se tornam cada vez mais complexos e coloridos.

As histórias atraem o público infantil e juvenil, ao mesmo tempo em que despertam a curiosidade de adolescentes e adultos. Ainda assim, mesmo entendendo que a produção é uma forma de Gondry se manter próximo da filha apesar da distância física, a repetição dessa anarquia criativa dilui o impacto e faz o espectador perder o necessário interesse.

O contexto criado por Gondry remete à desenhos clássicos exibidos nas manhãs de sábado. Assistindo ao filme em outra fase da vida, é possível compreender seu apelo e sua tentativa de manter viva a criança interior. Alguns esquetes inserem simbolismos e até comentários políticos, mas o alicerce da obra permanece sendo o entretenimento e o retrato da paternidade, afinal, Maya é constantemente colocada em posições de heroína, incentivada a nunca abandonar sua veia criativa. Ainda assim, fica a pergunta: o que isso acrescenta, de fato, para o público?

Cena de "Maya: Me dê um título"- Divulgação

Cena de “Maya: Me dê um título”- Divulgação

É comum que artistas utilizem a arte como forma de extravasar sentimentos internos, sejam eles desejos, angústias ou demonstrações de afeto. O talento de Gondry como contador de histórias é inegável, criando situações que só poderiam existir neste universo tão lúdico. No entanto, quando a obra se fecha demais em sua intimidade, o espaço para a plateia diminui. Caso Gondry não fosse um diretor consagrado, uma produção de esquetes pensada quase exclusivamente para sua filha alcançaria o mesmo destaque?

Em última análise, Maya: Me dê um título é uma produção independente surpreendente pelo cuidado com sua animação cut-out. Ainda assim, trata-se de uma obra muito mais especial para o próprio Gondry do que para o público em geral. Embora encante e emocione em diversos momentos, o filme termina deixando uma sensação de esgotamento, como se pedisse algo realmente inovador, ou ao menos um fluxo narrativo mais dinâmico.

Distribuído pela Filmes da Mostra, Maya: Me dê um título estreia nos cinemas em 2026.

Siga-nos e confira outras dicas em @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!

Leia mais

  • Crítica: ‘Song Sung Blue’ é um musical bonito, eficiente, mas seguro demais?
  • Crítica: ‘Marty Supreme’ traz adrenalina em história tradicional demais
  • Crítica: (Des)Controle – o álcool, o duplo e um grande filme
Tags:animaçãoCinemacríticaCrítica Maya me dê um tituloCut-outDestaque no Viventefilmes da mostraMaya: me Dê um títulomostra internacional spStop Motion
Compartilhe este artigo
Facebook Copie o Link Print
André Quental Sanchez's avatar
PorAndré Quental Sanchez
Me Siga!
André Quental Sanchez é formado em cinema e audiovisual, apresenta especialização em roteiro audiovisual, é crítico, redator e amante da sétima arte como um todo.
Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Gravatar profile

Vem Conhecer o Vivente!

1.7KSeguidoresMe Siga!

Leia Também no Vivente

Racionais MCs – O Quinto Elemento_Igor Miranda foto gori_igro-0899
EventosMúsica

Racionais MC’s celebra 35 anos com exposição inédita

Redação
2 Min Leitura
A Imagem da Tolerância. A Mãe Maravilhosa.
CríticaCinema e StreamingNotícias

A Imagem da Tolerância | Conheça o documentário sobre um símbolo da benevolência

Alvaro Tallarico
4 Min Leitura
reboot de spawn
Cinema e Streaming

Febre dos anos 90, cadê o reboot de Spawn? “Num piscar de olhos!”

Redação
4 Min Leitura
logo
Todos os Direitos Reservados a Vivente Andante.
  • Política de Privacidade
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?