A estreia da camisa do Vasco com a Nike já começou fazendo barulho — mas não apenas pelo impacto visual do novo uniforme. A alta procura dos torcedores fez com que a primeira camisa produzida pela fornecedora norte-americana se esgotasse rapidamente nas principais lojas do Rio de Janeiro, escancarando um problema de abastecimento logo no lançamento.
Nas lojas oficiais Vasco da Gama, incluindo as unidades Gigante da Colina, o estoque foi considerado baixo desde o início. Cada loja recebeu pouco mais de 200 unidades, número muito abaixo da demanda padrão do clube. Para piorar, o uniforme não foi distribuído para outros estados, o que ampliou a frustração de torcedores fora do Rio.
Em São Januário, a situação foi ainda mais simbólica. Na última quinta-feira, mais de mil pessoas passaram pela loja oficial do estádio, e todos os tamanhos adultos estavam esgotados cerca de duas horas antes da partida. Muitos torcedores sequer conseguiram ver o produto nas prateleiras.

Embora exista um entusiasmo natural por se tratar da primeira camisa do Vasco fabricada pela Nike, o sentimento predominante entre os torcedores é de que o problema vai além do hype. Internamente, a avaliação é que o número de peças disponibilizadas foi insuficiente para o tamanho da torcida, algo que já havia ocorrido no início da parceria com a Kappa.
Pedrinho admite problema no primeiro semestre com camisa do Vasco
Segundo informações internas, Pedrinho já se pronunciou sobre a situação. O dirigente reconheceu que haverá dificuldade de fornecimento ao longo do primeiro semestre, fruto de questões logísticas e de planejamento da Nike. A expectativa é que o cenário comece a melhorar apenas a partir do segundo semestre, com aumento gradual da produção e distribuição.
Apesar disso, há uma sinalização mais otimista no curto prazo. A previsão é que o abastecimento comece a se normalizar até março, ainda que sem garantias de reposição imediata nas lojas que já estão com estoque zerado.

O caso reacende um debate recorrente no futebol brasileiro: a dificuldade de grandes fornecedoras em dimensionar corretamente a demanda de clubes com torcidas massivas. O Vasco, que já enfrentou situação semelhante no início da parceria com a Kappa, volta a lidar com escassez justamente em um momento simbólico de reposicionamento de marca.
Para a torcida, fica a sensação de que o lançamento, embora bem recebido, não foi planejado à altura da expectativa criada. Enquanto isso, a camisa do Vasco vira item disputado — e motivo de críticas — antes mesmo de se tornar presença constante nas arquibancadas.
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