Uma noite dedicada à grandiosidade da ópera italiana ocupa o palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com um repertório que percorre alguns dos momentos mais marcantes do gênero. O concerto Verdi – 125 anos de legado reúne jovens instrumentistas, cantores líricos e clássicos imortais da música operística, celebrando a obra e a influência de Giuseppe Verdi.
A apresentação acontece no dia 12 de março, às 19h, sob regência da maestra Priscila Bomfim. No palco, a Academia de Monitores e a Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca dividem a cena com a soprano Ludmilla Bauerfeldt, o tenor Ricardo Gaio e o barítono Santiago Villalba.
O programa propõe um percurso pelo desenvolvimento da ópera italiana no século XIX, conectando diferentes escolas e estilos que culminam na obra de Verdi. Estão previstas peças de compositores como Gioachino Rossini, Gaetano Donizetti, Vincenzo Bellini, Pietro Mascagni e Giacomo Puccini.
O legado de Verdi e a evolução da ópera italiana
O repertório traça uma linha histórica que começa no bel canto e avança até o drama musical verdiano. Entre as obras programadas estão a abertura e árias de O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, além de trechos de O Elixir do Amor, de Donizetti, e a famosa ária Casta Diva, da ópera Norma, de Bellini.
Também integram o programa o intermezzo de Cavalleria Rusticana, de Mascagni, e duas das árias mais conhecidas da história da ópera: Nessun dorma, de Turandot, e O mio babbino caro, de Gianni Schicchi, ambas de Puccini.
O concerto culmina com uma sequência de obras de Verdi, incluindo a abertura de A força do destino, árias de Rigoletto e trechos de Aída e La traviata, entre elas o célebre brindisi Libiamo, ne’ lieti calici.
Segundo a maestra Priscila Bomfim, o repertório representa um desafio formativo para os jovens músicos envolvidos.
“Bellini, Donizetti e Rossini estabelecem as bases técnicas e estilísticas do canto. Pietro Mascagni introduz o verismo, com emoção mais direta e orquestra de maior densidade. Puccini amplia o papel orquestral, refinando a dimensão teatral, psicológica e dramática. E Verdi, o compositor homenageado, sintetiza essas transformações, unindo tradição vocal, intensidade teatral e estrutura orquestral”, afirma.
Formação musical e impacto social
A Academia de Monitores e a Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca integram o Instituto Brasileiro de Música e Educação, organização que atua na formação musical de estudantes da rede pública do estado do Rio de Janeiro.
Os jovens instrumentistas têm entre 13 e 21 anos e participam de um processo formativo que inclui prática de orquestra, aperfeiçoamento técnico e experiências de palco. Para a regente, a apresentação representa também um importante passo no amadurecimento artístico dos participantes.
“O repertório exige versatilidade, consciência histórica e domínio de diferentes linguagens”, explica Priscila Bomfim.
A Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca reúne estudantes de diversas regiões do estado e já dividiu o palco com artistas como João Bosco, Guilherme Arantes, Leila Pinheiro, Zélia Duncan, Elba Ramalho e Hamilton de Holanda, além de participar de intercâmbios internacionais.
Serviço – Verdi – 125 anos de legado
Data: 12 de março
Horário: 19h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano, s/n, Centro
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: Livre
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