Um novo levantamento do aplicativo Denga Love revela um retrato preocupante sobre como nos relacionamos digitalmente. Segundo a pesquisa, realizada em junho de 2025, 30% das conversas em apps de namoro acabam no primeiro dia — muitas vezes, com apenas algumas mensagens trocadas. Além disso, 45% dos usuários classificam os diálogos como superficiais ou desinteressantes.
A maioria das interações não chega a encontros presenciais. Os principais motivos? Falta de interesse mútuo (60%) e ausência de iniciativa (50%). O estudo também mostra que 35% dos usuários afirmam que seus matches raramente puxam conversa.
Para mudar esse cenário, o Denga Love lançou a campanha “Toda história de amor começa com um oi”, incentivando conversas mais genuínas e duradouras. A iniciativa vem acompanhada de novas funções no aplicativo: lembretes para puxar papo, sugestões de mensagens e recompensas para quem toma iniciativa. Além disso, haverá ações em redes sociais e eventos presenciais.
“Acreditamos que as conexões reais começam com um bom diálogo, mas os dados mostram que isso tem se perdido”, afirma Barbara Brito, fundadora e COO do Denga Love. “Queremos resgatar o interesse em bons encontros e boas conversas, e quem sabe até relacionamentos duradouros.”
Especialistas concordam que a superficialidade nas interações digitais dos apps de namoro tem impactos profundos. Para o psicólogo Carlos Lima, especialista em relações online, os aplicativos viraram “um jogo de acumular matches” que privilegia a dopamina de uma notificação, mas evita a vulnerabilidade de uma conversa real.
Apps de namoro mostram que solidão digital está em alta
A crise não é isolada. No Brasil, uma pesquisa da Datafolha (2023) revelou que 35% dos usuários de apps de namoro raramente conversam com seus matches. No México, levantamento do Bumble (2024) mostrou que 68% sentem ansiedade ao marcar encontros. Segundo a USP, mais da metade dos jovens entre 18 e 30 anos não conseguem manter uma conversa longa sem checar o celular.
Além disso, 30% dos brasileiros se sentem frequentemente sozinhos, segundo a Ipsos (2023). Um alerta reforçado pela CEPAL, que apontou que 45% dos trabalhadores remotos relatam isolamento social na América Latina.
“O problema não é a tecnologia, mas como escolhemos usá-la”, explica a socióloga Mariana Fernández. “Se os apps forem só para validação, viram hábitos vazios e repetitivos.”
Relações reais importam
Voltado à comunidade negra, o Denga Love quer ir além dos matches. Com mais de 200 mil usuários e 10 milhões de conexões, o app se propõe a criar um ambiente seguro, acolhedor e afrocentrado, onde o “oi” possa realmente ser o início de algo significativo.
“Nosso propósito é promover encontros que façam sentido”, conclui Barbara Brito. “Relações só florescem quando há disposição para ir além da superfície.”
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