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Cinema e StreamingCrítica

Crítica: Dupla Perigosa quer ser um novo Máquina Mortífera, mas consegue?

Em Dupla Perigosa (The Wrecking Crew), Jason Momoa transforma uma ideia de 20 anos em uma comédia de ação inspirada nos clássicos policiais dos anos 80 e 90.

Por
Alvaro Tallarico
Última Atualização 28 de janeiro de 2026
5 Min Leitura
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Jason Momoa coloca em prática uma ideia que amadurece há duas décadas e transforma Dupla Perigosa, novo filme da Prime Video, em um herdeiro espiritual de Máquina Mortífera. A produção, que estreou em 28 de janeiro na plataforma, assume a influência dos clássicos de ação com duplas improváveis, mas troca os parceiros policiais tradicionais por dois irmãos distantes forçados a trabalhar juntos no Havaí.

Momoa conta que o projeto nasce do desejo antigo de fazer um filme de ação com humor ambientado em sua terra natal.

“São duas décadas imaginando um filme que eu queria fazer, que fosse divertido e em casa, no Havaí”, afirma o ator.

“A gente ama Tango & Cash, Máquina Mortífera. É claramente uma homenagem a esses filmes.”

O pontapé inicial acontece quando Momoa e Dave Bautista trabalham juntos na série See. Cansados do tom pesado da produção, os dois conversam sobre fazer algo mais leve. “Eu disse pra ele: ‘Vamos sair dessa lama e desse sangue e fazer uma comédia moderna. Algo que a gente ama, tipo um buddy cop movie’”, relembra.

Bautista se empolga e publica a ideia nas redes sociais, o que pega o colega de surpresa. “Meu agente me ligou perguntando o que estava acontecendo, e eu não fazia ideia do que ele estava falando. Eu nem tenho Twitter”, diz Momoa. A repercussão é imediata e roteiristas começam a se oferecer para desenvolver o projeto.

O escolhido é Jonathan Tropper, que já havia trabalhado com os dois em See. “Ele realmente sabe escrever para mim e para o Dave”, afirma Momoa. Tropper destaca que a conexão criativa entre eles vem da paixão compartilhada pelos filmes de ação do fim dos anos 80 e início dos 90. “Descobrimos nosso amor em comum por esses filmes, por Shane Black e esse tipo de coisa”, explica o roteirista.

“Uma Máquina Mortífera no Havaí”

A base da história já está clara na cabeça de Momoa desde o início: dois irmãos afastados, um acerto de contas familiar e o cenário havaiano.

“Jason sempre soube que queria uma história de irmãos distantes no Havaí, lidando com o pai”, diz Tropper. “A gente chamava de ‘uma Máquina Mortífera no Havaí’.”

No filme, o personagem de Momoa é um policial, enquanto o de Bautista é um ex-Navy SEAL, um fuzileiro naval. Os dois têm personalidades opostas e conflitos mal resolvidos, mas precisam se unir após a morte do pai. A estrutura remete diretamente ao modelo de dupla explosiva popularizado por Máquina Mortífera, franquia iniciada em 1987 e marcada pelo contraste entre parceiros forçados a cooperar.

Além de Momoa e Bautista, o elenco de Dupla Perigosa inclui Morena Baccarin (fazendo referência ao Brasil), Temuera Morrison, Jacob Batalon, Frankie Adams e Miyavi. A direção é de Ángel Manuel Soto, de Besouro Azul. Entre os produtores estão o próprio Momoa, Bautista e o cineasta Matt Reeves.

O filme chega ao streaming com recepção positiva da crítica internacional, acumulando aprovação acima de 80% no Rotten Tomatoes. Para os fãs que aguardam há anos por um quinto capítulo oficial de Máquina Mortífera, ainda sem confirmação, o novo longa surge como uma alternativa moderna ao espírito da franquia.

Como alguém que cresceu nos anos 90, vendo esses filmes na Sessão da Tarde, devo dizer que essa Dupla Perigosa me surpreendeu positivamente. Jason Momoa tem um carisma, uma graça. O cara faz rir. Tem umas piadas bobas, as quais me fizeram lembrar da quinta série. Mas isso é positivo. O filme é leve e divertido, com boas cenas de ação.

O contraste entre os irmãos funciona e vale a aposta da Prime Video para uma franquia, bem ao estilo Máquina Mortífera mesmo, contudo, com um tempero havaiano.

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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ.
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