O Festival do Rio 2025 chega aos seus dias finais com uma seleção de filmes marcantes que reafirmam o poder do cinema em provocar emoção e reflexão. Entre os destaques estão “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, novo longa da premiada diretora Chloé Zhao, e “Surda”, drama espanhol de Eva Libertad que venceu o público em Berlim.
Escolhido como filme de encerramento do Festival do Rio, “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (Hamnet) terá sua sessão de gala neste sábado, 11 de outubro, às 19h30, no Cine Odeon – CCLSR. O longa é dirigido pela vencedora do Oscar Chloé Zhao (Nomadland), com Paul Mescal (Gladiador II) e Jessie Buckley (Entre Mulheres) nos papéis principais.
Baseado no aclamado romance de Maggie O’Farrell, o filme retrata Agnes (Buckley), esposa de William Shakespeare (Mescal), enfrentando a dor devastadora pela perda do filho Hamnet — experiência que inspiraria o dramaturgo a criar Hamlet, uma das obras mais influentes da literatura mundial.
Com produção de Steven Spielberg e Sam Mendes, o longa foi vencedor do Prêmio do Público no Festival de Toronto e aclamado em Telluride e Veneza, consolidando-se como favorito na temporada de premiações.
“Um retrato profundamente humano sobre luto, amor e criação”, destacou o The Hollywood Reporter, que chamou o filme de “um dos dramas mais sensíveis do ano”.
Os ingressos para a sessão carioca se esgotaram em menos de duas horas, e o lançamento nos cinemas brasileiros está previsto para 29 de janeiro de 2026, com distribuição da Universal Pictures.
“Surda”: o poder da empatia no cinema inclusivo
Outro destaque do festival é “Surda”, longa da diretora Eva Libertad, inspirado na vida de sua irmã e protagonista Miriam Garlo. O filme acompanha a jornada íntima de uma mulher surda que enfrenta os desafios da maternidade e da comunicação em um mundo de ouvintes, com atuações comoventes e abordagem realista.
Premiado no Festival de Berlim com o Prêmio do Público da Mostra Panorama e o Arthouse Cinema Award, “Surda” conquistou ainda cinco troféus no Festival de Málaga — incluindo Melhor Filme, Primeira Direção e Melhor Atriz. A crítica internacional elogiou o longa por seu retrato autêntico e compassivo.
Segundo o The Guardian, “Surda se torna um exemplo perfeito de como o cinema pode ser um motor para a empatia”. Já o Screen Daily destacou: “Um sucesso discreto, mas cativante”.
A estreia brasileira acontece durante o Festival do Rio, sessões com legendas descritivas, ampliando a inclusão de pessoas com deficiência auditiva. São nos dias 11 de outubro, sábado, 14h00, na Reserva Cultural Niterói 3; e 12 de outubro, domingo, 18h30, no Estação NET Gávea 1.
Um festival que reflete o mundo
Com mais de 200 títulos exibidos em 20 locais diferentes, o Festival do Rio 2025 reafirma sua posição como o maior evento cinematográfico da América Latina, reunindo produções que abordam diversidade, inclusão, memória e transformação social.
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Enquanto “Hamnet” emociona ao revisitar o passado de Shakespeare sob o olhar da dor e do amor, “Surda” amplia o diálogo sobre representatividade e acessibilidade. Juntos, os dois títulos simbolizam a força universal do cinema em traduzir o humano, seja em versos elisabetanos ou na vida cotidiana de uma mãe.



