A Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga realiza um marco inédito em sua trajetória ao se apresentar na Capela Sistina, no Vaticano, como parte da turnê italiana Conexão Vaticano. Formado exclusivamente por meninas da rede pública do Rio de Janeiro, o grupo integra a agenda oficial das comemorações do bicentenário das relações diplomáticas entre Brasil e Santa Sé, que acontecem em abril, no Vaticano e em outras cidades da Itália.
A apresentação na Capela Sistina coloca a orquestra em um dos espaços mais simbólicos da música sacra mundial. A participação no evento reforça o protagonismo feminino na música orquestral e consolida a trajetória internacional do grupo, criado com foco na ampliação da representatividade de meninas na formação sinfônica.
Criada em 2021, a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga reúne 52 instrumentistas com idades entre 13 e 21 anos. Sob a regência de Priscila Bomfim, a formação é composta exclusivamente por jovens mulheres, reafirmando o compromisso com a equidade de gênero na música clássica.
A escolha do nome homenageia Chiquinha Gonzaga, primeira maestra do Brasil e símbolo de luta, liberdade artística e protagonismo feminino. A apresentação no Vaticano amplia o alcance desse legado, levando a força de uma orquestra juvenil feminina brasileira a um dos palcos mais emblemáticos do mundo.
Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga abre edital para obra sacra inédita
Como parte do projeto da turnê, a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga lançou uma chamada pública para seleção de uma obra sacra inédita, escrita para soprano e orquestra, que integrará o repertório do concerto.
O edital é exclusivo para mulheres compositoras, residentes no Brasil ou no exterior, sem limite de idade. A autora selecionada terá sua obra estreada na Capela Sistina e receberá premiação de R$ 3 mil. A iniciativa reforça a proposta da orquestra de fomentar a criação feminina na música de concerto e ampliar o espaço de compositoras no repertório sinfônico.
As inscrições permanecem abertas até 15 de março, por meio de formulário online disponibilizado pela organização.
A turnê Conexão Vaticano conta com patrocínio da Zurich Santander e da Petrogal Brasil, joint-venture Galp e Sinopec, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto também tem apoio da Embaixada Brasileira e da Santa Sé.
A participação nas celebrações diplomáticas fortalece a dimensão institucional da viagem, unindo cultura, diplomacia e intercâmbio internacional. A presença da orquestra em solo italiano reafirma o papel da música como instrumento de diálogo entre países.
O repertório preparado para a apresentação no Vaticano reúne obras do repertório sacro e da música brasileira. Entre as peças programadas estão:
Gloria in excelsis Deo, da obra Gloria, RV 589, de Antonio Vivaldi
Jesus, Alegria dos Homens, da Cantata BWV 147, de Johann Sebastian Bach
Obra encomendada – estreia mundial
Anunciação, de Alceu Valença, com arranjo de Mateus Araujo
Maria, Maria, de Milton Nascimento, com arranjo de Mateus Araujo
Mourão, de César Guerra-Peixe
A combinação de repertório sacro tradicional com obras da música popular brasileira reforça a identidade do grupo e evidencia o diálogo entre tradição europeia e cultura brasileira.
Antes da apresentação na Capela Sistina, a orquestra já havia se apresentado em importantes palcos no Brasil, Estados Unidos, Espanha, França, Portugal e Suíça. Ao longo de sua trajetória, dividiu o palco com artistas como Alexandre Nero, Elba Ramalho, Maria Gadú, Mônica Salmaso, Sandra Sá, Toni Garrido, Wanderléa e Flor Gil.
A turnê italiana representa mais um passo na consolidação do grupo como referência em formação orquestral feminina e em projetos de impacto social por meio da música.
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