A primeira parte da temporada final de Stranger Things chegou repleta de referências. As mais óbvias aparecem na trilha sonora, com sucessos dos anos 1980, incluindo o uso perfeito de “Upside Down”, de Diana Ross. Mas, ao longo dos quatro episódios iniciais, a série revela pistas bem mais profundas, que apontam para o rumo do desfecho previsto para dezembro.
Selecionamos 11 Easter Eggs de Stranger Things 5 essenciais para entender o que está realmente em jogo.
O primeiro episódio abre com uma referência direta a Aliens. A captura de Will pelo Demogorgon, agora mostrada por completo, inclui tubos orgânicos que lembram o processo parasitário dos xenomorfos, reforçado por estruturas semelhantes a ovos incrustadas nas paredes do Mundo Invertido. O paralelo sugere que o Devorador de Mentes age como um invasor que transforma seus hospedeiros em recipientes, exatamente como Vecna revela ao falar das “crianças-vasos”.
Na sequência, o grupo retoma o conceito de “dungeon crawl”, expressão de Dungeons & Dragons usada desde a primeira temporada. Hawkins já soma 37 incursões ao Mundo Invertido, mas a empolgação por uma missão de duas horas deixa claro que a maior parte delas foi rápida e arriscada. A descoberta de uma nova parede no ambiente reforça que, mesmo depois de tantos anos, o território ainda esconde zonas desconhecidas.

Outra referência marcante aparece no treinamento de Eleven. Em vez dos experimentos do laboratório, ela treina em um ferro-velho, num claro aceno à sala de perigos dos X-Men. O momento também ecoa a montagem de Star Wars: The Rise of Skywalker, com foco no aperfeiçoamento dos poderes. A mensagem é direta: Eleven não é mais a única super-humana, e o mundo está prestes a conhecer outros como ela.
A relação entre Holly e Will ganha significado especial quando ele a descreve como “Holly, a Heroica”, cleriga com poder de transitar entre planos e até ressuscitar. A classe de D&D não é aleatória: antecipa a conexão entre Holly, Max e o limiar entre vida e morte. Além disso, Will menciona que sua versão de Holly cria portais interdimensionais, poder associado à mutante Magik nos quadrinhos dos X-Men. Os paralelos com a trama de Inferno, saga de 1989 em que demônios raptam crianças para abrir portais entre dimensões, tornam-se evidentes quando a temporada revela a busca de Vecna por 12 desaparecidos.
A temporada de Stranger Things 5 mantém a tradição de números secretos.
No primeiro episódio, o telefone exibido na tela pode ser discado na vida real. A mensagem automática confirma que Hawkins sofreu um terremoto de magnitude 7.4 após os eventos da quarta temporada. O detalhe ajuda a situar o caos que atinge a cidade desde a abertura definitiva entre os mundos.
Outra referência pop aparece quando Robin inventa um problema no “capacitor de fluxo”, o componente de viagem no tempo de De Volta para o Futuro. A citação, reforçada por diversas menções ao clássico juvenil Uma Dobra no Tempo, levanta a suspeita de que a série caminhe rumo à explicação definitiva sobre a lógica temporal do Mundo Invertido, congelado em 1983 desde a primeira abertura do portal.
Ao encontrar um mandala no chão, Will vivencia um dos símbolos mais sutis desta temporada. Desenhos com espirais representam processos de transformação e autodescoberta. É um aceno direto ao arco emocional do personagem e ao caminho dos heróis rumo ao “centro” do Mundo Invertido: o laboratório de Hawkins, foco original da fenda dimensional.
As conexões com X-Men continuam. Vecna sequestra crianças assim como entidades de Limbo fazem em Inferno, reforçando o paralelo entre Holly, Max e a possível abertura final dos portais. Holly, por sua vez, nomeia a mente de Vecna como Camazotz, planeta sombrio de Uma Dobra no Tempo dominado por uma entidade maligna chamada IT. A citação sugere que Vecna pode estar sob controle do Devorador de Mentes, atuando como prisioneiro dentro de sua própria mente.
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O último Easter Egg é talvez o mais revelador. Max se refugia em uma caverna que remete diretamente à peça Stranger Things: The First Shadow, que aprofunda o passado de Henry Creel. Na montagem, Henry encontra a entidade que se tornaria o Devorador de Mentes em uma caverna no deserto de Nevada. A quinta temporada retoma essa origem alternativa, indicando que Vecna pode ter mentido sobre ter “criado” o monstro.
Seu medo da caverna, mostrado agora na série, sugere que o Devorador de Mentes sempre foi o verdadeiro vilão.
Esses 11 detalhes se conectam para formar um quadro maior, preparando o terreno para as respostas prometidas para o Volume 2 e para o final da série, marcado para 31 de dezembro. Se a leitura estiver correta, o Mundo Invertido pode revelar segredos que estavam plantados desde 2016.



