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Oleg Tumanov faz show da bossa russa

O compositor russo Oleg Tumanov virá ao Rio de Janeiro para lançar o álbum “On The Way From Brazil” (distribuído no Brasil pela Warner Music Brasil), no qual reverencia a bossa nova, sua musa inspiradora. Será hoje, dia 9 de janeiro, às 21h, no Solar de Botafogo, com a participação de Leila Pinheiro, Jane Duboc, Moyséis Marques e Luciana Alves. Aliás, nesse mesmo dia 9, o álbum aterrissa em todas as plataformas digitais. Ingressos a R$ 60 e R$ 30.

A princípio, o disco físico estará nas lojas no dia 24 de janeiro com 14 músicas – três temas instrumentais, de Oleg, e 11 faixas cantadas, compostas por Oleg com letras do poeta Mauro Aguiar, parceiro de Guinga, Zé Miguel Wisnik e Fátima Guedes, entre outros, e designer gráfico responsável pela arte da bolacha.

“O Brasil é um império musical, um dos maiores do mundo. Estou orgulhoso e grato por ter tido a chance de fazer este álbum com ícones da música brasileira, cantores e músicos que representam os tesouros das tradições da música brasileira”, diz Oleg. No álbum brilham as vozes de Joyce Moreno, Paulinho Moska e Celso Fonseca mais Leila Pinheiro, Jane Duboc e Luciana Alves, as três que também estarão no show de lançamento.

On The Way From Brazil

No palco do Solar de Botafogo, as criações sonoras do artista russo ganharão forma através dos dedos do pianista russo Alexey Podymkin, do saxofonista franco-brasileiro Idriss Boudrioua, do saxofonista e flautista Marcelo Martins e do trombonista Rafael Rocha, também diretor musical e arranjador deste “On The Way From Brazil”, o sexto disco de Oleg Tumanov.

Inclusive,  o repertório inclue todas as faixas do álbum, com participações que engrandeceram as músicas. Luciana Alves vai cantar “Escapatória”, “Elegia”, “Uma nova canção” e “Elenova”; Jane Duboc interpretará “Outono do Rio” e “Não disse adeus”; Moyséis Marques levará a sua ginga carioca para “Bar negro”, “Ela só veio ver o mar” e “O amor é isso” e as belas “Só com você” e “Viagem do Brasil” serão cantadas lindamente por Leila Pinheiro, que é pura bossa nova. O roteiro ainda prevê as instrumentais “Rio” e “Sunny rain”.

Oleg Tumanov lança álbum com convidados

QUANDO: 9 de janeiro, às 21h

ONDE: Teatro Solar de Botafogo – Rua General Polidoro, 180, em Botafogo. T: (21) 2543.5411

QUANTO: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia entrada e lista amiga

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Júlia Vargas, Mestrinho e João Donato abrem Rio Music Market com show inédito

Rio Music Market e Júlia Vargas com Mestrinho e João Donato no Vivente Andante

A abertura do Rio Music Market traz um show inédito com a cantora Júlia Vargas recebendo o acordeonista Mestrinho e o pianista João Donato. A apresentação acontece no dia 9 de dezembro, uma segunda-feira, às 20h, no Theatro NET Rio. A exibição dá partida à sétima edição do evento, o qual reunirá mais de 60 profissionais do mundo inteiro a fim de debater as transformações e novas oportunidades da indústria da música em cerca de 30 mesas.

Em estúdio, gravando “D’Água”, o seu segundo disco solo, Júlia Vargas escolheu músicas do álbum “Pop Banana” (2017) para unir com as habilidades únicas de Mestrinho e Donato. Ademais, Júlia tem cantado com muitos artistas consagrados, como Zélia Duncan, João Bosco, Roberta Sá e Zeca Baleiro, e está lançando o álbum de pegada feminista “Iara Ira”, com as cantoras Juliana Linhares (Pietá) e Duda Brack.

Mestrinho, sanfoneiro de respeito

Sergipano radicado em São Paulo, Mestrinho é considerado um fenômeno na renovação do forró e já dividiu o palco com Dominguinhos, Gilberto Gil, Hermeto Pascoal, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, entre outros. Em 2018, ganhou o troféu de Melhor Cantor e foi indicado na categoria Melhor Álbum Regional no 29º Prêmio da Música Brasileira. O sanfoneiro segue apostando na carreira solo e preparando o seu terceiro disco, a ser lançado em 2020 pela Atração Fonográfica.

A experiência de João Donato e o repertório

O pianista e compositor João Donato completa 85 anos de vida e 70 de carreira neste 2019. Inclusive, é difícil condensar em poucas linhas a importância deste pianista e compositor nascido no Acre e morador do Rio de Janeiro. A saber, em turnê pela Europa, Donato volta para casa em dezembro para fazer uma participação especial nesse show da Júlia.

No repertório da noite do Rio Music Market, releituras de compositores consagrados como João Bosco, Aldir Blanc, Jorge Mautner e Tom Zé. Além disso, canções de novos compositores da cena carioca, como Claos Mózi, Ivo Vargas, André Vargas, Carlos Posada, Victor Lobo e Marcos Mesmo.

Afinal, estão previstos os sucessos “Bananeira” e “Lugar Comum”, de Donato. Juntamente com clássicos do forró de Dominguinhos, como “De volta pro meu aconchego” em um dueto arrebatador de Júlia e Mestrinho e, ainda, “Te faço um cafuné”, entre outras surpresas.

Enfim, no show, Júlia Vargas estará acompanhada por Roberto Kauffman (acordeão), Marcos Luiz (baixo) e Gabriel Barbosa (bateria).

Júlia Vargas recebe Mestrinho e João Donato | Rio Music Market

QUANDO: Segunda, 9 de DEZEMBRO, às 20h

ONDE: Theatro NET Rio – Rua Siqueira Campos, 143 | 2º piso, em Copacabana

QUANTO: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia entrada)

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Downtown Cover leva sucessos do Coldplay à Barra da Tijuca

Crítica musical do show da banda Coldplayers pela jornalista cultural Anna Laura Ferraz

Na última sexta-feira (29/11), a Coldplayers agitou o público em um show pra lá de extraordinário. O evento foi mais uma edição do Downtown Cover, projeto musical do shopping a céu aberto na Barra da Tijuca. A banda paulista, que faz covers do grupo britânico Coldplay, acertou no repertório. E encantou todos os espectadores com muito talento e uma enorme simpatia.

Inicialmente, com o palco repleto de flores coloridas, os artistas começaram o show com a dançante “A Head Full Of Dreams”. E, aos poucos durante a canção, foi cativando todos que já aguardavam a apresentação, assim como, a atenção de inúmeros curiosos que estavam de passagem no local. Em questão de minutos, o espaço destinado ao show já estava cheio de pessoas que curtiam intensamente cada momento com o grupo.

Harmonia entre músicas e ambientação

Posteriormente, “Yellow”, uma das músicas mais conhecidas do Coldplay, foi escolhida para ser a segunda no repertório. Como era de se esperar, a cor amarela tomou o palco. Quando a banda tocou “In My Place”, foi difícil ver alguém sem cantar. Todos, inegavelmente, estavam muito animados.

Era possível de notar que muitas pessoas estavam vestindo camisetas do quarteto original. Uma delas era Marcella Ferreira, fã do grupo britânico há muitos anos e ficou deslumbrada com o show da Coldplayers. Ela conta que não conhecia os músicos brasileiros. Entretanto, acabou encontrando o evento por meio de uma página em uma rede social e decidiu dar uma chance para conhecer o trabalho da banda tributo. 

A arquiteta já foi a alguns shows do Coldplay. Diz que ficou impressionada com a surpreendentemente presenciada semelhança das vozes  de Chris Martin e Sérgio Rago (vocalista do Coldplayers). “Parece que eu estou ouvindo a voz do Chris, é de ficar de boca aberta de como é igual”, relata.

Durante a apresentação de “Fix You”, o grupo pediu que o público ligasse a lanterna dos celulares para assim criar uma atmosfera mais intimista. Em instantes, tiveram o pedido atendido e foi possível perceber que a emoção da performance tomou conta do lugar. Por vários momentos, Sérgio Rago utilizou sua voz para espalhar frases positivas e lembrou três vezes para os espectadores que “o dia de ser feliz é hoje”.

Performance surpreendente

Em “Paradise”, a banda recebeu um convidado um tanto quanto especial: um elefante, surpreendentemente, subiu ao palco, assim como no clipe oficial da música. O público foi ao delírio quando percebeu a presença do ilustre animal. Criando mais um motivo para animação dos presentes.

Finalmente, “Viva La Vida” foi a escolhida para encerrar a apresentação. Com uma mensagem positiva, os espectadores saíram do show com inúmeros sorrisos. Nem mesmo a Black Friday foi capaz de ofuscar a apresentação do grupo. Um espetáculo a céu aberto. 

Festival Rock The Mountain promete experiência única em Itaipava

Divulgação do Festival Rock The Mountain em Itaipava

Quem é fã de música, arte, gastronomia e ainda curte estar em contato com a natureza, tem um compromisso marcado no dia 07 de dezembro em Itaipava, charmosa região na serra fluminense. O Festival Rock The Mountain chega a sua quinta edição trazendo mais de 40 atrações em 16h de diversão garantida.

Dividido em cinco palcos, o evento trará grandes nomes da música brasileira como Natiruts, Emicida, Baco Exu do Blues, Duda Beat, Johnny Hooker, e também atrações internacionais como Kazy Lambist  e a artista sueca-americana Mapei, conhecida pelo seu single “Don’t Wait”, que traz toda a potência do Soul com as batidas do funk carioca. 

Inspirado em festivais internacionais como o Coachella e o Glastonbury, o evento tem como marca a união entre modernidade e sustentabilidade, prometendo reunir todas as tribos em um só lugar e proporcionar uma experiência única e inesquecível. 

Cena alternativa e experimentações

Um grande diferencial do Rock The Mountain para os festivais brasileiros que já estamos acostumados, como o Rock In Rio, por exemplo, é uma curadoria eclética e underground, trazendo novos talentos e não só aquelas mesmas carinhas marcadas de grandes eventos. Dentre os shows mais esperados, destacamos os baianos do ÀTTØØXXÁ, que fazem um som energético, sensual e totalmente contagiante; a performática Letrux, os mineiros do Rosa Neon, o coletivo carioca Heavy Baile e todo o suingue de Lamparina & A Primavera, diretamente de Belo Horizonte. 

Do blues à fritação

Em contrapartida, se sua vibe é curtir um eletrônico e aproveitar toda a imponência de grandes nomes do circuito, saiba que pensaram em você também! Atmosfera de rave, muitas luzes e efeitos visuais multimídia pra te levarem pra outro planeta ao embalo de Pinochet (Domply), Coletivo Pirajá, Gabriel Schettini, Gigios, Moo – Díscoland, Gui Scott (Gop Tun), Heavy Love e muito mais!

Motorista da rodada? Aqui não!

Pra quem gosta de ir para o festival curtir, beber e cantar muito sem se preocupar na volta pra casa, pode comemorar: o Rock The Mountain também oferece a opção de transfer Rio x Itaipava x Rio. Tendo como ponto de encontro a Lagoa Rodrigo de Freitas, você pode escolher ir e voltar em diversos horários de acordo com sua disponibilidade! Quer mais facilidade que isso? O transfer pode ser adquirido junto com os ingressos, também no Sympla!

Contudo, se mesmo assim você preferir ir de carro, não esquenta! O evento conta com estacionamento, que você pode garantir comprando antecipadamente, ou no dia! Lembrando que as vagas são limitadas. 

Certamente já te convencemos, não é mesmo? Ainda não? E se a gente disser que além de tuuuudo isso, o evento ainda conta com atrações como tirolesa, voo de balão e bungee jumping? Pois é! E pra arrematar de vez o coração dos indecisos, o Rock The Mountain também preparou um stand incrível de tattoos e piercings em parceria com a Banzai e claro, uma área com os melhores sabores nos food trucks do T.T Burger, Vulcano, Vezpa e muito mais.

Afinal, nos vemos em Itaipava?

Serviço:

DATA: Sábado, 7 de Dezembro de 2019

LOCAL: Parque Municipal de Itaipava

Endereço: Estr. União e Indústria, 10000 – Itaipava, Petrópolis – Rio de Janeiro

“No Raso da Catarina” traz nordeste profundo com Juliana Linhares e Rodrigo Garcia

Juliana Linhares e Rodrigo Garcia "No Raso da Catarina" na Casa Sapucaia. Por Alvaro Tallarico.

No domingo (24/11), Juliana Linhares e Rodrigo Garcia apresentaram seu show “No Raso da Catarina”, na Casa Sapucaia, em Santa Teresa, onde cantam somente compositores nordestinos.  “Sustenta a Pisada”, de Cátia de França, paraibana, iniciou a apresentação com Juliana Linhares fazendo toda uma interpretação laureada por tantos anos de teatro.

Juliana, vocalista do Pietá e integrante do Iara Ira, surgiu aparentemente tranquila, e mostrou sua potência vocal logo de início, já arrancando palmas do público que enchia a Casa Sapucaia. Subia e descia de tom, brincava com outros sons. “Filho do Dono” trazia sua pegada de viajante das artes.

Enquanto Rodrigo Garcia mantém certa sisudez, fecha os olhos e fica em um mundo musical particular dedilhando cada nota com concentração afiada, Juliana faz tiradas cômicas espontâneas entretendo os espectadores entre uma canção e outra. Apesar do toque intimista, o espetáculo acaba por ser extremamente teatral, pelo contraste entre aquelas duas forças musicais – e a união. Rodrigo Garcia, sério, sendo um amálgama com o violão, sentado atrás, cria a perfeita pista para a decolagem do avião Linhares. “Ausência” de Ednardo, trouxe a forte presença da riqueza musical nordestina. Um trocadilho que cai bem, pois é exatamente um dos focos desse projeto.

Juliana Linhares e Rodrigo Garcia em duo sobre composições nordestinas
Juliana Linhares e Rodrigo Garcia: contraste que resulta em show de qualidade (foto: Alvaro Tallarico)
Saiu pelo mundo

A emoção de “Deixei minha Terra”, de Marinês, fala mais sobre Juliana do que talvez ela mesma possa perceber. E, do seu âmago, emerge bem algo que ela me disse sobre suas experiências pessoais: “Comecei a cantar em Natal, despretensiosamente. Cantava Samba e Bossa Nova. Aí vim para o Rio, comecei a trabalhar com música e fui entender o que era realmente música, num lugar diferente. Pesquisar, ouvir. Quando a gente se distancia do lugar que a gente está, a gente se enxerga de uma forma diferente. Lá eu não era nordestina, todo mundo era nordestino, então não era diferente de ninguém. E aqui eu virei a nordestina, a pessoa que tem um sotaque diferente, que é de um lugar diferente. Isso me fez olhar para mim. Vou pesquisar mais o repertório, entender mais de onde vim, e nesse caminho cruzei o Rodrigo”.

Aliás, Rodrigo Garcia já tem um trabalho antigo, em sua banda de mais de 20 anos, o Nó Cego, com intensa pesquisa de música nordestina. A partir das suas vivências artísticas pessoais, escolheram essas composições, que formam todo um apanhado de crônicas sobre o nordeste. Um mergulho quase místico fora dos clichês. O ótimo filme brasileiro “Bacurau” foi lembrado, pois o duo tocou Oliveira de Panelas, “Estes Discos Voadores Me Preocupam Demais”. Juliana citou o quanto essa canção lhe faz pensar no filme, e, realmente, tem tudo a ver.

Calor invisível

Em uma performance caliente, cantando trechos em espanhol, Juliana utilizou de uma sensualidade irreverente, que, ao mesmo tempo, desconstruía e reafirmava sua feminilidade. “Eu sou o Estopim”, famosa através do Trio Forrozão, trouxe uma Linhares que espalhava um calor invisível, um tesão provocante. Parecia um coquetel molotov aguardando um tímido fósforo, que jazia receoso, de acender aquele vulcão que certamente emergiria, jorrando magma e criando uma nova arte. Sem falar que, Juliana começou o show com cachecol e suéter, os quais, aos poucos, foram sendo jogados ao léu, até que ela terminasse com um macacão  decotado vermelho, a cor da paixão e da ação.

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“Sebastiana”, de Luís Gonzaga, foi seguida por Jackson do Pandeiro, com “Dr. Boticário”. Uma crônica de outros tempos, na interpretação cômica e crítica de Juliana que logo depois puxou “Rabo do Jumento” de Elino Julião. Então, veio o coco, ritmo que não poderia faltar. A cantora também trouxe “Vinte Palavras ao Redor do Sol”, da Cátia de França. Esse jornalista, sentiu como uma convocação ao trabalho, quando ouviu os versos cantados com força: “Chegou a hora mostre seu palavreado, Ou então assuma seu papel de mamulengo”. Enquanto escutava, já criava esse texto mentalmente. Foi como um estimulante raio de energia.

Casa Sapucaia com Devoção

Aliás, o local escolhido para a apresentação, a Casa Sapucaia, é um lugar aconchegante. Eram 18h quando cheguei, um pouco cansado após um longo dia de trabalho. Queria café, mas não tinha (afinal, era início da noite!). Contudo, dois argentinos, Fany e Kevin, que vivem nessa casa coletiva desde abril, prontamente me ofereceram o último gole do seu mate. Com o poder dessa erva, meu despertar foi instantâneo, trocamos algumas palavras simpáticas e, mais tarde, acabaria comprando um Baião de Dois. Vegano. De jaca plantada ali mesmo. Bom demais.

Rodrigo Garcia ainda me falou: “O contato com a música do Nordeste começou com meu pai que comprava discos de várias cantoras, era louco por cantoras, comprava Elba Ramalho, Amelinha. Com 10 anos ouvi Elba cantando Kukukaya, aquele nome me chamou atenção, Cátia de França. Fiquei com aquilo na cabeça. Mais tarde com vinte tantos anos já, junto com o grupo Nó Cego, Reinaldo, meu parceiro veio me dizer que tinha uma música da Cátia de França. Letra, poesia de um cara que mora em Lumiar. Ganhamos de presente o disco dela, o “20 Palavras”, mexeu com a minha cabeça, um disco incrível, absurdo. Nesse repertório do show, mostrei muita coisa para Ju, das pesquisas do Nó Cego, e outras”.

Com devoção, não poderia faltar Zé Ramalho, direto da “Vila do Sossego”. E um bis com Zeca Baleiro. Afinal, me restou o compromisso submisso de escrever sobre esse show. A música nordestina é essa energia vibrante de uma terra repleta de desafios e quando duas estrelas como Juliana Linhares e Rodrigo Garcia se unem para mostrar um pouco dessa vasta cultura, o resultado não pode ser diferente: supernova.

Veja o clipe de “Deixei minha Terra” com Juliana Linhares e Rodrigo Garcia:

Para mais fotos, visite @viventeandante 🙂

Show renascentista promete atmosfera medieval no Lapa Irish Pub

Trovador Henrique Cavalcanti faz show singular

Show renascentista no Lapa Irish Pub acontece no dia 21 de novembro às 19h. A apresentação do Trovador Henrique Cavalcanti e seus convidados: Aline Muhana, Pedro Rebello, e Scott Fraga, leva ao público o melhor repertório de danças e músicas renascentistas e medievais. Aliás, nessa noite, o show pretende recriar uma atmosfera histórica medieval e renascentista no pub carioca.

A princípio, o trovador paulista, autodidata em música e história antiga, escolheu a guitarra contemporânea  como uma ferramenta acessível para interpretar a música medieval. Inclusive, Henrique pretende mostrar em seu show um pouco da musicalidade da Idade Média, além de desvendar as trocas de sonoridades que aconteciam entre o Oriente Médio e a Europa. Seu repertório conta com músicas irlandesas como Scarborough Fair, que conta um pouco da religiosidade celta, além de canções hispânicas e originárias do leste europeu.

O palco recebe artistas que representam musicalidade mundial da época

A dançarina e percussionista, Aline Muhana pretende levar ao palco os ritmos orientais, através da dança e da música. Bailarina profissional e instrutora de Dança Tribal desde 2009, Aline promove uma viagem da Europa ao Oriente medieval e renascentista.

A apresentação conta ainda com a participação do gaiteiro e poeta, Scott Fraga. O músico traz a sonoridade do imaginário popular céltico-galaico, fruto de seu estudo em terras portuguesas combinada à reminiscência ‘galega e moura’ do nordeste brasileiro em rico repertório.

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Ademais, o multi-instrumentista Pedro Rebello, leva ao público canções meso-orientais e mediterrâneas. Utilizando derbake, flauta e alaúde em seu espetáculo e inspirado por seus estudos na Turquia e Grécia, o músico apresenta ainda a linguagem musical clássica otomana.

Afinal, a proposta do espetáculo é levar ao pub carioca entretenimento de qualidade, aliando música a história. Assim, o show visa explorar a cultura de povos distantes através da música, utilizando instrumentos incomuns, despertando a curiosidade visual e auditiva da platéia. Os músicos também buscam expressar no palco um pouco de seus estudos e propiciar uma viagem no tempo ao público disposto a embarcar.

Enfim, os artistas se apresentam a partir das 19h no Lapa Irish Pub, com ingressos a R$12,50. O espaço aceita todos os cartões de crédito, débito, alelo refeição e ticket restaurante. Mais informações podem ser obtidas no evento em sua página no Facebook: https://www.facebook.com/events/555715578584357/

Serviço:
  • Local: Lapa Irish Pub – Rua Evaristo da Veiga, 147 Lapa, 20031-040 Rio de Janeiro
  • Data: 21 de novembro
  • Horário: 19h
  • Preço: R$ 12,50
  • Reservas: (21) 9702-00728
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