A corrida pelo Oscar 2026 de Melhor Ator começa a ganhar contornos mais claros — e Wagner Moura surge como um dos nomes mais sólidos e respeitados da temporada. Em um cenário tradicionalmente dominado por estrelas de Hollywood, o ator brasileiro construiu, até agora, o currículo mais consistente da disputa, impulsionado pela repercussão internacional de O Agente Secreto .
As vitórias de Moura como Melhor Ator no Globo de Ouro e no Festival de Cannes, somada às indicações no Gotham Awards e no Astra Film Awards, colocam o brasileiro em uma posição estratégica rara: ele é o único nome do atual top 5 que aparece simultaneamente nos principais termômetros críticos e independentes da temporada.
Diferentemente de campanhas baseadas apenas em hype de estúdio, a trajetória de Wagner Moura se sustenta em prestígio artístico real. Cannes segue sendo o selo mais forte de legitimação autoral no cinema mundial — e a Academia historicamente responde a esse tipo de chancela quando ela vem acompanhada de consistência ao longo da temporada.

A bilheteria de O Agente Secreto cresce no Brasil e no mundo. O desempenho de Moura segue como o principal ativo do filme, o que reforça um padrão recorrente no Oscar: obras que não dominam as categorias principais, mas carregam performances individuais incontornáveis.
No atual desenho da corrida, os cinco nomes mais fortes para o Oscar são:
- Timothée Chalamet (Marty Supreme)
- Leonardo DiCaprio (One Battle After Another)
- Wagner Moura (The Secret Agent)
- Michael B. Jordan (Sinners)
- Ethan Hawke (Blue Moon)
Entre eles, Moura ocupa uma posição singular: não é um favorito óbvio, mas é o nome com maior potencial de crescimento tardio, especialmente se a Academia optar por um voto que combine reconhecimento artístico, diversidade geográfica e impacto cultural. Convenhamos que Timothée Chalamet é a cara dos Estados Unidos, naquele estilo “queridinho”, mas a diferença de talento entre os dois é grande.

A história recente do Oscar mostra um movimento gradual — ainda que irregular — de ampliação do olhar para fora do eixo tradicional anglo-americano. Wagner Moura chega a essa disputa não como “exotismo”, mas como um ator plenamente integrado ao circuito internacional, com carreira consolidada em produções americanas e europeias, como a série Narcos.
Além disso, há um fator narrativo poderoso: o Oscar ainda não premiou um ator brasileiro. Será a hora de Wagner Moura?
Em temporadas competitivas, esse tipo de marco simbólico costuma pesar quando acompanhado de mérito artístico, como é o caso.
Embora Timothée Chalamet ainda seja apontado como favorito inicial ao prêmio, a temporada está longe de se encerrar. Com as indicações oficiais da Academia marcadas para 22 de janeiro de 2026, Wagner Moura segue em posição de ataque: visível, respeitado e com uma campanha que não depende apenas de marketing, mas de reconhecimento crítico acumulado.
Afinal, se o Oscar costuma premiar performances que resistem ao tempo e atravessam fronteiras, Wagner Moura já fez sua parte.
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