Entre os dias 28 de maio e 11 de junho, a Mostra Ecofalante de cinema apresenta obras de 33 países, além de diversos outros eventos
Reconhecido como o mais importante evento sul-americano para a produção audiovisual ligada às temáticas socioambientais, a 14ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema apresenta uma seleção de 125 filmes representando 33 países. As projeções, debates e encontros do evento acontecem de 28 de maio a 11 de junho, com entrada franca. Cineastas mulheres assinam a direção de 78 dos filmes, ou 62,4% do total.
A programação inclui filmes e debates que discutem temas socioambientais atuais e urgentes, como emergência climática, contaminação, migração, ativismo e questões ligadas aos povos originários. Estão presentes obras que marcaram presença nos festivais de Cannes, Berlim, Veneza, Sundance, Tribeca, Locarno e IDFA-Amsterdã, entre outros eventos prestigiosos.
Um dos destaques é O Efeito Casa Branca (2024, Bonni Cohen e Jon Shenk), produção norte-americana, inédita em São Paulo, dirigida pela dupla Bonni Cohen e Jon Shenk e pelo brasileiro Pedro Kos, abre a 14ª Mostra Ecofalante de Cinema, no dia 28 de maio. O documentário, que foi destaque no IDFA-Amsterdã, mostra como, há três décadas, o mundo estava pronto para deter o aquecimento global, mas uma batalha política no governo do presidente George H. W. Bush (1988-1992) mudou o curso da história.

Cena de O Efeito Casa Branca- Divulgação Mostra Ecofalante
Juntamente com outros filmes, o festival pretende destacar a forte presença de filmes dirigidos por mulheres, assim, o Panorama Histórico da 14ª Mostra Ecofalante de Cinema chama atenção para uma produção marcada pelo engajamento político e feminista dessas cineastas, em uma inédita retrospectiva intitulada 1975/85, Do Ano Internacional da Mulher à Década do(s) Cinema(s) Feminista(s).
A programação marca os 50 anos do Ano Internacional da Mulher, declarado pela ONU em 1975, e reúne obras assinadas por consagradas diretoras, como a húngara Márta Mészáros, as norte-americanas Lizzie Borden, Joyce Chopra e Claudia Weill, além das brasileiras Helena Solberg, Ana Maria Magalhães e Eunice Gutman, entre outras.
Outro destaque é a mostra em comemoração as 80 anos do cineasta brasileiro Hermano Penna, com uma programação que inclui o clássico Sargento Getúlio (1980, Hermano Penna), filme protagonizado por Lima Duarte, além de outras obras importantes, como Fronteira das Almas (1987, Hermano Penna). Está previsto um encontro com o diretor e com a presença de Lima Duarte, no domingo, dia 01/06, às 16h, no Reserva Cultural, logo após a sessão de Sargento Getúlio.
Com 32 filmes em sua seleção, o Panorama Internacional Contemporâneo está organizado em seis programas temáticos e dois programas especiais. Cada um deles é foco de um debate específico durante o festival, totalizando oito encontros com especialistas em torno dos temas Ativismo, Contaminação, Economia & Emergência Climática, Migração, Povos & Lugares, Povos Originários, Cidades e Tecnologia.
Este ano, a Mostra Ecofalante conta com a presença de convidados internacionais. O cineasta, escritor e ativista francês Cyril Dion acompanhará a exibição de seus dois longas – grandes sucessos de público e exibidos em outras edições do festival – Amanhã (2015, Cyril Dion e Mélanie Laurent) e Animal (2021, Cyril Dion). Ele também participa de um encontro aberto ao público para discutir o potencial do cinema na construção de narrativas capazes de engajar e sensibilizar para a sustentabilidade. O segundo convidado é Bernard Kuhn, programador do Festival Internacional do Filme de Educação (FIFE), evento francês parceiro da Ecofalante. O FIFE assina a curadoria de uma sessão especial de curtas infanto juvenis dentro da Mostra.

Cena do filme “Algumas entrevistas sobre problemas íntimos”- Divulgação Mostra Ecofalante
Duas competições premiam com valores de até R$ 20 mil obras recentes brasileiras. O panorama Territórios e Memória reúne 14 longas e 22 curtas-metragens produzidos em diversas regiões do país, enquanto o Concurso Curta Ecofalante traz 20 curtas realizados por estudantes de cursos audiovisuais brasileiros.
Já os Programas Especiais Brasileiros promovem pré-estreias de três longas-metragens inéditos, apresentam curtas dirigidos por cineastas da Katahirine – Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas e o longa Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky (2025, Liliane Maia e Jorge Bodanzky). As sessões são seguidas de bate-papo com as equipes dos filmes.
A 14ª Mostra Ecofalante de Cinema é viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura e do ProAC – ICMS. Ela tem patrocínio da White Martins, Itaú e da Spcine, empresa pública de fomento ao audiovisual vinculada à Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Tem apoio institucional da Embaixada da França no Brasil, do Institut Français, do Goethe-Institut São Paulo e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A produção é da Doc & Outras Coisas e a coprodução é da Química Cultural. A realização é da Ecofalante e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, e do Ministério da Cultura.
Todas as informações sobre exibições e demais atividades do evento podem ser encontradas na plataforma da Ecofalante: www.ecofalante.org.br. e nas redes sociais abaixo.
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