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Buzzheart
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Crítica Festival Filmes Incríveis: Buzzheart é tenso do começo ao fim

Por André Quental Sanchez
Última Atualização 1 de agosto de 2025
6 Min Leitura
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Dirigido por Dennis Iliadis, Buzzheart segue diversas marcas do movimento Greek Weird Wave, e surpreende o público com história fechada e muita tensão

O movimento cinematográfico da Greek Weird Wave surgiu na segunda metade dos anos 2000 como uma forma de resistência às normas da narrativa tradicional, além de um retrato artístico e alegórico dos problemas sociais e econômicos que a Grécia passava na época, e ainda sofre nos dias de hoje. Cineastas como Yorgos Lanthimos e Alexandros Avranas fizeram suas carreiras com filmes que seguiam algumas das marcas mais tradicionais do movimento como temas sombrios e bizarros, humor ácido, estética minimalista em seus enquadramentos e atuações com pouco diálogo e expressões faciais da parte dos atores, ocasionando um estranhamento no público.

Ao se analisar Buzzheart, encontramos muitas destas características ao longo de uma bizarra jornada que, em muitos quesitos, lembra Corra! (2017, Jordan Peele), por conta da tensão constante e da narrativa de um homem que passa um fim de semana na casa da namorada, somente para ser alvo de experimentos e um grande mistério, porém, como todo bom filme da Greek Weird Wave, a narrativa da produção não é clássica e muito menos naturalista, como é visto no terror de Peele.

Recheado de twists e reviravoltas surpreendentes, Buzzheart gira em torno de Argiris, um jovem que aceita passar um fim de semana na casa de Maria, uma linda massagista, e sua família, porém, ao chegar lá, acaba tendo que passar por diversos testes organizados pelos protetores pais da menina, que desejam saber se ele é o suficiente para a preciosa filha.

Buzzheart

Cena de Buzzheart- Divulgação Oficial

Logo no inicio de Buzzheart, somos apresentados ao conceito da psicologia comportamental do Behaviorismo, algo importante para o desenrolar do filme, sendo um dos muitos casos de ironia dramática que pode ser encontrado no roteiro, também de Dennis Iliadis, na medida que o espectador apresenta maior conhecimento da história do que o próprio protagonista, gerando um desconforto na medida que acompanhamos esta jornada, e somos incapazes de impedir seus desastrosos, e inevitáveis, acontecimentos.

Apesar de seu lento ritmo, a produção não cansa por conta da tensão bem construída em cima do espectador, na medida que acompanhamos o fim de semana deste pequeno núcleo, e diversos testes bizarros a que Argiris passa, como pular na piscina cheia de folhas e lodo, com o intuito de provar seu valor, ou responder questões de múltipla escolha como uma forma de demonstrar sua ética, dentro do relacionamento para com seu amor.

A dualidade entre Maria e Argiris é vista como dicotômica, sendo exemplificada em uma bela cena na cama elástica em que Maria pula livre e solta, como uma nítida bailarina, usando um short e um tope, enquanto nosso protagonista pula de calça jeans e enrijecido, sem movimentos bruscos ou livres. Esta diferença entre ambos atrai atenção dos pais de Maria, que decidem explorar o casal na busca por “fórmula do amor”, sendo esta a chave para compreender a produção como um todo.

Buzzheart é uma narrativa mais complexa do que inicialmente aparenta, apresentando linhas narrativas não cronológicas, simbolismos diversos, uma tensão constante, relações mutáveis, diálogos e arcos que apresentam satisfatórios payoffs, principalmente em seu terceiro ato, e detalhes artísticos que trazem desde desconfortos até diferentes reflexões da parte do espectador, no meu caso foi um pequeno quadrinho que lembrou alguns desenhos do mestre japonês Junji Ito, algo que tem o poder de trazer um desconforto a parte.

Apesar de eu particularmente não ser um fã assíduo do movimento Greek Weird Wave, Buzzheart é uma produção que apesar de se alongar um pouco mais do que deveria, eu não mudaria nada em sua composição, sendo um dos filmes mais tensos que já assisti, não por conta de sua intensidade, porém, pela permanência da tensão mesmo nos momentos mais confortáveis, na medida que a produção é coberta por uma nuvem de mistério que somente é revelado totalmente em seu final, no qual uma pelúcia de coração se mostra o item mais importante, e o mais perigoso, de todo o filme.

Buzzheart

Cena de Buzzheart- Divulgação Oficial

Buzzheart fará parte da 2º edição do Festival Filmes Incríveis que será realizado no Reag Belas Artes, em SP. Entre os dias 31 de Julho e 14 de Agosto, o festival passará 15 filmes de diferentes países como França, Geórgia, Turquia, Vietnã, entre outros, além de um filme surpresa que somente receberá informações no dia da projeção.

As informações sobre o festival Filmes Incríveis podem ser encontradas no site oficial, com ingressos a venda a partir de amanhã, 24 de Julho, sendo R$12 reais a meia entrada, e R$24 a inteira, além da possibilidade de se comprar um passaporte para aqueles que desejam assistir a todos os filmes deste promissor espetáculo audiovisual.

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Tags:BuzzheartCinemacríticaCrítica BuzzHeartDennis IliadisFestival Filme IncriveisGreek Weird WaveReag Belas Artes
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André Quental Sanchez é formado em cinema e audiovisual, apresenta especialização em roteiro audiovisual, é crítico, redator e amante da sétima arte como um todo.
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