Era final de tarde no Píer Mauá e o público já parecia carregar no olhar uma expectativa diferente. O painel “O futuro está mais perto do que você imagina” prometia, mas foi além: virou quase um exercício coletivo de imaginar a humanidade em outro patamar. No palco, Peter Diamandis, fundador da Singularity University e CEO da XPRIZE Foundation previa o futuro. Não nas cartas, mas com Inteligência Artificial (IA).
Com frases de efeito e um humor pontual, arrancou risos quando pediu que todos “não morram de coisas estúpidas nos próximos dez anos”, porque a era da longevidade está chegando. Foi aplaudido como quem anuncia não só uma revolução, mas uma chance real de vivê-la.
“IA não é Inteligência Artificial. É Inteligência Amplificada. Quanto mais inteligente você for, mais inteligente a IA será”, cravou. O conceito, simples e ao mesmo tempo disruptivo, ecoou como um mantra entre os presentes. De repente, a ideia de que a máquina substitui o humano se inverte: ela amplia, expande, dá potência ao que já existe.
Peter Diamandis fez um paralelo curioso: disse que nos próximos dez anos viveremos mais transformações do que nos últimos cem.
Ele lembrou que a tecnologia mais poderosa do mundo já está na palma da mão de qualquer pessoa com um smartphone. A fala não era apenas sobre inovação, mas sobre democratização de acesso, de poder, de possibilidades.

Entre reflexões e provocações, Peter Diamandis trouxe ainda uma mensagem que parecia mirar diretamente no coração da plateia:
“Se algo funciona no Brasil, funciona na Rússia. Todos dividimos a mesma biologia. Se impacta um, impacta todos”. Era um lembrete de que longevidade, ciência e tecnologia não conhecem fronteiras.
O painel seguinte manteve o ritmo futurista. Neil Redding, fundador da Redding Futures, foi categórico: “Ao final desta década, haverá dois tipos de negócios: os que usam IA e os que estarão fora do mercado”. Uma frase dura, quase cortante, mas que resumia o espírito da semana no Rio Innovation Week: estamos todos correndo contra o tempo para não perder o futuro.
Ainda aproveitei o Humanare, na parte Kobra, em um show de conhecimento de Dilma Souza Campos ao lado da Verdes Marias sobre obsolescência programada, desperdício, e como fazer sua parte para um mundo melhor, por exemplo, consertando coisas quebradas ao invés de comprar novas, assim evitando a geração de lixo eletrônico.

Enquanto isso, em outras salas, o Eurasia Group discutia os movimentos geopolíticos de EUA e China, e o público se dividia entre política internacional, ciência, moda periférica e inteligência artificial. Mas, para quem esteve presente à fala de Diamandis, ficou a sensação de que presenciou um momento raro: uma conferência que não só informa, mas muda a forma como você olha para o amanhã.
O futuro, afinal, não está apenas mais perto. Ele está aqui, atravessando a Baía de Guanabara, refletido nas luzes da cidade e, agora, na mente de cada um que saiu daquele auditório com a certeza de que viver pode ser muito mais longo, e muito mais interessante, do que imaginávamos.
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