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Mckenna Grace e Mason Thames em cena de "Se não Fosse Você"- Divulgação Paramount Pictures
Cinema e StreamingCrítica

Crítica: ‘Se não Fosse Você’ é clássica comédia romântica, e não precisa ser mais do que isso

Por
André Quental Sanchez
Última Atualização 15 de outubro de 2025
6 Min Leitura
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Mckenna Grace e Mason Thames em cena de "Se não Fosse Você"- Divulgação Paramount Pictures
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Dirigido por Josh Boone, Se Não Fosse Você acerta o tom entre drama e comédia em filme leve, confortável e ciente de seus clichês

Uma discussão recorrente que tenho com amigos das cabines de imprensa semanais, é sobre a quantidade de filmes de terror lançados a cada semana, às vezes dois ou três, enquanto gêneros como comédia romântica estão cada vez mais raros. E não falo de produções como Amores Materialistas (2025, Celine Song) ou Amores à Parte (2025, Michael Angelo Covino), que, embora tenham seus méritos, especialmente a produção Covino, focam mais em subverter o gênero do que em abraçá-lo com todas as forças. Esse tipo de produção leve, doce e despretensiosa, tão comum nos anos 2000, tornou-se um refresco raro, por conta disso, um filme como Se Não Fosse Você surge como alívio necessário para o público que busca conforto no previsível.

Baseado no livro de Colleen Hoover, o longa não tenta fugir dos clichês, ao contrário, os acolhe com entusiasmo. A história é repleta de elementos já conhecidos: o amor entre a gênia da escola e o garoto problemático, a presença de um personagem com câncer, o amor proibido que poderia ter sido e não foi, e as inevitáveis reviravoltas emocionais. Sabiamente, Boone, não tenta sofisticar o que é, por natureza, simples, assim, entregando com Se Não Fosse Você exatamente o que promete: uma narrativa doce, engraçada e melancólica, com interações sinceras e momentos que, embora previsíveis, funcionam pelo afeto que despertam.

Allison Williams e Mckenna Grace em cena de "Se não Fosse Você"- Divulgação Paramount Pictures

Allison Williams e Mckenna Grace em cena de “Se não Fosse Você”- Divulgação Paramount Pictures

Mais do que uma história sobre dois romances, o filme é essencialmente sobre reconciliação. Morgan, a mãe, e Clara, a filha, estão distantes desde o início, e o abismo aumenta após a morte de duas figuras centrais em suas vidas: Chris, marido de Morgan e pai de Clara, e Jenny, irmã de Morgan e tia da garota. Enquanto lidam com o luto e o peso das revelações, ambas buscam consolo em lugares distintos: Morgan no cunhado Jonah, amigo de infância e amor mal resolvido, e Clara no carismático Miller Adams, o bonitão da escola.

A narrativa é hábil ao jogar o espectador direto no olho do furacão. Um breve flashback apresenta o quarteto de adultos antes da tragédia, e, a partir daí, o filme assume um tom que remete ao de Gilmore Girls (2000, Amy Sherman-Palladino): um drama familiar com altos e baixos, humor leve e personagens que encontram humanidade nas falhas. Enquanto o núcleo de Clara e Miller se apoia nos moldes clássicos das comédias românticas adolescentes, o de Morgan e Jonah é mais sombrio, tingido por culpa e traição, algo refletido visualmente: a juventude de Clara é banhada por luz e movimento, enquanto a vida de Morgan é marcada por tons frios e ambientes fechados.

Mesmo com boas intenções, o ritmo por vezes se arrasta. Alguns arcos demoram a engrenar, e certas interações soam repetitivas, especialmente quando o público já antecipa o rumo da história, ainda assim, o desfecho entrega o conforto prometido: um final agradável, que aquece o coração de quem aceita embarcar nessa jornada sentimental.

Dave Franco, Allison Williams e Mckenna Grace em cena de "Se não Fosse Você"- Divulgação Paramount Pictures

Dave Franco, Allison Williams e Mckenna Grace em cena de “Se não Fosse Você”- Divulgação Paramount Pictures

Em determinado momento, Clara descreve a mãe como “previsível e confiante”, duas palavras que também definem o próprio filme. Se Não Fosse Você é previsível em seus clichês e dramas, mas confiante por não temer abraçar o brega, o cafona e o melodramático. Boone entende que o segredo está em não negar o que o gênero tem de mais puro: emoção. Ao misturar luto, humor e afeto, o longa desperta no público a mesma reação que filmes como Todos Menos Você (2023, Will Gluck): aquele sorriso cúmplice de quem pensa “não acredito que estou vendo isso”, mas não quer olhar para outro lado, e embarca na jornada com prazer.

Em um cenário cinematográfico dominado por ironia e cinismo, Se Não Fosse Você lembra que há beleza em acreditar no amor, e apesar de vir embalado por clichês e lágrimas fáceis, é tão necessário e confortável para uma audiência que busca assistir algo leve e somente se divertir.

Distribuído pela Paramount Pictures, Se Não Fosse Você estreia nos cinemas no dia 23 de outubro.

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Tags:CinemaComedia RomânticaCoolen HoovercríticaFilme LeveJosh BooneMcKenna Graceparamount picturesSe não Fosse Você
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