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Cinema e StreamingCrítica

Crítica: ‘Sonhos’ é metáfora quente sobre a relação dos EUA com a América Latina

Drama estrelado por Jessica Chastain e Isaac Hernandez parece abordar os limites entre amor, desejo e busca por sentido na vida, porém, vai bem além e fala de EUA e México

Por
Alvaro Tallarico
Última Atualização 22 de outubro de 2025
4 Min Leitura
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Imagem Filmes
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Sonhos (Dreams) traz a história de um casal com cenas bem quentes. Aparentemente sim. Contudo, vai bem além. O filme de Michel Franco inicialmente se apresenta como um drama sobre identidade, perda e desejo. Vemos a relação intensa entre Jennifer, uma socialite filantropa, e Fernando, um bailarino mexicano que ela patrocina e com quem mantém um caso. A primeira impressão é essa. Um longa sobre os meandros de um casal. Há algumas cenas tórridas de sexo e tesão onde Michel Franco utiliza bem a beleza dos protagonistas e a química entre eles.

Jessica Chastain está deslumbrante, elegantemente sexy. Bem como Isaac som seu charme, calor e lindíssimo balé. Aliás, uma curiosidade da película é que Hernández é um dos grandes nomes do balé mundial e dançarino principal do American Ballet Theater atualmente. Foi sua estreia no cinema, e logo ao lado de uma estrela vencedora de Oscar.

Os diálogos são poucos, mas significantes quando você capta o que está por baixo dos panos. Jennifer tem vergonha de sua relação com Fernando. Quando estão nos EUA ela não dá as mãos para ele e nunca o assume, porém, no México, ela é só amor. O mexicano é útil enquanto limpa a sujeira dos estadunidenses, mas não pode ter o destaque sonhado como demonstra a conversa com seus colegas de balé nos Estados Unidos.

Fernando é bom como fantoche – e nada mais. Sonhos mostra bem as diferenças, a dificuldade do latino para chegar nos EUA e se manter por lá, e a facilidade com a qual a estadunidense entra e sai do México, a hora que quer, como quer, ao seu bel prazer.

Entretanto, por mais sofrido que seja, e mesmo quando tem a chance de ter sucesso em seu país, o fascínio de Fernando e a vontade de se destacar nos EUA, se mantém. O sonho “americano”.

Em outra ponta, o pai (Marshall Bell) explica para a filha Jennifer sobre os limites da relação. Toda a questão da imigração está ali presente de forma potente, elevando a relevância da obra em tempos de Donald Trump e sua opressora política imigratória.

Mas não é somente sobre os Estados Unidos e o México. É a relação dos EUA com a América Latina como um todo. Temos a arte, o sonho, a dança, o vigor representados por Isaac Hernandéz como Fernando e, por outro lado, o poder, o dinheiro, o egoísmo em Jessica Chainstain como Jennifer. México e Estados Unidos. O afiado final de Sonhos, inclusive, mostra bem o que acontece quando os latinos se rebelam contra o poder estadunidense. É extremamente simbólico – e cruel.

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A estreia de Sonhos nos cinemas está marcada para 30 de outubro. A distribuição é da Imagem Filmes.

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Tags:cinema internacionalcrítica filme sonhosCrítica SonhosDestaque no Viventefilme SonhosIsaac Hernándezjessica chastainMichel Franco
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PorAlvaro Tallarico
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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ.
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