Entre partidas, fronteiras e encontros, novembro chega com o Rio e Niterói respirando arte e exposições por todos os lados. Quatro mostras, vindas de Portugal, Itália, Argentina e Brasil, prometem ocupar aeroportos, praças e instituições culturais com diferentes olhares sobre o tempo, o território e o gesto artístico. Gratuitas, elas convidam o público a se perder entre gravuras, esculturas, fotografias e ideias que ultrapassam fronteiras físicas e simbólicas.
Portugal contemporâneo no Galeão
A partir de 5 de novembro, o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão se transforma em galeria para a mostra “Artistas do Oeste Português”, que integra a Mostra Portugal Contemporâneo no Brasil, realizada pelo Arte Institute, de Nova York.
Com curadoria da própria instituição, a exposição apresenta obras de dez artistas, entre eles Thierry Ferreira, Maria Matias e André Avelar, e celebra o vínculo entre a arte contemporânea e o mar que molda a identidade portuguesa. As peças ocupam os corredores do aeroporto até 5 de janeiro de 2026, aproximando o público das cores, texturas e paisagens do Oeste português.

Gravuras femininas em órbita
Do outro lado da Baía, o Sesc Niterói apresenta a mostra “Órbitas Abstratas”, com abertura em 1º de novembro. A exposição reúne obras de sete gravuristas brasileiras contemporâneas, entre elas Helena Lopes, Ana Takenaka, Laila Terra e Kika Levy, sob curadoria de Ana Carla Soler.
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Fruto do edital Sesc RJ Pulsar, a mostra propõe um mergulho na abstração e na força do gesto feminino na gravura, unindo diferentes gerações e regiões do país em um diálogo que vai da forma geométrica ao traço experimental.
O tempo em espiral no Consulado da Argentina
No mesmo ritmo reflexivo, o Consulado Geral da Argentina no Rio de Janeiro inaugura, em 5 de novembro, a exposição “ATEMPORAL — como se fosse a primeira vez”, sob curadoria de Osvaldo Carvalho.
A coletiva ocupa a Sala Antonio Berni e apresenta obras de 33 artistas que exploram o tempo como experiência poética, não linear. Inspirada em pensadores como Santo Agostinho, Kant e Hans Belting, a mostra propõe um olhar sobre o ciclo contínuo da existência, o corpo, a memória e o pertencimento.
Itália e a arte da regeneração urbana
Já o Consulado-Geral da Itália celebra a revitalização da Praça Itália, no Centro do Rio, e abre as portas do Polo Cultural ItaliaNoRio para a exposição “Cidades em Cena”, que apresenta as melhores práticas italianas de regeneração urbana.
Com curadoria da ANCE e apoio do Ministério das Relações Exteriores da Itália, a mostra destaca projetos que transformaram antigas áreas degradadas em espaços vivos e sustentáveis, incluindo o próprio projeto arquitetônico da nova Praça Itália, inspirada nas praças contemporâneas italianas e pensada como símbolo de encontro entre o Brasil e a Itália.



