Afinal, a batalha final! Qual o melhor banho? A princípio, o banho frio provoca vasoconstrição imediata. O corpo reage com aumento de pressão arterial e ritmo cardíaco. Esse estímulo ativa o sistema nervoso simpático e libera noradrenalina, que melhora foco e disposição. O estudo clássico de Tipton, publicado no The Lancet, descreve essa resposta como o “choque térmico inicial”.
Pesquisas sugerem que banhos frios reduzem sintomas de depressão leve. A hipótese é defendida por Nikolai Shevchuk, em artigo no Medical Hypotheses. A estimulação dos receptores de frio e o aumento de noradrenalina explicam a melhora na sensação de alerta.
Diferente do banho quente, o banho frio reduz inflamação e dor muscular pós-treino.
A meta-análise de Bleakley e Davison, no Sports Medicine, confirma que a imersão em água fria acelera a recuperação. O mecanismo envolve a contração dos vasos, que diminui microlesões e inchaço após exercícios intensos.
Estudos sobre imunidade reforçam a influência do frio. O trabalho de Kox e colaboradores, no PNAS, mostra aumento de marcadores imunológicos em voluntários treinados para exposição controlada ao frio. A resposta envolve modulação inflamatória e ativação metabólica.

Banhos frios não são recomendados para pessoas com hipertensão não controlada, histórico de arritmias ou doenças cardíacas. A American Heart Association orienta evitar o choque térmico nessas condições.
Como o banho quente atua no organismo
O banho quente provoca vasodilatação e relaxa a musculatura. A circulação aumenta na pele e nos músculos, o que diminui tensão e dor. A revisão de Nadler, no Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, mostra que calor úmido e seco elevam o fluxo sanguíneo local e aliviam contraturas.
O calor reduz níveis de cortisol e facilita o relaxamento. Um estudo conduzido por Hanada e colaboradores, no Journal of Physiological Anthropology, cita aumento de sensação de conforto e bem-estar após banhos quentes regulares.

Outro destaque é a melhora no sono. Um banho quente entre uma e duas horas antes de dormir ajuda o corpo a perder calor interno. A queda da temperatura central induz sonolência. A meta-análise de Haghayegh, no Sleep Medicine Reviews, confirma ganhos na qualidade do sono e redução na latência para adormecer.
O banho quente tende a baixar levemente a pressão arterial em pessoas saudáveis por causa da vasodilatação.
Tochikubo, no Journal of Hypertension, registrou essa resposta ao avaliar indivíduos expostos a imersões mornas.
Quem tem dermatite, psoríase ou pele muito sensível pode piorar sintomas. A American Academy of Dermatology reforça que água quente prolongada aumenta ressecamento e inflamação cutânea.
Quando escolher cada tipo de banho
O banho frio funciona melhor pela manhã, antes do treino ou em momentos que pedem energia, foco e redução de inflamação muscular. É útil também após exercícios intensos. Já o banho quente se destaca quando o objetivo é relaxar, aliviar dores, baixar a tensão diária e melhorar a qualidade do sono.
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A escolha ideal depende da necessidade do momento. O frio estimula. O quente acalma. Os dois têm comprovação científica sólida e efeitos fisiológicos bem mapeados.



