A possível venda da SAF do Vasco da Gama avançou nas últimas semanas, mas o acordo definitivo ainda depende de alguns ajustes importantes entre o clube e o empresário Marcos Farias Lamacchia.
Nos bastidores, já existem minutas contratuais sendo trocadas para a venda de 90% da SAF, indicando que a negociação entrou em uma fase mais concreta. Ainda assim, dirigentes e pessoas envolvidas nas tratativas afirmam que alguns pontos sensíveis precisam ser resolvidos antes da conclusão.
Dentro do clube há diferentes avaliações sobre o andamento do processo.
Uma ala mais otimista acredita que o acordo pode ser fechado nas próximas semanas. Já dirigentes mais cautelosos entendem que a negociação ainda pode levar mais tempo.
Isso porque a operação depende da aprovação nos conselhos do clube e também da resolução de questões jurídicas relacionadas à participação acionária da antiga gestão da SAF e ao imbróglio com a empresa A-CAP.
Dívida de R$ 1 bilhão é principal ponto de discussão
O tema central das conversas é a estrutura das dívidas do Vasco, estimadas em cerca de R$ 1 bilhão.

Parte desse valor está incluída no processo de recuperação judicial do clube, enquanto outra parte envolve débitos tributários.
As partes ainda discutem como essas obrigações serão tratadas dentro do novo modelo da SAF.
Outro ponto importante da negociação envolve os aportes financeiros no futebol.
O Vasco busca garantias de investimento para montagem de um elenco competitivo nas próximas temporadas.
Além disso, há discussões sobre como será feito o uso do dinheiro proveniente da venda de jogadores.
Hoje, parte dessas receitas está vinculada ao pagamento de credores, o que limita a utilização direta desses recursos para reforçar o time.
Debate sobre multas e fundo para contratações
Durante as conversas, o clube também apresentou propostas relacionadas à gestão esportiva da SAF.
Entre elas está a possibilidade de estabelecer penalidades financeiras para a associação em caso de mau desempenho esportivo.
Outra sugestão seria a criação de um fundo específico para contratações de jogadores, alimentado por parte das receitas do futebol.

Do lado do investidor, existe a preocupação de que a impossibilidade de utilizar recursos provenientes de vendas de atletas para novos aportes possa reduzir o valor final da negociação.
Apesar disso, pessoas próximas às tratativas afirmam que esse ponto não é visto como um grande obstáculo.
Infraestrutura e governança entram na negociação
Além das questões financeiras, também estão sendo discutidos investimentos em infraestrutura.
Entre os principais pontos estão melhorias no Centro de Treinamento do futebol profissional e nas instalações da base.
Outro tema importante é o modelo de governança da nova SAF e o papel da atual gestão do clube durante um possível período de transição.
Existe a possibilidade de o presidente Pedrinho permanecer inicialmente envolvido na governança da SAF.
Vasco negocia apenas com um investidor
Nos bastidores da negociação, também surgiu a informação de que existiria mais de um interessado na compra da SAF.
No entanto, pessoas ligadas diretamente ao processo afirmam que o Vasco negocia atualmente com apenas um investidor.
Segundo fontes próximas às tratativas, neste momento o clube mantém conversas exclusivamente com Marcos Farias Lamacchia para a venda da SAF.
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