A transformação da Amazônia em imagem é o ponto de partida da exposição como me apaixonei por uma linha, primeira mostra individual do artista Emilio Azevedo no Brasil. Em cartaz na Danielian RJ, no Rio de Janeiro, o projeto investiga como um território geográfico foi progressivamente convertido em representação ao longo da história.
A pesquisa do artista parte do questionamento sobre os processos que moldaram a forma como a região amazônica passou a ser vista e imaginada. Para isso, Azevedo segue rastros históricos ligados ao Marechal Rondon, explorando tanto suas marcas no estado que leva seu nome quanto seu legado dentro do Exército Brasileiro.
O trabalho se desenvolve a partir de uma investigação visual que conecta fotografia, memória e história. Ao reunir imagens e referências que atravessam diferentes camadas de tempo e representação, o artista constrói uma reflexão sobre como a experiência direta de um território pode ser substituída por sua imagem.
A produção de Emilio Azevedo já foi apresentada em instituições internacionais importantes, como o Musée du Quai Branly, o Centre photographique d’Île-de-France e o FOMU, consolidando sua trajetória no circuito artístico europeu antes de chegar ao Brasil com esta exposição.
A exposição como me apaixonei por uma linha e a construção visual da Amazônia
A curadora Fernanda Brenner contribui com um texto crítico para a mostra, destacando a pergunta central que orienta o trabalho do artista: como o território amazônico se tornou imagem.
“O trabalho de Azevedo parte de uma pergunta central: como o território amazônico se tornou imagem? Um espaço geográfico foi sendo progressivamente convertido em representação até o ponto em que a imagem substitui a experiência direta. A palavra de que se vale, em francês, é devenir, um tornar-se que sugere processo, algo que nunca se fixa”, escreve Brenner.
Segundo a curadora, a estratégia adotada pelo artista é o que ele define como uma “an-arquia visual”, conceito que recupera a raiz grega da palavra para questionar a ideia de um único princípio organizador das imagens.
“O corpus de imagens resultante recusa fixar o território numa narrativa única, permitindo que qualquer ponto sirva como ponto de partida”, completa.
Serviço – Emilio Azevedo – Exposição como me apaixonei por uma linha
Local: Danielian RJ
Endereço: Rua Major Rubens Vaz, 414 – Gávea, Rio de Janeiro
Período expositivo: 12 de março a 30 de maio de 2026
Horários: segunda a sexta, das 11h às 19h; sábado, das 11h às 17h
Ingresso: gratuito
Mais informações: https://danielian.com.br
Instagram: @danielian_galeria
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