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Móveis Coloniais de Acaju
Música

Crítica I Suor, saudade e alegria: a catarse do show do Móveis Coloniais de Acaju no Circo Voador

Por Cadu Costa
Última Atualização 16 de março de 2026
6 Min Leitura
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Foto: Cadu Costa
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Havia uma eletricidade diferente no ar da Lapa neste último sábado (14). O Circo Voador, palco de tantas noites antológicas, abriu suas portas para curar uma saudade coletiva que já durava quase uma década. O retorno do Móveis Coloniais de Acaju aos palcos cariocas entregou exatamente o que prometia: uma verdadeira máquina do tempo movida a sopros, indie rock e muito suor.

O “Reino da Alegria” recifense

O aviso do próprio Circo nas redes sociais durante a semana já dava a letra: “chega mais cedo!”. E quem atendeu ao chamado presenciou uma abertura de luxo com o Mombojó, que subiu ao palco celebrando seus 25 anos de estrada.

Os recifenses, referências do pós-manguebeat, trouxeram para a lona aquela mistura fina que os consagrou desde Nadadenovo (2004), transitando com facilidade entre o indie rock, a bossa nova e texturas eletrônicas. A banda — que vem de um ano estrelado após realizar o sonho de tocar com o Stereolab na gringa — fez o público cantar alto sucessos absolutos como Deixe-se Acreditar e Papapa.

Embalados pela maturidade de quem lançou recentemente o tributo Carne de Caju e já dando um gostinho do oitavo disco com o novo single É o Poder da Dança, Felipe S e companhia aqueceram a pista da Lapa com maestria, preparando o terreno perfeitamente para a atração principal.

Móveis Coloniais de Acaju, a banda mais feliz do Brasil

Quando a big band brasiliense assumiu seus postos sob as luzes clássicas do Circo, a catarse foi imediata. Comemorando 28 anos de estrada e quebrando um hiato doloroso para os fãs, o Móveis Coloniais de Acaju provou por que carrega a fama de “a banda mais feliz do Brasil”.

É verdade que o tempo passa para todos — com a banda e o público já “meio coroas”, o fôlego naturalmente não é mais exatamente o mesmo para sustentar do início ao fim um show tão pra cima. Mas isso em nada diminuiu a pulsação da noite. André Gonzales segue sendo um frontman excepcional, regendo uma equipe que transborda energia em cada arranjo do naipe de metais.

O setlist de 17 músicas foi um banquete. Iniciando os trabalhos de forma potente com Sede de Chuva, o repertório talvez tenha deixado um leve sentimento de “quero mais” em relação às faixas do primeiro disco, Idem (2005) — o mais consagrado —, mas foi impecável ao manter a pista inteira cantando absolutamente tudo.

A emoção tomou conta da lona nos momentos mais calmos, criando atmosferas arrepiantes em Não Chora e no coro absurdo, a plenos pulmões, de Vejo Em Teu Olhar. Foi lindo de ver, de cantar e de sentir a arquibancada vibrar junto.

A energia de sempre do vocalista André González e do flautista Beto Mejía – Foto: Cadu Costa

A roda de Copacabana e o suor no bis

Se a emoção bateu forte, a energia explosiva não ficou para trás. O Circo Voador pulou incansavelmente com a sequência de Perca Peso, Cão Guia, Tempo e Aluga-se.

Mas o ápice incontestável, a imagem que resume e eterniza qualquer apresentação do Móveis Coloniais de Acaju há vinte anos, veio com Copacabana. A roda imensa aberta no meio da pista, com a banda no centro e todo o público em volta aguardando a explosão sonora dos metais, entregou o momento mais catártico e esperado do show.

O bis, que embalou o público com Seria o Rolex, Descomplica, Adeus e o encerramento grandioso com Indiferença, selou a noite de forma definitiva. E assim sendo, tivemos num só momento, num só local, numa só noite, emoção, suor, lágrimas e a saudade.

Fica a torcida para que eles não demorem a voltar. Mas, se por acaso um novo hiato se impuser, essa apresentação pulsante vai ficar cravada na memória e nos músculos de quem esteve ali por muito tempo. E seguirá.

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Setlist: Móveis Coloniais de Acaju no Circo Voador (14/03/2026)

  1. Sede de Chuva
  2. Perca Peso
  3. Falso Retrato (Uhu)
  4. Lista de Casamento
  5. Vejo Em Teu Olhar
  6. Não Chora
  7. Campo de Batalha
  8. Bem Natural
  9. Esquilo Não Samba
  10. Cão Guia
  11. Tempo
  12. Copacabana
  13. Aluga-se

Bis:

  1. Seria o Rolex
  2. Descomplica
  3. Adeus
  4. Indiferença

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20 anos da clássica roda de ‘Copacabana’ do Móveis Coloniais de Acaju – Foto: Cadu Costa

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Tags:circo voadorcríticaDestaque no Viventemombojómombojô ao vivo 2026Móveis Coloniais de Acajumóveis coloniais de acaju 2026móveis coloniais de acaju showmúsicashows
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PorCadu Costa
Cadu Costa era um camisa 10 campeão do Vasco da Gama nos anos 80 até ser picado por uma aranha radioativa e assumir o manto do Homem-Aranha. Pra manter sua identidade secreta, resolveu ser um astro do rock e rodar o mundo. Hoje prefere ser somente um jornalista bêbado amante de animais que ouve Paulinho da Viola e chora pelos amores vividos. Até porque está ficando velho e esse mundo nem merece mais ser salvo.
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