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BOMA assina festa de encerramento do Festival do Rio e aproxima cinema da música eletrônica

Por Redação
Última Atualização 7 de setembro de 2026
8 Min Leitura
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Foto: cottonbro studio
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O Festival do Rio vai terminar 2026 com uma pista de dança. Pela primeira vez, a BOMA (Born Of Music Addiction) se une ao principal festival de cinema do Rio de Janeiro para assinar a Closing Party, marcada para 9 de outubro, durante o último fim de semana do evento.

A parceria aproxima dois universos que podem parecer distantes, mas que compartilham uma característica fundamental: ambos trabalham com experiências capazes de transformar música, imagem, comportamento e memória em cultura.

A festa acontece depois de onze dias de programação cinematográfica e abre o último fim de semana do Festival do Rio, que terá ainda a Gala de Encerramento e a Cerimônia de Premiação. O endereço e o line-up completo serão anunciados nas próximas semanas.

Mais do que uma festa depois das sessões, a proposta representa uma expansão da experiência do próprio festival. Depois de passar por salas de cinema, tapetes vermelhos, encontros e debates, o público terá a pista como outro espaço de celebração.

O encontro ganha relevância porque Festival do Rio e BOMA construíram suas trajetórias a partir de linguagens diferentes, mas com uma preocupação semelhante: apresentar ao público uma produção cultural brasileira que não depende de estereótipos.

Desde 1999, o Festival do Rio já exibiu mais de 7 mil longas-metragens. Em 2025, sua 27ª edição reuniu 389 produções de 74 países, distribuídas em 1.025 sessões e 28 salas entre Rio de Janeiro e Niterói, alcançando 124 mil espectadores.

Em 2026, a 28ª edição acontece entre 1º e 11 de outubro, com 101 filmes brasileiros e centenas de produções internacionais. A programação inclui obras que passaram por alguns dos principais festivais cinematográficos do mundo, como Cannes, Berlim, Veneza e Toronto.

A BOMA segue outra trajetória. Criada em São Paulo em 2018, a plataforma nasceu dentro da cultura eletrônica e passou a trabalhar na interseção entre música, arte, moda, comportamento e estética urbana.

Ao longo de oito anos, a marca ocupou espaços como o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e o Museu Nacional da República, em Brasília. Também construiu uma presença internacional a partir de suas festas e da curadoria de artistas brasileiros e estrangeiros.

É justamente essa dimensão que ajuda a explicar a escolha da BOMA para encerrar o Festival do Rio.

“A BOMA nunca se propôs a ser vista apenas como uma festa. Nosso objetivo sempre foi claro: transformar o projeto em um ecossistema cultural que expande a música para outros territórios, e assinar o encerramento do maior festival de cinema da América Latina é a prova de que esse caminho faz sentido”, afirma Mit Ammar, fundador da BOMA e sócio da Entourage.

Uma festa para prolongar a experiência do Festival do Rio

A Closing Party acontece em 9 de outubro, dois dias antes do encerramento oficial do festival. A ideia é transformar a passagem entre a programação cinematográfica e a reta final do evento em uma experiência diferente.

Depois de uma programação concentrada em filmes, a BOMA assume a construção de uma noite baseada na música eletrônica.

A marca trabalha com cinco pilares apresentados como centrais para seus eventos: experiência marcante, line-up desejável, comunidade fiel, criação de conteúdo autoral e busca por criar tendências em vez de simplesmente acompanhá-las.

Essa proposta dialoga diretamente com o caráter curatorial do Festival do Rio.

No cinema, a curadoria determina quais obras chegam ao público e cria uma leitura sobre a produção audiovisual de determinado momento. Na música eletrônica, a seleção de artistas, ambiente, identidade visual e construção da experiência exerce função semelhante.

A Closing Party, portanto, coloca essas duas formas de curadoria no mesmo espaço.

“Cinema e música são duas expressões artísticas extremamente interligadas que criam memórias e experiências únicas. Para nós, sempre foi um desejo ter uma grande festa para o público, e ter como parceira a BOMA, uma das maiores festas do Brasil, é um caminho natural para celebrar a edição de 2026 do Festival do Rio”, explica Ilda Santiago, diretora fundadora do Festival do Rio.

Existe ainda uma dimensão especialmente interessante nessa parceria: ela acontece no Rio de Janeiro, uma cidade que historicamente construiu sua identidade cultural a partir da mistura de linguagens.

O Festival do Rio já ocupa um espaço importante nesse calendário. Ao longo de sua história, transformou diferentes regiões da cidade em pontos de encontro para o cinema brasileiro e internacional.

A chegada da BOMA ao encerramento acrescenta outra camada a essa experiência. Cinema e música eletrônica deixam de funcionar como programações independentes e passam a fazer parte de uma mesma celebração.

Isso também acompanha uma transformação na maneira como grandes eventos culturais são pensados. O público não busca necessariamente apenas assistir a uma apresentação ou a um filme. Cada vez mais, procura experiências que combinem diferentes linguagens e criem uma memória própria.

É nesse território que a BOMA pretende atuar.

Para o Festival do Rio, a parceria amplia a programação de encerramento. Para a BOMA, representa a entrada em um dos eventos culturais mais tradicionais do país.

A Closing Party também reforça uma leitura sobre a própria produção cultural brasileira contemporânea. O país possui uma cena eletrônica cada vez mais relevante internacionalmente e, ao mesmo tempo, mantém uma produção cinematográfica reconhecida nos principais circuitos do mundo.

Colocar essas duas cenas em diálogo é uma maneira de mostrar que a cultura brasileira contemporânea não precisa ser apresentada sempre pelos mesmos códigos.

A festa do dia 9 de outubro pode funcionar, assim, como uma extensão natural daquilo que o Festival do Rio pretende fazer nas salas: colocar diferentes públicos, linguagens e perspectivas em contato.

O line-up ainda não foi divulgado, mas a expectativa é que a BOMA leve para o encerramento a mesma lógica de curadoria que marca suas principais edições.

Por enquanto, ficam a data e a promessa de uma noite que pretende transformar o fim de uma maratona cinematográfica em outro tipo de experiência cultural.

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Tags:BOMABOMA Closing Partycinema brasileiroClosing Party Festival do Riocultura eletrônica brasileiraeventos culturais rio de janeirofesta Festival do Riofestival do rioFestival do Rio 2026música eletrônica no Rio de Janeiro
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