Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e termos de uso.
Aceito
Vivente AndanteVivente AndanteVivente Andante
  • Cinema e Streaming
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
Font ResizerAa
Vivente AndanteVivente Andante
Font ResizerAa
Buscar
  • Cinema e Streaming
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
trilha rj foto de AlvaroTallarico
TurismoEsportes

Conheça a Volta ao Rio, trilha de 3.500 km que conecta os 92 municípios do estado

Circuito de longo curso combina caminhada, bicicleta e caiaque, passa por mais de 50 cidades e atravessa quase 100 unidades de conservação

Por Alvaro Tallarico
Última Atualização 10 de setembro de 2026
9 Min Leitura
Share
foto: Alvaro Tallarico
SHARE

O Rio de Janeiro ganhou um novo caminho para quem quer conhecer o estado além dos destinos mais tradicionais. A Volta ao Rio é uma trilha de longo curso com 3.500 quilômetros planejados, conectando áreas naturais, municípios e diferentes paisagens fluminenses.

A dimensão do percurso começa a ficar mais clara quando se observa a diversidade de ambientes atravessados pela rota. O circuito passa por regiões serranas, áreas rurais, rios, lagoas e pelo litoral, criando uma experiência de turismo de natureza que combina diferentes formas de deslocamento.

A primeira expedição de teste terminou nesta terça-feira (8), quando o mineiro Luiz Aragão, de 60 anos, retornou ao Parque Nacional da Tijuca após 127 dias de jornada. Ele começou a viagem em 1º de maio, no Cristo Redentor, e percorreu 2.200 quilômetros da rota.

Aragão foi o primeiro caminhante a realizar o trajeto completo proposto para a expedição inaugural. A experiência teve uma função prática: testar a logística da Volta ao Rio e reunir informações para quem futuramente quiser percorrer diferentes trechos da trilha.

Entre os dados levantados estão tempos de deslocamento, locais para hospedagem, pontos de apoio, acesso a wi-fi, banheiros, disponibilidade de aluguel de caiaques e outras estruturas úteis aos visitantes.

Um dos principais diferenciais da Volta ao Rio está justamente na possibilidade de combinar diferentes modalidades durante a jornada.

A rota inclui trechos para caminhada e bicicleta, além de segmentos navegáveis realizados de caiaque. Para Aragão, essa combinação foi um dos maiores desafios da expedição.

“O verdadeiro desafio técnico foi testar a logística da multimodalidade: alternar da bota de caminhada para o pedal e depois entrar no caiaque com mochila e tudo para remar centenas de quilômetros por rios e lagoas que pouquíssima gente navegou”, conta.

A aventura náutica incluiu descidas a partir do Parque Estadual do Desengano em direção ao litoral. Também foram aproximadamente 100 quilômetros de navegação pelo Rio Paraíba do Sul.

A proposta faz com que a Volta ao Rio seja diferente de uma trilha convencional. Em vez de depender exclusivamente da caminhada, o percurso permite explorar o território de acordo com as características de cada região.

De onde começa a Volta ao Rio?

O ponto de partida utilizado na expedição inaugural foi o Cristo Redentor, dentro do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro.

O local também simboliza uma das características da rota: conectar atrações mundialmente conhecidas a regiões menos exploradas do estado.

O percurso inclui o Pão de Açúcar, que integra o Monumento Natural dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca, além de áreas protegidas espalhadas pelo território fluminense.

parque bondinho Pão de Açúcar
foto: Alvaro Tallarico

Entre elas estão o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, o Parque Estadual dos Três Picos e o Parque Nacional do Itatiaia, primeiro parque nacional criado no Brasil.

Ao todo, a Volta ao Rio integra quase 100 unidades de conservação. A proposta é estabelecer uma conexão entre áreas protegidas federais, estaduais e municipais.

A rota também passa por diferentes cenários, dos campos de altitude da Região Serrana ao litoral da Costa Verde e da Região dos Lagos.

A Volta ao Rio ainda está em processo de implantação. A expedição de Luiz Aragão funcionou como um teste de campo para identificar dificuldades e possibilidades ao longo do percurso.

Mais de 50 municípios já fazem parte da mobilização em torno da rota. A intenção, entretanto, é ampliar essa rede até alcançar os 92 municípios do estado.

“O objetivo final é conectar os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro através da rede de trilhas. A expedição de teste foi o pontapé inicial que já mobilizou mais de 50 cidades e atrai novos municípios a cada dia”, explica Hugo de Castro, coordenador-geral da Trilha Volta ao Rio.

A ideia é permitir que o visitante escolha diferentes combinações de trechos, em vez de necessariamente completar os 3.500 quilômetros.

“Queremos dar opções para que o visitante monte seu próprio circuito e descubra o Rio de Janeiro por novos caminhos”, acrescenta Hugo.

Essa característica pode favorecer tanto visitantes experientes quanto pessoas interessadas em pequenas expedições de fim de semana. A estruturação da rota deve reunir informações sobre altimetria, pontos de água, hospedagem, resgate e logística.

Além da experiência dos visitantes, a trilha também foi pensada como instrumento de desenvolvimento econômico para o interior fluminense.

Durante o mapeamento, foram identificados pequenos produtores rurais, pousadas comunitárias, sitiantes e condutores de visitantes que podem integrar a rede de apoio da rota.

A circulação de viajantes por distritos rurais e comunidades tradicionais pode gerar renda diretamente nesses locais, principalmente por meio de hospedagem, alimentação, condução e serviços relacionados ao turismo.

A proposta também aproxima o turismo de natureza de uma estratégia de conservação. Ao criar conexões entre áreas protegidas, a trilha pode contribuir para formar corredores ecológicos e ampliar a presença de visitantes em regiões isoladas.

Para Luiz Aragão, a circulação de pessoas pode ter uma função importante na proteção ambiental.

“A trilha é uma das melhores ferramentas para uma unidade de conservação. Onde não tem trilha e presença de pessoas, acontecem ilícitos como caça, desmatamento e gado solto”, afirma.

“Onde a trilha passa e é utilizada, os ilícitos somem. Ter pessoas caminhando é uma forma direta de fiscalizar, proteger o meio ambiente e evitar que agressões à natureza aconteçam em locais isolados”, completa.

A afirmação também evidencia um dos desafios da proposta: transformar a visitação em uma atividade organizada, segura e compatível com a preservação das áreas protegidas.

Aos 60 anos, Aragão não se considera um trilheiro profissional. Morador de Taubaté, no interior de São Paulo, ele mantém a preparação física com exercícios em academia.

Antes de começar a expedição, uma das principais preocupações era saber como seria recebido durante os meses de viagem.

A experiência acabou mudando sua percepção.

“Mas nesses quatro meses, ao olhar nos olhos das pessoas mais simples, ao ver quem me abriu a porta de casa sem nem me conhecer, eu voltei a ter esperança. Volto dessa caminhada muito mais otimista em relação ao ser humano”, relata.

Agora, as informações reunidas durante os 127 dias de viagem serão compartilhadas com as instituições responsáveis pela implantação da rota.

A Volta ao Rio é idealizada e gerida conjuntamente pela Rede Brasileira de Trilhas e instituições parceiras, incluindo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

O projeto busca integrar unidades de conservação sob diferentes administrações em um único corredor de conectividade e visitação.

A expectativa é transformar os 3.500 quilômetros da Volta ao Rio em uma das principais rotas de turismo de natureza do estado. Mais do que criar uma grande trilha, o projeto pretende oferecer uma nova maneira de conhecer o território fluminense, conectando áreas naturais, comunidades e municípios por caminhos que vão muito além dos destinos turísticos mais conhecidos.

Siga-nos e confira outras notícias @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!

Leia mais

  • LATAM Airlines Peru terá voos diretos entre São Paulo e Cusco a partir de 2027
  • Rio de Janeiro fica em 41º lugar no estado em ranking de qualidade de vida; veja como a capital se saiu

Tags:ecoturismo Rio de Janeiromaior trilha do riomaiores trilhas do brasilmaiores trilhas do mundoTrilha Volta ao Riotrilhas com caiaque RJtrilhas de longo curso RJtrilhas do riotrilhas no Rio de Janeirotrilhas para conhecer o Rioturismo de natureza RJturismo sustentável RJunidades de conservação Rio de JaneiroVolta ao Rio trilha 3500 km
Compartilhe este artigo
Facebook Copie o Link Print
PorAlvaro Tallarico
Me Siga!
Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ com experiência em Jornalismo Esportivo. Autor dos livros "O que é Arte? Com a palavra, o artista", "A Paulistana de Ganesha", e outros.

Vem Conhecer o Vivente!

1.7KSeguidoresMe Siga!

Leia Também no Vivente

aviao voo
Turismo

TAAG e GOL: parceria alcança 16 mil bilhetes e expande conexões Brasil-África

Redação
2 Min Leitura
formula 1 com mulheres formula e
CulturaEsportes

Enquanto a Fórmula 1 ainda busca mais diversidade, Fórmula E aposta em mulheres no automobilismo

Caroline Teixeira
4 Min Leitura
Magna Cozinha Vegana Restaurante Vegano na Tijuca
Gastronomia e BebidasTurismo

Mais uma opção vegana na Tijuca

Alvaro Tallarico
1 Min Leitura
logo
Todos os Direitos Reservados a Vivente Andante.
  • Política de Privacidade
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?