Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e termos de uso.
Aceito
Vivente AndanteVivente AndanteVivente Andante
  • Cinema e Streaming
  • Cultura e Arte
  • Literatura e HQs
  • Música
  • Turismo
Font ResizerAa
Vivente AndanteVivente Andante
Font ResizerAa
Buscar
  • Cinema e Streaming
  • Cultura e Arte
  • Literatura e HQs
  • Música
  • Turismo
Cinema e Streaming

Maria de Maria vence prêmio de Melhor Ficção no Festival do Rio

Faroeste feminista dirigido por Luiza Shelling Tubaldini e estrelado por Nanda Costta conquistou o Prêmio Olhar Brasil na Première Brasil 2026

Por Alvaro Tallarico
Última Atualização 11 de outubro de 2026
4 Min Leitura
Share
SHARE

O cinema brasileiro ganhou um novo destaque no Festival do Rio 2026. O longa-metragem Maria de Maria, dirigido por Luiza Shelling Tubaldini e protagonizado por Nanda Costta, venceu o Prêmio Olhar Brasil de Melhor Longa-Metragem de Ficção. A produção aposta em uma abordagem feminista do faroeste, com uma protagonista que enfrenta a violência e busca reconstruir a própria vida em meio às transformações do Brasil dos anos 1940.

Criado pelo jornal Correio da Manhã, o Prêmio Olhar Brasil reconhece produções que transformam questões da realidade brasileira em linguagem cinematográfica. Na avaliação do júri, Maria de Maria se destacou pela atualização dos códigos do western, pela aproximação estética com os quadrinhos e pela atuação de Nanda Costta.

A comissão julgadora reuniu Paula Martinez Mello, César Monteiro, Gustavo Valente, Rodrigo Fonseca e Affonso Nunes, idealizador da premiação. O parecer também ressaltou a fotografia de Jacob Solitrenick e a maneira como o filme aborda os vínculos familiares e a afetividade.

Faroeste coloca uma mulher no centro da narrativa

Ambientado em 1940, Maria de Maria acompanha uma ex-cangaceira que perde seu bando e precisa fugir grávida para o Centro-Oeste brasileiro. A personagem atravessa esse período durante a chamada Marcha para o Oeste, política de ocupação e integração territorial promovida pelo governo de Getúlio Vargas.

Longe de encontrar tranquilidade, ela enfrenta uma natureza hostil e ameaças ligadas ao passado. Para sobreviver, precisa reunir forças e construir um novo caminho em um ambiente marcado por conflitos e incertezas.

A escolha de uma mulher como protagonista oferece outra perspectiva para o faroeste nacional. Em vez de concentrar a narrativa em figuras masculinas tradicionalmente associadas ao gênero, a produção coloca a experiência feminina no centro da ação.

O projeto nasceu do desejo de Luiza Shelling Tubaldini de desenvolver um western brasileiro liderado por uma personagem feminina. A proposta também homenageia a força das mulheres brasileiras diante de condições adversas.

Diretora conquista reconhecimento pelo segundo ano consecutivo

A vitória marca a presença de Luiza Shelling Tubaldini na Première Brasil pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, Love Kills, seu primeiro longa-metragem solo como diretora, também participou do circuito de festivais, com passagem pelo Festival do Rio e pelo Festival de Sitges, na Espanha.

Com experiência na produção de filmes nacionais e internacionais, Luiza expandiu sua atuação para o roteiro e a direção. Seu trabalho se concentra em produções de gênero, como fantasia, thriller e western, com atenção à construção de universos próprios.

Além de dirigir, ela assina o roteiro de Maria de Maria ao lado de Pablo Padilla. O texto é livremente inspirado em uma ideia original de Danilo Beyruth.

O elenco reúne Nanda Costta, João Campos, César Ferrario, Iara Campos e Antonio Grassi. A direção de fotografia é de Jacob Solitrenick, enquanto Claudia Andrade assina o design de produção. Gabriela Monnerat e Joanna Ribas respondem pelo figurino.

Produzido pela Filmland Internacional, o longa conta com distribuição da O2 Play. O projeto recebeu apoio da ANCINE, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, da Spcine e da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, por meio da Política Nacional Aldir Blanc.

A premiação coloca Maria de Maria entre os destaques brasileiros do Festival do Rio e reforça o espaço para narrativas que revisitam gêneros tradicionais a partir de novas perspectivas.

Siga-nos e confira outras notícias @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!

Leia mais

  • Ted Lasso: Episódio 9 traz uma forte homenagem e uma potente morte
Tags:cinema brasileiroDestaque no Viventefaroeste brasileiroFestival do Rio 2026Jacob SolitrenickLuiza Shelling TubaldiniMaria de MariaNanda CosttaPremière BrasilPrêmio Olhar Brasilwestern feminista
Compartilhe este artigo
Facebook Copie o Link Print
PorAlvaro Tallarico
Me Siga!
Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ com experiência em Jornalismo Esportivo. Autor dos livros "O que é Arte? Com a palavra, o artista", "A Paulistana de Ganesha", e outros.

Vem Conhecer o Vivente!

1.7KSeguidoresMe Siga!

Leia Também no Vivente

Cinema e StreamingEventosNotícias

5ª Mostra de Cinema IFÉ celebra diversidade com filmes, oficinas, shows e masterclasses no Rio e online

Caroline Teixeira
6 Min Leitura
Escola Darcy Ribeiro tem seleção aberta para jovens de baixa renda. cinema pós-pandemia
Cinema e Streaming

Cineclubistas celebram 50 anos da Carta de Curitiba com evento especial no Rio

Redação
2 Min Leitura
filme Longe do Paraíso na Filmicca
Cinema e StreamingNotícias

Longe do Paraíso | Filme de Todd Haynes estreia na Filmicca

Redação
2 Min Leitura
logo
Todos os Direitos Reservados a Vivente Andante.
  • Política de Privacidade
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?