Dirigido por Walther Neto, Deixe-Me Viver aborda a relação entre mãe e filha diante de um diagnóstico terminal e discute a ortotanásia.
Após ser selecionado para o Marché du Film, durante a 79ª edição do Festival de Cannes, e realizar sua première mundial na 30ª edição do Inffinito Brazilian Film Festival, em Miami, Deixe-Me Viver estreia nos cinemas brasileiros em 12 de novembro. Dirigido por Walther Neto, o drama é protagonizado por Mônica Carvalho, Cat Dantas e Humberto Martins.
A história acompanha Andrea, Mônica Carvalho, uma mãe dedicada à carreira profissional, mas distante do cotidiano da filha, Julia, Cat Dantas, de 14 anos. A relação entre as duas passa por uma transformação quando a adolescente recebe o diagnóstico de um câncer terminal e decide interromper o tratamento para aproveitar o tempo que lhe resta. Diante da escolha da filha, Andrea resolve contrariar as orientações médicas, as expectativas familiares e os protocolos legais, partindo com ela para Trancoso, no sul da Bahia.
Durante a viagem, mãe e filha encontram oportunidades para reconstruir seus laços por meio de experiências que incluem o contato com o mar, o forró, a descoberta do primeiro amor, a celebração de uma festa de 15 anos e a aproximação com a espiritualidade do povo Pataxó. Em meio às paisagens baianas, a jornada se transforma em uma oportunidade de reconexão e descoberta de novos significados para a vida.

Cena de “Deixe-me Viver”- Divulgação Yva Filmes
Com roteiro de Mônica Carvalho, Michele Muniz e Marcelo Corrêa, Deixe-Me Viver aborda temas como maternidade, finitude e autonomia nas decisões relacionadas ao fim da vida. Um dos principais eixos da narrativa é a ortotanásia, prática que respeita o processo natural da morte, evitando intervenções destinadas a prolongar artificialmente a vida. A partir do dilema vivido pelas personagens, o filme propõe uma reflexão sobre os limites das decisões médicas e familiares e o direito de participar das escolhas que envolvem a própria existência.
O elenco conta ainda com Roberta Rodrigues, Stephano Strand, Jeniffer Setti, Luciana Vendramini, Daniela Albuquerque, Eduardo Silva, Fernanda Arraes, Oscar Magrini e Laura Proença. A produção também apresenta participações especiais da cantora Gilmelândia e do líder indígena João Pataxó.
Outro destaque da produção é a trilha sonora original que valoriza a identidade cultural de Trancoso, assinada por Walther Neto e Maurício Domene, com a colaboração de artistas locais. Composta por sete canções, a seleção musical incorpora diferentes vozes, sotaques e referências culturais da região de Trancoso.

Cena de “Deixe-me Viver”- Divulgação Yva Filmes
Entre as músicas está Voa Passarinha, composta por João Pataxó, Carlos Odas e Walther Neto e interpretada por Roberta Ferreira Cunha, esposa do líder indígena. Gravada na Aldeia Porto do Boi, em Caraíva, a canção incorpora elementos da língua e da identidade da comunidade Pataxó. O repertório também inclui Me Deixe Viver, de Marcos Fagner de Almeida Vieira; Raio de Luz, de Fabiana Sancon e Walther Neto; e Pedido a Deus, de Marcinho Sant’Ana, conhecido como Poeta da Sanfona.
Produzido pela Yva Filmes, em coprodução com WN Produções, PRH-9 Produções, Marc Films e Krystal Films, o longa foi filmado em Trancoso, Campinas, Presidente Prudente e na capital paulista.
Deixe-Me Viver estreia nos cinemas brasileiros em 12 de novembro.
Siga-nos e confira outras notícias @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!



