O Cavaleiro dos Sete Reinos encerra sua primeira temporada consolidando Dunk e Egg como uma das duplas mais carismáticas já vistas em Westeros. Ambientada cerca de um século antes dos eventos de Game of Thrones, a série acompanha as jornadas de Sor Duncan, o Alto (Peter Claffey), e seu jovem escudeiro Egg (Dexter Sol Ansell), cuja verdadeira identidade muda completamente o rumo da história.
Com o desfecho da temporada adaptando The Hedge Knight, de George R. R. Martin, a expectativa agora se volta para a adaptação de The Sworn Sword. Ainda que o material original ofereça um caminho claro, o histórico das adaptações do universo — incluindo House of the Dragon — mostra que mudanças são sempre possíveis. E o final deixou perguntas demais para serem ignoradas.
1. Sor Lyonel Baratheon voltará para O Cavaleiro dos Sete Reinos?
Interpretado por Daniel Ings, Lyonel Baratheon foi um dos grandes destaques da temporada, equilibrando carisma e leveza em meio às tensões políticas. Sua participação não faz parte direta do segundo livro das novelas de Dunk e Egg, o que coloca seu retorno em dúvida.
Ainda assim, a despedida entre ele e Dunk após o Julgamento dos Sete soa aberta o suficiente para permitir ao menos uma participação especial. Lyonel tornou-se um contraponto importante à seriedade de Dunk. Eliminá-lo por completo pode empobrecer o tom da narrativa.

2. O título muda para O Cavaleiro dos Nove Reinos?
No episódio final, Egg corrige Dunk ao afirmar que Westeros não se resume a sete reinos. A fala é simbólica: evidencia como o conhecimento da nobreza difere da percepção popular e reforça o poder da informação como ferramenta política.
A alteração momentânea no título sugere expansão geográfica e narrativa. Caso a série explore novas regiões além das fronteiras conhecidas, a mudança pode representar mais do que uma piada — pode indicar uma nova fase da jornada.
3. Quais serão as consequências da morte de Baelor?
A morte de Baelor Targaryen altera profundamente a linha sucessória. Considerado por muitos o herdeiro ideal, sua ausência abre espaço para Maekar assumir um papel que talvez nunca desejou.
Maekar carrega o peso de ter causado, ainda que indiretamente, a morte do irmão. Esse sentimento pode influenciar suas decisões políticas e familiares. Sabendo que sua linhagem levará, no futuro, ao reinado de Aerys II, o chamado Rei Louco, a série tem a oportunidade de explorar as raízes de instabilidades futuras.
4. Qual será o destino de Raymun Fossoway?
Raymun emergiu como símbolo de lealdade ao escolher Dunk no Julgamento dos Sete. Sobreviveu, formou uma nova linhagem dos Fossoway da Maçã Verde e planeja expandir os negócios da família.
Com um filho a caminho e uma nova identidade, ele representa a possibilidade de ascensão fora dos grandes jogos de poder. A segunda temporada pode optar por mantê-lo como aliado ocasional ou deixá-lo como memória do primeiro capítulo.
5. Egg revelará que saiu sem autorização?
Ao final da temporada, tudo indica que Maekar teria permitido que Egg seguisse como escudeiro. No entanto, a cena pós-créditos sugere o contrário: talvez o jovem príncipe tenha novamente agido por conta própria.

Se confirmado, isso coloca a relação entre Dunk e Egg sob nova tensão. A confiança, já abalada pela revelação da identidade real de Egg, pode ser testada outra vez — especialmente se Maekar decidir intervir.
6. Tanselle retornará?
Tanselle, a marionetista interpretada por Tanzyn Crawford, teve química evidente com Dunk. No material original, a busca por ela não resulta em reencontro. A série, porém, pode escolher um caminho diferente.
Sua agressão por Aerion e o simbolismo do dragão abatido em sua apresentação reforçam temas de orgulho Targaryen e memória histórica. Retorná-la poderia ampliar a dimensão emocional da narrativa.
7. Dunk foi realmente armado cavaleiro?
A maior dúvida da temporada permanece intacta: Sor Arlan de Pennytree realmente concedeu o título a Dunk? Sem testemunhas, a história depende apenas da palavra do protagonista.

O episódio final flerta com a ambiguidade ao sugerir tanto confirmação quanto incerteza. Talvez a resposta definitiva nem seja necessária. A série constrói, pouco a pouco, a ideia de que ser cavaleiro vai além de um ritual formal — trata-se de honra, coragem e escolhas morais.
8. Aerion sofrerá consequências reais em O Cavaleiro dos Sete Reinos?
Aerion Targaryen foi um dos personagens mais perturbadores da primeira temporada. Violento, impulsivo e obcecado pela própria linhagem, ele não apenas atacou Tanselle como também manipulou os acontecimentos que levaram ao Julgamento dos Sete.
Apesar da derrota pública e do desgaste político, Aerion segue vivo — e perigoso. A segunda temporada de O Cavaleiro dos Sete Reinos precisa definir se ele continuará atuando como antagonista recorrente ou se enfrentará punições à altura de seus atos. Ignorar seu impacto enfraqueceria o peso dramático do que foi construído.
Além disso, considerando o histórico da Casa Targaryen, acompanhar a formação psicológica de figuras instáveis é parte essencial da mitologia de Westeros. Aerion pode ser uma peça-chave nesse quebra-cabeça.
A segunda temporada tem diante si o desafio de expandir o mundo sem perder a intimidade que fez a primeira funcionar. Se conseguir responder a essas questões com equilíbrio entre política, emoção e desenvolvimento de personagem, O Cavaleiro dos Sete Reinos pode consolidar-se como o capítulo mais humano — e talvez mais consistente — do universo criado por George R. R. Martin.
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