O universo de Game of Thrones segue em expansão, e um dos projetos mais ambiciosos em desenvolvimento acaba de receber um sinal positivo. Um derivado que vai retratar a conquista de Westeros pelos Targaryen avança nos bastidores e anima fãs que aguardam novidades concretas sobre a produção.
O roteirista Mattson Tomlin compartilhou uma atualização encorajadora sobre o andamento dos textos. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que é “sempre satisfatório terminar de preencher um caderno”, exibindo dois blocos de anotações totalmente dedicados a Aegon’s Conquest. O gesto foi interpretado como sinal claro de progresso consistente no desenvolvimento do projeto.
Essa não é a primeira vez que Tomlin indica avanços significativos. Em agosto de 2025, ao responder perguntas de fãs, o roteirista afirmou já ter feito “MUITA escrita” para a série. Agora, com dois cadernos completos de material, a percepção é de que a fase criativa está ganhando corpo, mesmo que o projeto ainda esteja oficialmente em estágio inicial.
Aegon’s Conquest acompanha Aegon I Targaryen e suas irmãs-esposas Visenya e Rhaenys durante a unificação dos Sete Reinos, cerca de 300 anos antes dos eventos da série original. A história envolve a chegada dos Targaryen a Westeros com seus três dragões e a consolidação do poder que moldaria o continente por séculos.

Aegon’s Conquest será série ou filme épico?
Atualmente, o projeto é desenvolvido pela HBO como uma possível série e, ao mesmo tempo, pela Warner Bros. como um filme descrito internamente como de escala “gigantesca, do tamanho de Duna”. Essa dupla abordagem reforça o peso que o estúdio atribui à narrativa da conquista Targaryen.
Em entrevista anterior, Tomlin explicou que o desafio de escrever Aegon’s Conquest é diferente de outros derivados. Ao contrário de House of the Dragon, baseado diretamente em Fire & Blood, a nova produção não adapta um romance tradicional, mas eventos históricos descritos de forma fragmentada.Segundo o roteirista Mattson Tomlin, o desenvolvimento de Aegon’s Conquest ainda está em um estágio inicial, mas já segue uma diretriz bem definida a partir do diálogo constante com George R. R. Martin. Em entrevista, ele explicou detalhadamente a abordagem adotada para transformar os registros históricos de Fire & Blood em narrativa dramática:
“Isso ainda está em um estágio muito inicial, no qual estou escrevendo o roteiro e trocando muitas ideias diretamente com o George. Conversando com ele, ficou muito claro: ‘Isso é história, trate como algo que realmente aconteceu’. Diferente da série original, eu não tenho milhares de páginas para adaptar. Tenho algumas centenas nas quais estou bem focado e, dentro dessas páginas de Fire & Blood, existem muitas pistas. O processo acaba se parecendo com fazer um filme sobre Napoleão ou Alexandre, o Grande, ou alguma grande figura histórica sobre a qual sabemos bastante. Sabemos onde ele esteve, quem ele conquistou, quem viveu e quem morreu. Tudo isso se transforma na trama. A partir daí, o meu trabalho passa a ser entender o que isso significou do ponto de vista temático: como foi sentido, quais foram as emoções quando alguém morreu e outro sobreviveu. Nós não temos esse contexto. Não sabemos o que ninguém disse.”
Tomlin também confirmou um diálogo constante com George R. R. Martin durante o processo, buscando coerência com o cânone e profundidade temática para além dos fatos registrados.
Se avançar, Aegon’s Conquest será o primeiro projeto televisivo de Game of Thrones que não adapta diretamente uma obra narrativa de Martin, mas sim eventos históricos do universo criado pelo autor. Isso abre espaço para maior liberdade criativa, ao mesmo tempo em que exige cuidado redobrado com tom, personagens e impacto dramático.
Com o roteiro ganhando forma e sinais claros de progresso, a conquista de Aegon começa a deixar de ser apenas uma ideia grandiosa para se tornar uma das apostas mais ambiciosas da nova fase de Westeros.
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