Um dos maiores sucessos sobrenaturais da Netflix em 2025 já prepara o terreno para elevar ainda mais o conflito central da história. A adaptação em anime de Devil May Cry divulgou as primeiras imagens da segunda temporada e confirmou que a nova fase será marcada por uma mudança significativa na dinâmica da série.
Criada originalmente pela Capcom em 2001, a franquia se consolidou como um dos pilares dos jogos de ação. Títulos como Devil May Cry 3 revitalizaram a marca após críticas iniciais, enquanto Devil May Cry 5 reafirmou a relevância da saga para o público moderno, vendendo milhões de cópias e consolidando Dante como um dos grandes ícones dos videogames.
A versão animada da Netflix não adapta um único jogo de forma literal. Em vez disso, combina elementos de diferentes capítulos da franquia para criar uma nova continuidade, mantendo o espírito original, mas com liberdade narrativa.
Segunda temporada destaca encontro decisivo entre Dante e Vergil
O showrunner Adi Shankar revelou novas imagens da próxima temporada, confirmando que Vergil terá papel central na trama. O reencontro entre os irmãos gêmeos — filhos do lendário cavaleiro demoníaco Sparda — deve redefinir o eixo dramático da série.
Na produção, Johnny Yong Bosch dá voz a Dante, enquanto Robbie Daymond interpreta Vergil e Scout Taylor-Compton retorna como Lady. A segunda temporada estreia em 12 de maio de 2026.
Nos jogos, Dante abraça seu lado humano e usa seus poderes demoníacos para proteger inocentes. Já Vergil busca poder absoluto, acreditando que somente a força impede perdas como as que marcaram sua infância. Essa oposição filosófica sempre alimentou os confrontos entre os irmãos.
A primeira temporada acompanha Dante como caçador de demônios que gradualmente descobre conspirações envolvendo incursões demoníacas. O retorno de Vergil sinaliza uma guinada: a ameaça deixa de ser apenas externa e se torna profundamente pessoal.
Anime traz agora um conflito mais político e mais íntimo
No final da primeira temporada, Vergil lidera um ataque a um campo de prisioneiros administrado pelos Estados Unidos, onde Makaians estão detidos. A revelação de que ele atua em aliança com Mundus, o Senhor Sombrio de Makai, altera a leitura de suas motivações.
Diferentemente de versões anteriores da história, nas quais Vergil era manipulado ou controlado, a animação da Netflix mostra o personagem como agente consciente de um soberano demoníaco. Enquanto isso, Dante termina a temporada preso pela organização Darkcom.
A segunda temporada deve transformar a rivalidade entre os irmãos no centro absoluto da narrativa, ampliando o conflito entre humanos e demônios. Embora um eventual alinhamento entre eles pareça inevitável, o caminho até lá promete confrontos ideológicos intensos.
Como herdeiros do legado de Sparda, Dante e Vergil interpretam o passado de maneiras irreconciliáveis. Dante canaliza sua força para proteger a humanidade. Vergil busca expandir seu poder demoníaco para evitar novas perdas. O embate entre eles é tanto filosófico quanto emocional, marcado por ressentimentos e escolhas opostas.
Com essa nova fase, Devil May Cry na Netflix indica que vai além da adaptação convencional de videogame. Ao aprofundar o drama familiar e político, a série aposta em um conflito que une ação estilizada, dilemas morais e herança trágica — elementos que sempre definiram a essência da franquia.
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