Wednesday, October 21, 2020

Asfixia | Poesia

inúmeras vezes o sorriso é o sopro da asfixia
viver, não dentro do próprio corpo,
mas sim dentro daquilo que transborda qualquer vestígio
do dia, do que se perde, algum lugar imaterial
que é constante breu, que é ausente de nós
as horas e seus pequenos goles de consciência.
um dia acordei e senti que viver dói tanto
quanto um vento no teu passo
dilacerado. e então
achei adequado colocar um sorriso à face
e seguir por meu turno, vou procurar fingir meus monstros
torná-los, quem sabe?, tratáveis e refinados, sendo eles parte de um eu
que não sou
sendo quem eu poderia ser, estão em mim
não os vislumbro, não sendo eles – me refaço.
não tenho outra forma, só verbo para mensurá-los.

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