A jogadora e criadora de conteúdo adulto Marcela Soares anunciou uma decisão polêmica. O projeto, previsto para ser lançado oficialmente em junho, nasce em meio à repercussão do afastamento da atleta das quadras por atuar em plataformas de conteúdo adulto.
A proposta, segundo Marcela, é justamente transformar a experiência pessoal em uma oportunidade para outras mulheres que enfrentam preconceito dentro do esporte.
“O esporte me tirou de um lugar, então eu criei o meu. Vou provar que dá para fazer diferente”, afirmou a atleta.
O anúncio rapidamente movimentou debates nas redes sociais ao unir temas como futebol feminino, autonomia financeira, moralidade no esporte e a crescente presença de atletas em plataformas digitais como OnlyFans e Privacy. Marcela vai em busca da criação de um time feminino de futebol ligado à Chapecoense.
Projeto será financiado com dinheiro do conteúdo adulto
Marcela revelou que parte do investimento inicial do novo clube será feita com recursos obtidos através da produção de conteúdo adulto nas plataformas digitais. Segundo ela, o faturamento conquistado fora do esporte será revertido diretamente para a estruturação da equipe.
“É o que conquistei com o meu trabalho, independente de onde venha. Quero transformar isso em oportunidade para outras mulheres”, declarou.
A atleta também afirmou que participará ativamente da administração do projeto, não apenas como jogadora, mas também na organização da equipe e no desenvolvimento da iniciativa fora das quatro linhas.
“Não é um projeto qualquer, é algo grande”, disse.

Apesar de ainda não revelar detalhes completos sobre o formato da equipe, Marcela adiantou que o elenco segue em fase de montagem e que a comissão técnica está sendo estruturada. Segundo ela, uma ex-jogadora da seleção brasileira já está confirmada no projeto.
“Muita gente foi excluída ou se esconde”
Marcela afirmou que pretende abrir espaço para atletas que atuam como criadoras de conteúdo adulto e acabam marginalizadas no ambiente esportivo.
“Muita gente foi excluída ou se esconde por medo. Não vou julgar ninguém pelo que faz fora da quadra”, afirmou.
A declaração amplia uma discussão cada vez mais frequente no esporte feminino: o conflito entre a vida pessoal das atletas, a busca por independência financeira e os códigos de imagem exigidos por clubes, dirigentes e patrocinadores.
Nos últimos anos, diversas jogadoras passaram a recorrer a plataformas de assinatura para complementar renda, especialmente diante das desigualdades salariais ainda presentes no futebol feminino e em outras modalidades esportivas.
O afastamento de Marcela Soares ganhou repercussão justamente por levantar questionamentos sobre os limites impostos às atletas fora do ambiente esportivo. Enquanto muitos defendem a autonomia individual e o direito ao trabalho fora das competições, outros argumentam que determinadas atividades podem impactar a imagem institucional de clubes e patrocinadores.

A nova equipe idealizada pela jogadora surge justamente em meio a esse debate.
Ao anunciar que não pretende julgar atletas por atividades realizadas fora das quadras, Marcela posiciona o projeto como uma iniciativa que busca romper barreiras e questionar padrões tradicionais do esporte.
O anúncio oficial do elenco e dos patrocinadores deve acontecer durante o período da 2026 FIFA World Cup. Marcela também participará da disputa do concurso Miss Copa do Mundo.
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