O avanço das bicicletas elétricas está mudando o perfil da mobilidade urbana em Niterói. Dados do monitoramento de ciclovias da cidade mostram que esses veículos passaram de cerca de 5% dos usuários em 2022 para 55% na medição mais recente, realizada entre 2025 e 2026.
A mudança foi discutida durante o webinário de lançamento do Relatório de Furtos e Roubos de Bicicleta em São Paulo, realizado em 23 de setembro. O encontro abordou a expansão dos veículos eletrificados, os desafios da segurança dos ciclistas e a necessidade de aprimorar o monitoramento da mobilidade sobre duas rodas.
A atualização do levantamento da Aliança Bike passou a incluir bicicletas elétricas e veículos autopropelidos. A ampliação acompanha as transformações no uso desses meios de transporte e busca refletir melhor a diversidade de veículos presentes nas cidades.
O salto de aproximadamente 5% para 55% dos usuários monitorados representa uma mudança expressiva no cenário da mobilidade em Niterói. Os números indicam a crescente presença das bicicletas elétricas nas ciclovias e reforçam a importância de acompanhar como esses veículos são utilizados.
O avanço também traz novos desafios para a segurança viária. Com diferentes tipos de veículos dividindo os espaços urbanos, iniciativas de monitoramento e conscientização ganham relevância para reduzir riscos e orientar políticas de mobilidade.
O webinário reuniu Luiz Saldanha, José Mario Barbosa, da ARIDE, Rodrigo Del Claro, do Clube Santuu, e Duilly Cicarini, da Bike Hero. Os participantes discutiram questões relacionadas à segurança, ao acompanhamento dos veículos e às transformações no setor.
Monitoramento pode ajudar a prevenir riscos
Durante o encontro, José Mario Barbosa, diretor da ARIDE, destacou a importância da rastreabilidade dos serviços e equipamentos. Segundo ele, o acompanhamento pode ajudar a compreender a vida útil dos veículos, ampliar o controle e desenvolver soluções para o ecossistema da mobilidade urbana.
Barbosa também chamou a atenção para o perfil de parte dos novos usuários de bicicletas elétricas e outros veículos semelhantes. Ele observou a presença de pessoas mais velhas, incluindo uma participação significativa de maiores de 60 anos, entre os públicos que estão adotando esses modais.
“Trazendo para dentro do segmento, percebemos operadores com pouca ou nenhuma tradição e experiência como novos perfis para esse tipo de modal. Esse está inserindo pessoas de mais idade, com uma grande participação de pessoas com mais de 60 anos e que em sua maioria estão sem fazer atividade física e tem uma predisposição a graves lesões em caso de acidentes, se não houver um trabalho de conscientização esse risco será ampliado”, exemplificou.
A declaração reforça a importância de orientar os usuários sobre a circulação segura, especialmente diante da ampliação do público que utiliza veículos elétricos. A familiarização com as regras de trânsito e o uso adequado dos equipamentos de proteção são aspectos relevantes nesse processo.
A inclusão de bicicletas elétricas e veículos autopropelidos no levantamento da Aliança Bike amplia o alcance dos dados sobre furtos e roubos. Ao considerar diferentes categorias de veículos, o estudo passa a acompanhar uma parcela maior dos meios de transporte utilizados nas cidades.
O debate também evidencia a importância de integrar informações sobre segurança, rastreabilidade e comportamento dos usuários. Em um cenário de expansão dos eletrificados, o monitoramento pode ajudar a identificar mudanças no perfil da mobilidade e orientar soluções para os desafios que acompanham essa transformação.
Em Niterói, a participação das bicicletas elétricas nos dados de ciclovias oferece um retrato dessa mudança. O percentual registrado entre 2025 e 2026 indica que esses veículos já ocupam uma posição expressiva entre os usuários monitorados.
Observação: os dados apresentados se referem ao monitoramento citado no material divulgado e não devem ser interpretados como uma estimativa de todos os ciclistas de Niterói.
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