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Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa
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CRÍTICA| Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa demonstra a força de uma propriedade intelectual bem trabalhada

Dirigido por Fernando Fraiha, Chico Bento tira o gosto amargo deixado por "Reflexos do medo" e nos leva a um universo lúdico pela vila Abobrinha

Por André Quental Sanchez
Última Atualização 21 de dezembro de 2024
6 Min Leitura
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Criado por Mauricio de Souza em 1961, inicialmente como coadjuvante do mesmo modo que a Mônica, Chico Bento se tornou tão popular que teve sua própria revista em 1982, desde então com centenas de edição. Diferente do universo da turma do Limoeiro, o universo da Vila Abobrinha apresenta algumas questões únicas, entre elas a presença do folclore, uma questão mais lúdica e em um ritmo menor do que a da Turma da Mônica, e com um humor muito mais latente, principalmente por conta de seu protagonista.

Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa segue a onda iniciada por Daniel Rezende em 2019 com Turma da Mônica: Laços e que levou a uma sequência, uma série derivada, um filme da turma da Mônica Jovem dirigido por Mauricio Eça que foi muito criticado pelo público e crítico, e uma série recente da Globoplay intitulada Turma da Mônica: Origens, também sob o comando de Rezende.

Modéstia a parte, Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa pode ser considerado a melhor produção que saiu do uso cinematográfico de tão rica propriedade intelectual idealizada por Mauricio de Souza, praticamente o nosso Stan Lee brasileiro, com direito à participações especiais em todas estas produções.

Inspirado nas centenas de histórias escritas por Mauricio, Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa se destaca não somente narrativamente, por meio de um humor constante, um realismo fantástico como a origem da goiabeira de Nhô Lau, e um absurdo que beira o teatro brechtiano em caraterísticas como a crítica social, presente na discussão que permeia todo o filme sobre a questão de progresso e a natureza, e o uso de elementos que ocasionam certo estranhamento como uma sequência animada em que Chico Bento vira formiga e pássaro.

Luiz Lobianco e Isaac Amendoim em foto de divulgação de Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa- Foto: Fabio Braga/Pivô Audiovisual, Fernando Fahia- DIVULGAÇÃO.

Apesar de o público alvo da produção ser inicialmente crianças, Turma da Mônica é marcante para qualquer geração de brasileiros, algo que Fernando Fraiha apresenta plena consciência.

Por meio de uma história curta, direta, ambiental, Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa coloca Chico Bento na missão de unir seus amigos para impedir a construção de uma estrada que irá destruir a goiabeira do Nhô-Lau. Apresentando uma mensagem ambiental já explorada de modo semelhante em outras produções, até mesmo em um episódio de Bob Esponja que Bob e Patrick devem impedir a construção de uma auto estrada que destruirá o campo das águas vivas.

Apesar de em 150 anos de cinema, esta crítica já estar batida, cotidianamente percebemos o quanto ela continua relevante e necessária de ser apresentado, principalmente dentro de um país como o Brasil que cresce cada vez mais, sem se importar com o próprio meio ambiente ou as consequências de sua destruição.

A unicidade de Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa se dá pela forma onírica e lúdica que ela é apresentada, fazendo uso de uma estética limpa e exemplar e de uma excelente Thaís Araújo no processo, sem esquecer as principais marcas de seu protagonista, suas fraquezas e suas vantagens: o humor, o amor por goiabas, a teimosia, a inteligência pontual, seu amor por Rosinha e o seu arco ao longo do filme que é a habilidade de escutar.

Isaac Amendoim é Chico Bento, esta frase funciona tanto dentro do campo narrativo quanto da pessoa em si, que apresenta tantas marcas semelhantes ao personagem. Juntamente com Anna Júlia Dias, como Rosinha e Pedro Dantas, como um magnifico Zé Lelé, o elenco infantil supera até mesmo atores já de renome como Luiz Lobianco, Nhô-Lau, e Débora Falabella em pequena, mas , memorável participação.

Debora Fallabela e Isaac Amendoim em foto de divulgação de Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa- Foto: Fabio Braga/Pivô Audiovisual, Fernando Fahia-DIVULGAÇÃO.

A produção é cuidadosamente trabalhada, desde o roteiro, que apresentou colaboração de Raul Chequer, o Maurilio do programa de Choque de Cultura e traz uma história potente, esteticamente inovadora ao se levar em conta produções anteriores da Mônica, a fotografia, que apesar de ser um pouco pastel em momentos que poderia ter crescido em sua paleta de cores, ainda é linda de se ver em cada plano, a direção de arte maravilhosa e a composição sonora que traz desde a música tema de Chico Bento e encerra a produção do melhor modo possível com a música Romaria, que reduz a simplicidade do filme de modo tão belo.

A produção demonstra a força de nosso cinema quando se consegue trabalhar bem os personagens e o roteiro, do mesmo modo que O Auto da Compadecida 2, encerrará 2024 em grande estilo. Com sua estreia no dia 09 de Janeiro de 2025, Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa iniciará o ano demonstrando a força da natureza e da simplicidade de amizades verdadeiras. Com uma sequência já anunciada antes mesmo de sua estreia, se a produção for referência para o futuro, o nosso UCM (Universo Cinematográfico da Mônica) pode colher muitas frutas ainda, principalmente goiabas.

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Tags:chico bento é bomcritica chico bentoDestaque no Viventefilme chico bento
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André Quental Sanchez é formado em cinema e audiovisual, apresenta especialização em roteiro audiovisual, é crítico, redator e amante da sétima arte como um todo.
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