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Festival do Rio 2026 anuncia vencedores; A Margem do Rio leva principal prêmio

Por Alvaro Tallarico
Última Atualização 12 de outubro de 2026
12 Min Leitura
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Tópicos
  • A Margem do Rio concentra prêmios na Première Brasil
  • Novos Rumos destaca novos realizadores
  • Prêmio Felix reconhece cinema LGBTQIAPN+
  • Prêmios da crítica e da imprensa internacional
  • 1. Première Brasil — Júri Oficial
  • 2. Première Brasil — Mostra Novos Rumos
  • 3. Prêmio Felix
  • 4. Prêmio Suzy Capó
  • 5. Prêmio Aquisição TV Globo — Mostra Expectativa
  • 6. Prêmio Aquisição Telecine — Première Latina
  • 7. Prêmio FIPRESCI
  • 8. Prêmio da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil
  • Resumo dos principais destaques

Produção de Enock Carvalho e Matheus Farias venceu como Melhor Longa de Ficção na Première Brasil; festival recebeu mais de 150 mil pessoas

O Festival do Rio 2026 anunciou os vencedores de sua 28ª edição durante cerimônia realizada no Cine Odeon. O grande destaque da Première Brasil foi A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, que conquistou o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem de Ficção. A produção também recebeu prêmios de atriz coadjuvante, fotografia e som.

O evento reuniu os principais reconhecimentos das mostras competitivas e anunciou os vencedores de outras premiações, incluindo o Prêmio Felix, o Prêmio FIPRESCI e os troféus concedidos pela Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira. Rita Von Hunty, também conhecida como Guilherme Terreri, recebeu o Prêmio Suzy Capó de Personalidade do Ano.

Segundo a organização, o festival recebeu mais de 150 mil pessoas em 2026. Ao longo da programação, foram exibidos 101 filmes brasileiros, entre longas e curtas-metragens, dos quais 45 participaram das mostras oficiais.

A Margem do Rio concentra prêmios na Première Brasil

Além de vencer como Melhor Longa-Metragem de Ficção, A Margem do Rio conquistou os prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante, para Renna Costa, Artia e Ísis Broken, Melhor Fotografia, para Luciana Baseggio, e Melhor Som, para Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura.

Na categoria de Melhor Longa-Metragem Documentário, o júri escolheu Elza, de Eryk Rocha, produção da Aruac Filmes e Maria Farinha Filmes. Já o curta-metragem Santo, de Maria Luísa Alves, venceu em sua categoria.

Gabriel Martins recebeu o prêmio de Melhor Direção de Ficção por Vicentina Pede Desculpas. O filme também conquistou o voto popular na categoria de Melhor Longa-Metragem de Ficção. Na direção de documentário, o reconhecimento foi para Camila Valença, por Cão Sem Plumas.

A disputa de atuação teve duas vencedoras na categoria de Melhor Atriz: Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês. Pedro Goifman recebeu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pelo mesmo filme de Grace Passô.

Entre os demais reconhecimentos, LONDON, de Victor di Marco e Márcio Picoli, garantiu o prêmio de Melhor Ator para Victor di Marco. A produção também venceu na categoria de Melhor Figurino, para Samy Sill.

O júri concedeu ainda o Prêmio Especial a O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite. No voto popular de documentário, o vencedor foi Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo.

Novos Rumos destaca novos realizadores

A Mostra Novos Rumos premiou Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur, como Melhor Longa-Metragem. O curta Ondas de Silêncio, de Caio J. Bonfim, venceu na categoria de Melhor Curta-Metragem.

Thais Fujinaga recebeu o prêmio de Melhor Direção por Talismã. Nina Prado venceu como Melhor Atriz por O Deserto de Luiza, enquanto Pedro Leão levou o troféu de Melhor Ator por Não Estamos Sonhando.

O Prêmio Especial do Júri foi concedido ao elenco do curta Um Domingo, dirigido por Maíra Bühler e Rô Albuquerque. Já o voto popular de Melhor Longa-Metragem da mostra foi para O Deserto de Luiza, de Alan Minas.

Prêmio Felix reconhece cinema LGBTQIAPN+

Dedicado a filmes com temáticas LGBTQIAPN+, o Prêmio Felix reconheceu produções brasileiras e internacionais. A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, venceu como Melhor Filme Brasileiro, enquanto Em Segredo (À voix basse), de Leyla Bouzid, foi eleito Melhor Filme Internacional.

Na categoria de Melhor Documentário, o prêmio ficou com Pai e Pai (Father, Father), de Jake Witzenfeld. O júri também concedeu o Prêmio Especial a Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian, e uma menção honrosa a Elefantes na Névoa (Tin?har?), de Abinash Bikram Shah.

Rita Von Hunty, persona criada por Guilherme Terreri, recebeu o Prêmio Suzy Capó de Personalidade do Ano. Crítico cultural, escritor e educador popular, Terreri também integrou o júri do Prêmio Felix nesta edição.

Prêmios da crítica e da imprensa internacional

A Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI) escolheu LONDON, de Victor di Marco e Márcio Picoli, como Melhor Filme Brasileiro. Na categoria de Melhor Filme Latino, venceu Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo.

A Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil premiou Me Deixa Ser (Let Us Be), de Viviane D’Avilla. A produção 144 — Apocalipse Não, de João Paulo Cuenca, recebeu menção honrosa.

O voto popular também garantiu prêmios de aquisição. Maria Vitória, de Mário Patrocínio, venceu na Mostra Expectativa e recebeu o Prêmio Aquisição TV Globo. Na Première Latina, Seis Meses no Prédio Rosa e Azul recebeu o Prêmio Aquisição Telecine.

Os prêmios de aquisição oferecem uma oportunidade adicional de circulação para as produções selecionadas, conectando a exibição em festivais a novas janelas de distribuição.

Criado em 1999, o Festival do Rio consolidou-se como uma das principais vitrines do audiovisual nacional e latino-americano. A programação reúne mostras competitivas, sessões especiais, seleções temáticas e atividades de formação, além do RioMarket, área dedicada a negócios e encontros entre profissionais do setor.

A edição de 2026 encerrou sua programação com premiações que destacaram diferentes gêneros, linguagens e perspectivas do cinema contemporâneo. Com mais de 150 mil participantes, o festival reforçou sua presença no calendário cultural carioca e a importância dos espaços de exibição para a circulação de filmes brasileiros.

Festival do Rio 2026: lista completa dos vencedores

1. Première Brasil — Júri Oficial

Melhor Longa-Metragem de Ficção

  • A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias.
  • Produtora: Gatopardo Filmes.

Melhor Longa-Metragem Documentário

  • Elza, de Eryk Rocha.
  • Produtoras: Aruac Filmes e Maria Farinha Filmes.

Melhor Curta-Metragem

  • Santo, de Maria Luísa Alves.
  • Produtora: UFO.

Melhor Direção de Ficção

  • Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas.

Melhor Direção de Documentário

  • Camila Valença, por Cão Sem Plumas.

Melhor Ator

  • Victor di Marco, por LONDON.

Melhor Atriz — empate

  • Isabel Teixeira, por Diário do Fogo.
  • Grace Passô, por A Professora de Francês.

Melhor Ator Coadjuvante

  • Pedro Goifman, por A Professora de Francês.

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A Margem do Rio.

Melhor Roteiro

  • Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas.

Melhor Montagem — empate

  • Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A Extraordinária Vida de Vera Valdez.
  • Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira.

Melhor Fotografia

  • Luciana Baseggio, por A Margem do Rio.

Melhor Direção de Arte

  • Ana Paula Cardoso, por Funk.

Melhor Figurino

  • Samy Sill, por LONDON.

Melhor Som

  • Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por A Margem do Rio.

Melhor Trilha Sonora Original

  • Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês.

Prêmio Especial do Júri

  • O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite.

Melhor Longa-Metragem de Documentário — Voto Popular

  • Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo.

Melhor Longa-Metragem de Ficção — Voto Popular

  • Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

2. Première Brasil — Mostra Novos Rumos

Melhor Longa-Metragem

  • Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur.
  • Produtora: Céu Vermelho Fogo Filmes.

Melhor Curta-Metragem

  • Ondas de Silêncio, de Caio J. Bonfim.
  • Produtora: C-Bonfim Filmes.

Melhor Direção

  • Thais Fujinaga, por Talismã.

Melhor Atriz

  • Nina Prado, por O Deserto de Luiza.

Melhor Ator

  • Pedro Leão, por Não Estamos Sonhando.

Prêmio Especial do Júri

  • Elenco do curta Um Domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque.

Melhor Longa-Metragem — Voto Popular

  • O Deserto de Luiza, de Alan Minas.

3. Prêmio Felix

Melhor Filme Brasileiro

  • A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias.

Melhor Filme Internacional

  • Em Segredo (À voix basse), de Leyla Bouzid.

Melhor Documentário

  • Pai e Pai (Father, Father), de Jake Witzenfeld.

Prêmio Especial do Júri

  • Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian.

Menção Honrosa

  • Elefantes na Névoa (Tin?har?), de Abinash Bikram Shah.

4. Prêmio Suzy Capó

Personalidade do Ano

  • Rita Von Hunty, persona de Guilherme Terreri.

5. Prêmio Aquisição TV Globo — Mostra Expectativa

Melhor Filme — Voto Popular

  • Maria Vitória, de Mário Patrocínio.

6. Prêmio Aquisição Telecine — Première Latina

Melhor Filme — Voto Popular

  • Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul), de Bruno Santamaría Razo.

7. Prêmio FIPRESCI

Premiação da Federação Internacional de Críticos de Cinema.

Melhor Filme Brasileiro

  • LONDON, de Victor di Marco e Márcio Picoli.

Melhor Filme Latino

  • Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul), de Bruno Santamaría Razo.

8. Prêmio da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil

Melhor Filme

  • Me Deixa Ser (Let Us Be), de Viviane D’Avilla.

Menção Honrosa

  • 144 — Apocalipse Não, de João Paulo Cuenca.

Resumo dos principais destaques

  • Melhor Longa-Metragem de Ficção: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias.
  • Melhor Longa-Metragem Documentário: Elza, de Eryk Rocha.
  • Melhor Curta-Metragem: Santo, de Maria Luísa Alves.
  • Melhor Direção de Ficção: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas.
  • Melhor Longa-Metragem de Novos Rumos: Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur.
  • Melhor Filme Brasileiro do Prêmio Felix: A Margem do Rio.
  • Personalidade do Ano: Rita Von Hunty / Guilherme Terreri.
  • Melhor Filme Brasileiro da FIPRESCI: LONDON, de Victor di Marco e Márcio Picoli.
  • Melhor Filme da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira: Me Deixa Ser, de Viviane D’Avilla.
  • Vencedor do voto popular de ficção da Première Brasil: Vicentina Pede Desculpas.
  • Vencedor do voto popular de documentário da Première Brasil: Fui Olhar Você Dormir.
  • Vencedor do voto popular de Novos Rumos: O Deserto de Luiza.

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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ com experiência em Jornalismo Esportivo. Autor dos livros "O que é Arte? Com a palavra, o artista", "A Paulistana de Ganesha", e outros.

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