A poucos meses da próxima Copa do Mundo, o debate sobre favoritismo, preparação física e pressão emocional volta a dominar o futebol internacional. E poucas vozes carregam tanta autoridade para falar sobre o tema quanto Zé Roberto. Ex-jogador de clubes como Real Madrid, Bayern de Munique, Palmeiras e Grêmio, além de duas participações em Copas do Mundo com a Seleção Brasileira, o ex-atleta analisou o atual cenário do futebol mundial e projetou os caminhos do Brasil rumo ao sonhado hexacampeonato.
Reconhecido mundialmente pela longevidade física e disciplina profissional ao longo de mais de duas décadas de carreira, Zé Roberto acredita que o futebol moderno exige hoje um equilíbrio quase perfeito entre intensidade física, organização tática e controle emocional. Para ele, as seleções mais fortes chegam ao Mundial sustentadas por projetos de longo prazo e estabilidade coletiva.
“Hoje vemos seleções muito organizadas, com atletas extremamente preparados física e mentalmente. Argentina e França já vêm mantendo um trabalho consistente há anos, enquanto o México sempre cresce em competições grandes e tem tudo para surpreender”, analisou.
Argentina, França e México aparecem entre os favoritos
Na visão do ex-jogador, a atual elite do futebol mundial é liderada por seleções que conseguiram manter continuidade técnica e identidade competitiva nos últimos anos. Atual campeã mundial, a Seleção Argentina aparece entre os principais favoritos ao lado da Seleção Francesa, vice-campeã da última Copa e dona de uma das gerações mais fortes do futebol europeu.
Zé Roberto também destacou o crescimento constante da Seleção Mexicana em torneios internacionais, apontando o país como possível surpresa da competição.
Para ele, mais do que estrelas individuais, o futebol atual premia equipes capazes de manter regularidade emocional e disciplina coletiva durante um torneio curto e extremamente desgastante.
Brasil segue entre favoritos, mas equilíbrio emocional será decisivo
Ao falar sobre a Seleção Brasileira, Zé Roberto demonstrou confiança em uma campanha sólida, mas ressaltou que o talento da nova geração precisará estar acompanhado de maturidade mental e adaptação rápida ao estilo competitivo da Copa.
“O Brasil sempre entra entre os favoritos pela qualidade individual dos jogadores. Vejo uma geração talentosa, com atletas cada vez mais preparados para suportar a intensidade do futebol atual. Em uma competição de tiro curto como a Copa, o equilíbrio emocional e a disciplina também fazem muita diferença”, afirmou.
O ex-jogador acredita que o Brasil tem potencial para chegar, no mínimo, às quartas de final, podendo avançar ainda mais caso consiga encaixar o funcionamento coletivo sob o comando de Carlo Ancelotti.
Mauro Beting defende experiência e vê Neymar ainda decisivo
Quem também comentou o momento da Seleção foi o jornalista e comentarista esportivo Mauro Beting, em entrevista à Betfair. Para ele, a convocação de Carlo Ancelotti mostra um Brasil ofensivo e historicamente alinhado à tradição da Seleção.
Beting destacou a quantidade de atacantes chamados pelo treinador italiano e relembrou que até mesmo o time campeão de 1994 possuía forte característica ofensiva.
“A história da Seleção Brasileira, nas vitórias ou derrotas, sempre foi carregada por mais jogadores na parte da frente”, afirmou.

O comentarista acredita que Ancelotti pode apostar em formações ofensivas como o 4-2-4 ou 4-2-3-1, utilizando nomes como Vinícius Júnior, Raphinha, Luiz Henrique e Matheus Cunha.
Além da parte tática, Mauro Beting também saiu em defesa da experiência dos jogadores veteranos no elenco. Segundo ele, torneios como a Copa exigem atletas acostumados com pressão extrema.
“Você precisa de caras cascudos, caras geniais como o Neymar”, afirmou.
“Neymar nunca criou problemas na Seleção”, diz comentarista
Ao comentar o papel de Neymar na Copa, Mauro Beting afirmou que o atacante ainda pode ser decisivo mesmo vivendo momento físico diferente daquele apresentado no Mundial de 2022.
Segundo ele, Neymar continua sendo respeitado internamente pelo grupo e jamais causou problemas dentro da Seleção Brasileira.
“O Neymar nunca criou problema na Seleção. Ele sempre foi um cara de grupo e todos os jogadores o idolatram”, declarou.
O comentarista também relembrou a trajetória recente do atacante, marcada por lesões graves e dificuldades no retorno ao futebol brasileiro, mas reforçou que sua capacidade técnica segue sendo diferenciada.
“Na dúvida, joga para o homem, que ele aguenta a bronca”, concluiu.
Weverton surpreende, e Mauro Beting elogia goleiro
Outro tema debatido foi a escolha dos goleiros brasileiros para a Copa. A convocação de Weverton surpreendeu parte da torcida, deixando de fora nomes como Hugo Souza e Bento.
Para Mauro Beting, porém, a experiência e o preparo físico do goleiro justificam plenamente sua presença no elenco.
“Ele é muito decisivo, extremamente sério na preparação física e um dos maiores goleiros da história recente do Palmeiras”, afirmou.
Zé Roberto diz que legado fora de campo vale mais que títulos
Hoje atuando como referência em alta performance, disciplina e preparação física, Zé Roberto afirma que seu principal objetivo passou a ser inspirar novas gerações de atletas.
Segundo o ex-jogador, o impacto positivo que consegue gerar fora dos gramados possui valor ainda maior do que as conquistas acumuladas ao longo da carreira.
“Ser referência para os jovens vale muito mais do que títulos”, declarou.
Atualmente, o ex-atleta também atua como embaixador da EstrelaBet, plataforma brasileira regulamentada voltada ao mercado de apostas esportivas e jogo responsável.
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