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Crítica: Anônimo 2 foca no entretenimento e em dobrar a ação

Por André Quental Sanchez
Última Atualização 19 de agosto de 2025
5 Min Leitura
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Bob Odenkirk em cena de Anônimo 2- Divulgação Universal Pictures
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Dirigido por Timo Tjahjanto, Anônimo 2 não supera o original, porém, amplia em ação e permite um bom entretenimento

Em 2014, John Wick – De Volta ao Jogo (2014, Chad Stahelski) mostrou que o cinema de ação ainda tinha fôlego. Com coreografias precisas e a figura de um homem comum arrastado de volta a uma vida de violência, a franquia se expandiu por quatro filmes, um quinto a caminho, além de spin-offs e uma série. Naturalmente, a fórmula inspirou incontáveis produções na última década, algumas esquecíveis, como o fraco Shadow Force (2025, Joe Carnahan), outras interessantes, porém nenhuma destas produções chegou tão próxima do êxito da franquia de Stahelski quanto Anônimo.

Dirigido por Ilya Naishuller, Anônimo (2021, Ilya Naishuller), teve como principal trunfo Bob Odenkirk. Diferente de heróis inalcançáveis como John Wick ou os vários heróis de Jason Statham, Odenkirk encarnava um protagonista próximo do público, um homem de família que desejava fazer mais. Com roteiro leve, humor ácido e ação visceral, o resultado conquistou crítica e audiência, assim, uma sequência era inevitável.

Anonimo

Gage Munroe, Paisley Cadorath, Bob Odenkirk, Christopher Lloyd e Connie Nielsen em cena de Anônimo 2- Divulgação Universal Pictures

Desde o trailer, porém, Anônimo 2 já deixava claro seu tom distinto. Se o original era sombrio e denso, a continuação surge mais colorida e “leve”, embalada por Holiday Road (1983, Lindsey Buckingham), música diretamente associada à comédia Férias Frustradas (1983, Harold Ramis). A trama se passa durante as férias da família Mansell, aonde Hutch deve tentar conter a sua violência, em pró do tempo em família, incluindo um Christopher Lloyd, ainda subaproveitado, mas sempre um destaque à parte.

Em termos dramáticos, o longa toca em temas como herança, família e a influência dos pais sobre os filhos, porém, com apenas 89 minutos de duração, opta por priorizar as cenas de ação, entregando algumas ambiciosas, como a cena do barco e a batalha do parque de diversões, porém, apesar de divertidas e inovadoras, usando os brinquedos do parque como armas, no final elas acabam soando como versões menos inspiradas das sequências originais.

O filme não supera o original, mas entrega um senso de progressão. Connie Nielsen, por exemplo, ganha mais espaço para brilhar, juntamente com Gage Munroe como Brady Mansell. Ainda assim, perde-se um dos elementos mais marcantes do primeiro: ver a persona violenta de Hutch emergir aos poucos, enquanto na sequência esta faceta já está presente desde o início, o que diminui o impacto catártico da produção.

No campo dos antagonistas, a escolha de Sharon Stone como mafiosa tem mais peso simbólico do que narrativo, na medida que sua personagem carece de profundidade, e é reduzida a uma caricatura de poderosa vilã, porém, é evidente a diversão que a atriz teve com o papel, enquanto inevitavelmente, Colin Hanks, como um policial corrupto e cheio de ego, acaba sendo mais interessante em cena e um vilão mais interessante, apesar de secundário.

Anonimo

Bob Odenkirk e Gage Munroe em cena de Anônimo 2- Divulgação Universal Pictures

Combinando ação, humor e um drama familiar pontual, Anônimo 2 não alcança o frescor do original, mas cumpre bem sua função: entreter. Ao estabelecer melhor o núcleo da família Mansell, a franquia abre espaço para sequências mais ambiciosas. Talvez nunca alcance o patamar de John Wick, mas já ocupa um espaço próprio, oferecendo uma experiência leve e eficiente dentro do gênero de ação de One Man Army.

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Tags:AnônimoAnônimo 2Bob odenkirkCinemacríticaCrítica Anônimo 2John WickOne Man Armyuniversal pictures
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André Quental Sanchez é formado em cinema e audiovisual, apresenta especialização em roteiro audiovisual, é crítico, redator e amante da sétima arte como um todo.
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