Wednesday, December 7, 2022

Crítica | Armageddon Time

A ideia do novo filme do cineasta James Gray, Armageddon Time é boa. Uma história de amadurecimento de uma família, em especial, o jovem Paul (Michael Banks Repeta), um autorretrato do diretor James Gray.

Tudo se passa na Nova York dos anos 1980, durante as eleições que levaram Ronald Reagan à presidência dos Estados Unidos. Então, conhecemos a família Graff, a qual vive no Queens. Paul, a mãe Esther (Anne Hathaway), seu pai Irving (Jeremy Strong), seu irmão mais velho Ted (Ryan Sell) e seu avô Aaron (Anthony Hopkins)  precisam lidar com as mudanças ao redor. Em específico, o racismo e a desigualdade social são temas bastante abordados.

Paul é um menino sonhador e muito ligado a seu avô, que faz amizade com Johnny (Jaylin Webb), um garoto negro sem perspectivas. A fotografia favorece o retorno ao passado e aos anos 80, lembrando sépia, e é uma das virtudes da película. O elenco estelar não deixa a desejar. Anthony Hopkins, Anne Hathaway e Jeremy Strong fazem bem seus respectivos papeis, porém, no geral, o filme não emociona como deveria e não cativa ou prende o espectador.

Belo

Armageddon Time é bonito, e, novamente, as atuações são boas. Contudo, fui esperando algo que emocionasse, como Ad Astra me emocionou. Não foi o caso. O diretor tenta falar do racismo estrutural, mas falta profundidade em sua abordagem, que só resvala nos assuntos.

Entretanto, há bons momentos e diálogos relevantes, como o de Irving com Paul após a detenção do menino, que retratam bem a sociedade desigual da época, e fazem um paralelo com o que vivemos agora. Armageddon Time é um filme valoroso em muitos aspectos, mas deixa um ar de que poderia ser melhor.

Afinal, com distribuição da Universal Pictures, o filme estreia neste 10 de novembro nos cinemas brasileiros.

Enfim, veja o trailer:

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