Napoli – New York começa em 1949. O início do filme já marca presença com uma fotografia de qualidade e o desespero dos napolitanos. Um rosto surge e ficamos presos naquela triste e assustadora atmosfera.
É o filme de abertura do Festival de Cinema Italiano, em sua 20ª edição em grande estilo. A cerimônia de abertura ocorreu na noite do dia 28 de outubro de 2025, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, com exibição especial do novo longa do premiado diretor Gabriele Salvatores.
A obra, inspirada em uma história original de Federico Fellini e Tullio Pinelli, presta homenagem às esperanças e dores da imigração italiana, misturando realismo histórico e poesia visual. A narrativa acompanha duas crianças italianas que embarcam clandestinamente para os Estados Unidos no período pós-guerra, em busca de um novo começo.
É difícil não elogiar a estética sensível e o apuro visual entregues por Salvatores em Napoli – New York.
Dessa forma, Napoli – New York é uma bela jornada, uma grande metáfora sobre sonhos, deslocamento e o poder da imaginação.
Gabriele Salvatores parte de um roteiro esquecido para trazer uma obra visualmente elegante e com boas atuações, especialmente de Dea Lanzaro e Antonio Guerra. O filme aposta na nostalgia e no encanto do neorrealismo, mas evita arriscar.
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O resultado é uma obra sensível, com ritmo calmo e belas imagens, porém excessivamente contida. Falta o olhar mais ousado de Salvatores e um diálogo real com o presente. Napoli – New York emociona em alguns momentos, mas termina parecendo uma lembrança distante, sem marcar.



