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Laure Calamy em cena de Reinventando o Prazer- Divulgação Imovision
Cinema e StreamingCrítica

Crítica: ‘Reinventando o Prazer’ é leve comédia de absurdos e relacionamentos

Por
André Quental Sanchez
Última Atualização 19 de setembro de 2025
5 Min Leitura
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Laure Calamy em cena de Reinventando o Prazer- Divulgação Imovision
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Dirigido por Caroline Vignal, Reinventando o Prazer trata da sexualidade feminina de forma leve, honesta e dinâmica

Mesmo em 2025, a sexualidade continua sendo um tabu nas produções audiovisuais, como demonstram pesquisas recentes que revelam o desconforto da geração Z diante de cenas de sexo. Quando a produção tem como pilar narrativo a sexualidade e a descoberta do desejo, geralmente está imersa em narrativas coming of age, com o olhar masculino, deixando o prazer feminino à margem. Neste cenário, assistir a uma comédia em que acompanhamos as aventuras sexuais de uma mulher de 50 anos, é não apenas surpreendente, mas também profundamente gratificante.

Reinventando o Prazer acompanha Iris, Laure Calamy, uma mulher com um marido atencioso, Vincent Elbaz, duas filhas perfeitas e um consultório odontológico de sucesso. Apesar disso, sua vida sexual é inexistente. Ao se cadastrar em um aplicativo de namoro, Iris inicia uma jornada de descobertas que transforma sua vida.

Vincent Elbaz e Laure Calamy em cena de Reinventando o Prazer- Divulgação Imovision

Vincent Elbaz e Laure Calamy em cena de Reinventando o Prazer- Divulgação Imovision

Com muita graça, Vignal não tem medo de mostrar a nudez natural de Calamy, suas regras para com seus diversos amantes, e principalmente seus desejos, algo que não costuma ser retratado de forma tão aberta em produções cinematográficas. Embora os casos extraconjugais a coloquem em uma posição moralmente questionável, o filme só a julga quando suas escolhas afetam pessoas próximas, como sua assistente Nuria. Em relação às experiências sexuais em si, o público se diverte, apoia esse late blooming da protagonista e mais do que isso, diversas vezes se diverte e torce por ela, mesmo com todos os absurdos que Iris encontra.

Os melhores momentos da produção surgem justamente quando o filme abraça o tom onírico e leve: o strip-tease do primeiro parceiro de aplicativo, os matches que aparecem fisicamente diante de Iris para dar andamento às conversas, o karaokê no Uber e até um flashmob com a versão francesa de It’s Raining Men. São recursos que reforçam a felicidade da personagem e equilibram os temas densos, desejo feminino, libertação de padrões patriarcais e a redescoberta da própria identidade, com humor e absurdos deliciosos que levam a platéia ao riso.

Tematicamente, o filme se aproxima de Morrendo por Sexo (2025, Elizabeth Meriwether e Kim Rosenstock), outra produção sobre a sexualidade feminina após os 40 anos. No entanto, Reinventando o Prazer aposta em uma estética e em um humor tipicamente francês, inclusive com pequenos easter eggs em títulos de livros que Iris lê na cama, refletindo seu estado emocional. O ritmo, contudo, oscila: arrasta-se em algumas passagens e acelera demais em outras, desperdiçando momentos que poderiam ser melhor aproveitados pelo público.

Laure Calamy em cena de Reinventando o Prazer- Divulgação Imovision

Laure Calamy em cena de Reinventando o Prazer- Divulgação Imovision

Visualmente, o longa apresenta escolhas arriscadas: o jogo de sombras, por vezes, deixa certas cenas escuras a ponto de comprometer a compreensão da ação. Ainda assim, esses excessos são pontuais. No geral, a produção conquista com a leveza, e uma atuação cativante de Laure Calamy, garantindo ao espectador um sorriso constante durante quase toda a sessão, até um desfecho que amarra a narrativa com elegância, não sendo o mais romântico do mundo, porém, dentro do que a produção se propõe, é o final perfeito.

Reinventando o Prazer não é revolucionário, tampouco subversivo. Mas dentro do que se dedica, revela-se uma obra refrescante e necessária, que não agradará o público mais conservador, porém, para aqueles que estão dispostos a experimentar junto com Isis, ilumina com humor e sensibilidade um tema ainda pouco explorado no cinema, e que se bem feito, está entre um dos mais interessantes a se discutir em uma produção audiovisual.

Reinventando o Prazer foi exibido no Cinema Reserva Cultural, em São Paulo, em sessão seguida de debate idealizado em parceria com a distribuidora Imovision.

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Tags:Cinemacomédiacomédia francesacríticaDestaque no ViventeimovisionReinventando o Prazer
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