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Fernanda Montenegro em cena de "Velhos Bandidos"- Foto de Laura Campanella- Divulgação Paris Filmes
Cinema e StreamingCrítica

Crítica: ‘Velhos Bandidos’ é um presente para todos os fãs de Fernanda Montenegro

Por André Quental Sanchez
Última Atualização 26 de março de 2026
6 Min Leitura
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Fernanda Montenegro em cena de "Velhos Bandidos"- Foto de Laura Campanella- Divulgação Paris Filmes
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Dirigido por Cláudio Torres, Velhos Bandidos aposta em entretenimento leve, despretensioso e, acima de tudo, carregado de significado ao marcar a despedida de Fernanda Montenegro das telas de cinema.

É impossível dissociar Velhos Bandidos desse momento histórico que é a aposentadoria da tela grande de Fernanda Montenegro. Com mais de 70 anos de carreira, reconhecimento internacional e uma indicação ao Oscar, Montenegro se despede em um projeto íntimo e leve: dirigido pelo próprio filho e construído como um presente. E isso transparece em cena.

A trama é simples, talvez até demais. Sid e Nancy, Vladimir Brichta e Bruna Marquezine, são jovens que ganham a vida roubando casas de idosos. Porém, quando cruzam o caminho de Marta e Rodolfo, Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, o que começa como mais um golpe rapidamente se transforma em um plano de assalto a banco. Dentro dessa estrutura clássica de heist movie, há pouca inovação, e o humor raramente arranca gargalhadas, mas sustenta um sorriso constante que não é somente do público, e sim de seu elenco.

Bruna Marquezine em cena de "Velhos Bandidos- Foto de Laura Campanella- Divulgação Paris Filmes

Bruna Marquezine em cena de “Velhos Bandidos- Foto de Laura Campanella- Divulgação Paris Filmes

Com menos de 90 minutos, o filme exala leveza. Em alguns momentos, essa sensação é tão genuína que parece transbordar da tela, como quando percebemos os próprios atores segurando o riso ou a emoção. Há ali um espírito de celebração, reforçado por um elenco que mistura gerações e reúne nomes como Reginaldo Faria, Vera Fischer e Tony Tornado, além do casal protagonista que segura o filme como se estivessem mais perto dos 50 do que dos 100 anos.

Ainda que apresente temas universais como família, tempo e arrependimento, Velhos Bandidos não se aprofunda nessas camadas. Tudo permanece na superfície, e talvez essa seja uma escolha consciente. O foco está na dinâmica entre os personagens, especialmente no embate divertido entre os jovens e o casal de idosos com energia de iniciantes.

Nem tudo funciona com a mesma força. A própria lógica do “assalto que dá errado” perde fôlego em certos momentos, e o potencial cômico da situação poderia ser melhor explorado. Ainda assim, o carisma do elenco sustenta o interesse.

Ao final, tudo o que experienciamos com Velhos Bandidos pode ser encontrado quando analisamos as diferentes versões de What a Wonderful World usadas. Esta recorrência, reforça três sensações que definem o filme: nostalgia, estranheza e farsa.

A nostalgia aparece no ritmo ágil, nas resoluções rápidas e na estética que remete a produções de outras décadas. Torres revisita referências do passado enquanto transforma sua mãe, aos 96 anos, em uma improvável heroína de ação, em um tom muito mais leve do que trabalhos recentes sugeriam. Ao invés de focar a narrativa na velhice de Montenegro como ocorreu em Vitória (2025, Andrucha Waddington), Velhos Bandidos foca na força que ela ainda apresenta.

Fernanda Montenegro e Ary Fontoura em cena de "Velhos Bandidos"- Foto de Laura Campanella- Divulgação Paris Filmes

Fernanda Montenegro e Ary Fontoura em cena de “Velhos Bandidos”- Foto de Laura Campanella- Divulgação Paris Filmes

A estranheza surge na forma: uso evidente de chroma key, situações absurdas, resoluções rápidas, reviravoltas dignas de novela e diálogos que flertam com o cafona, mas que nunca ficam sem coração. O arrependimento de Marta não é a toa, o câncer de Rodolfo também não, e muito menos o passado familiar de Sid ou a questão familiar de Oswaldo, personagem de Ramos. Todos os personagens apresentam camadas, porém, elas propositalmente não são exploradas como poderiam, afinal, tem o tom farsesco.

Ao abraçar o tom farsesco, Velhos Bandidos abre os braços para a leveza final, e a aceitação que ele não quer ser mais do que é. Trata seus arquétipos com consciência e abraça sua simplicidade para destacar aquilo que realmente importa: a homenagem.

No fim, o filme funciona menos como uma grande obra e mais como um gesto de afeto. Um filho celebrando a mãe com um papel à sua altura: forte, inteligente, carismática. Trazendo uma diversão e um entretenimento que está na base do cinema como um todo. E isso, por si só, já faz a experiência valer a pena.

Distribuído pela Paris Filmes, Velhos Bandidos estreia nos cinemas no dia 26 de Março.

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André Quental Sanchez é formado em cinema e audiovisual, apresenta especialização em roteiro audiovisual, é crítico, redator e amante da sétima arte como um todo.

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