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Dom Filó, Orquestra de Câmara da Rocinha, Nelson Burgoz e Os Wanderleys, no projeto “Missão, Música e Sociedade”
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Dom Filó e L7nnon conectam gerações em Espelho – 20 Anos Depois

Programa apresentado por Lázaro Ramos conecta memória do Movimento Black Rio e a nova geração do rap nacional.

Por Redação
Última Atualização 24 de fevereiro de 2026
6 Min Leitura
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A força da cultura negra brasileira atravessa diferentes gerações no novo episódio de Espelho – 20 Anos Depois, que vai ao ar nesta sexta-feira (27), às 22h, no Canal Brasil. Sob direção e apresentação de Lázaro Ramos, o programa reúne Dom Filó e L7nnon em uma conversa sobre música, transformação social, fé, mercado e o futuro da representatividade no Brasil.

No episódio, L7nnon revisita sua infância em Realengo, na Zona Oeste do Rio, e relembra o contato precoce com a música.

“Eu morava em Realengo e nas ruas tinham muitas caixas de música. A gente colocava dinheiro e escolhia uma faixa. Eu ouvia muito Racionais. Sabia cantar tudo, mas sem entender o peso das palavras. Mais à frente fui compreendendo.”

Antes de sonhar com os palcos, ele queria viver do skate, onde chegou a reunir cerca de 33 mil seguidores nas redes sociais e conquistar reconhecimento na comunidade. Mas o freestyle ao fim dos rolês abriu um novo caminho.

“No final dos rolês, a gente rimava no freestyle. Sempre me perguntavam por que eu não fazia música, mas eu queria me profissionalizar no skate.”

L7nnon no ALMA Festival 2024 - Crédito Bruno Contrin
L7nnon no ALMA Festival 2024 – Crédito: Bruno Contrin

O primeiro passo no rap veio com a faixa Mais Um Capítulo.

“Eu só tinha três mil reais, um amigo fez o clipe e essa foi a música que mais me deu retorno financeiro na carreira. Quando lancei, o clipe passou de 100 mil visualizações. Ali eu senti que era um novo capítulo da minha vida.”

Ao longo da conversa, o artista também fala sobre fé e propósito. Em um culto de Ação de Graças, pediu para se tornar um dos nomes mais influentes de sua geração. No ano seguinte, os convites começaram a surgir, as parcerias aconteceram e vieram os primeiros álbuns.

Sobre o processo criativo, ele explica:

“Eu escrevo tudo o que vou vivendo. Minha música é simples, fala de coisas cotidianas — do que eu queria, do que consegui e do que ainda quero viver. No começo, eu falava muito sobre vitória, sobre conquistar dinheiro para sobreviver. Depois, passei a falar também do que eu alcancei. As pessoas às vezes ficam presas ao meu eu do passado, mas naquela época eu queria aquelas coisas. Hoje eu quero falar das que eu conquistei.”

Dom Filó amplia o debate ao recordar a construção da cena black no Brasil e os bastidores do Movimento Black Rio.

“Na real, a gente só aparou o capim. Lá atrás alguém também fez esse trabalho, mas a gente não tinha acesso à informação para socializar. A música sempre foi a nossa grande arma e fomos pegos pela black music.”

Aliás, confira a conversa que o jornalista Alvaro Tallarico teve com Dom Filó:

Ele relembra ainda o início com VHS e fotografia, sem imaginar que seus registros se tornariam documentos importantes da cultura negra brasileira. Ao abordar a repressão nos bailes, menciona a Lei da Vadiagem e a perseguição a jovens negros.

“Eles não percebiam o potencial político daquela aglutinação, se preocupavam com a quantidade de negros reunidos. Nos bailes, tinha o momento do ‘papo reto’, quando colocávamos nossas questões, e muitas vezes éramos observados até sermos detidos. Eu já fui detido uma vez. Quando a gente é jovem, encara mesmo.”

O episódio também olha para o futuro. L7nnon afirma que quer continuar construindo na vida musical e artística e abrir espaço para talentos do teatro que caminham com ele. Dom Filó reforça o compromisso com a Casa Savana, na Pequena África, no Centro do Rio, e deixa uma mensagem sobre continuidade.

“Todos nós temos uma missão ao chegarmos aqui enquanto negros. Temos uma potência ancestral que precisa ter continuidade. A representatividade já era, agora queremos ocupar. A geração que vem agora é para ocupar. As ferramentas estão aí, o caminho é resistência, luta, positividade e vitória.”

O encontro transforma o episódio em um diálogo entre memória e futuro, conectando trajetórias que ajudam a compreender a força da cultura negra como instrumento de permanência, afirmação e ocupação de espaços.

Serviço – Espelho – 20 Anos Depois

Exibição inédita: Sexta-feira, 27/02, às 22h
Canal: Canal Brasil
Alternativos: 1/03 às 10h30; 3/03 às 14h30; 4/03 às 19h
Episódio: L7nnon e Dom Filó – Temp.16 Ep 5
Direção: Lázaro Ramos
Classificação: Livre

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