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Enquanto a Fórmula 1 ainda busca mais diversidade, Fórmula E aposta em mulheres no automobilismo

Fórmula E reforça programas para mulheres no automobilismo e amplia iniciativas de inclusão, enquanto a Fórmula 1 ainda não tem pilotas no grid.

Por Caroline Teixeira
Última Atualização 6 de março de 2026
4 Min Leitura
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O Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E aproveita o Dia Internacional das Mulheres para reforçar um compromisso crescente no automobilismo: ampliar a presença feminina no esporte. A iniciativa ganha destaque em um cenário em que a Fórmula 1, principal categoria do automobilismo mundial, ainda não conta com mulheres no grid.

Enquanto a F1 mantém um histórico dominado por pilotos homens, a Fórmula E tem investido em programas voltados para formação e desenvolvimento de pilotas, além de iniciativas educacionais para estimular novas gerações a ingressarem no esporte.

Uma das principais iniciativas é o Teste Exclusivo para Mulheres, realizado em parceria com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA). O programa já reuniu 21 pilotas que tiveram a oportunidade de pilotar o carro GEN3 Evo da categoria, capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 1,8 segundo.

A iniciativa tem gerado resultados concretos dentro das equipes. Sete participantes já conquistaram funções como pilotas novatas ou de desenvolvimento, e quatro delas passaram a ocupar posições permanentes em equipes da Fórmula E.

Entre os nomes envolvidos no projeto estão a campeã da F1 Academy de 2024, Marta García, a campeã da F1 Academy de 2025, Abbi Pulling, e a tricampeã da W Series, Jamie Chadwick.

Programa FIA Girls on Track busca formar nova geração da Formula E

Outro pilar da estratégia da categoria é o FIA Girls on Track, programa educacional voltado para jovens mulheres entre 12 e 18 anos.

A iniciativa promove workshops ligados às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), além de oferecer acesso aos bastidores das corridas e informações sobre carreiras no automobilismo.

Desde sua criação, o projeto já impactou mais de 6 mil jovens mulheres em eventos realizados nas cidades que recebem etapas da Fórmula E.

Além de iniciativas educacionais e esportivas, o campeonato também tem adotado mudanças institucionais para ampliar a inclusão no esporte.

Antes da temporada 2025/26, a Fórmula E anunciou que os custos relacionados à licença-maternidade e licença-paternidade deixariam de contar no teto de gastos das equipes — uma medida que busca evitar que a parentalidade seja um obstáculo na carreira dentro do automobilismo.

A categoria também trabalha em parceria com equipes e fabricantes para oferecer mais tempo de simulador, testes em pista e apoio técnico às mulheres interessadas em seguir carreira como pilotos.

Tecnologia também pode ajudar na inclusão

A partir da temporada 2026/27, os carros da nova geração GEN4 poderão contar com assistência de direção. Segundo a categoria, o recurso busca melhorar o desempenho e a dirigibilidade, contribuindo para tornar o esporte mais acessível para diferentes perfis de pilotos.

Para Cara Pelchen, vice-presidente esportiva da Fórmula E, a meta da categoria é promover mudanças estruturais no automobilismo.

“Nosso compromisso vai muito além de celebrar as mulheres em um único dia. Trata-se de criar oportunidades duradouras e quebrar barreiras que historicamente limitaram a participação no automobilismo”, afirmou.

Criada como a primeira competição mundial totalmente elétrica, a Fórmula E também se posiciona como um laboratório tecnológico para o desenvolvimento de veículos elétricos.

O campeonato já ultrapassou 150 corridas e reúne fabricantes como Porsche, Jaguar, Nissan, Stellantis, Mahindra e Lola Cars. Além disso, é o único esporte do mundo certificado como Net Zero Carbon desde sua criação e também o primeiro a obter certificação B Corp.

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Caroline Teixeira é estudante de Serviços Jurídicos e Notarial, Psicologia e Psicanálise, apaixonada por palavras, cultura e boas relações, acredita que a arte pode ser uma ótima ferramenta para a evolução da psique humana.
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