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Metal Jam 2026
Música

Celebração, peso e comunidade: Metal Jam 2026 transforma o Circo Voador em um templo do Heavy Metal

Por Cadu Costa
Última Atualização 8 de junho de 2026
5 Min Leitura
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Foto: Cássia Fernanda
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Quem cruzou os Arcos da Lapa no último sábado (06) já sabia o que esperar, mas a realidade conseguiu superar a expectativa. A edição de 2026 da Metal Jam não foi apenas um show; foi a consagração de uma comunidade que respira o som pesado em todas as suas vertentes.

Celebrando oficialmente o Dia Estadual do Heavy Metal no Rio de Janeiro, o Circo Voador abriu suas portas para uma lona completamente lotada, unindo fãs de música pesada de todas as idades — provando que a paixão pelas guitarras distorcidas ignora qualquer barreira geracional.

O clima de festa estava tão contagiante que até o ator Thiago Lacerda deu as caras por lá, curtindo a noite direto no meio do povão, como um verdadeiro camisa preta.

Metal Jam: uma maratona sem filtros e para todos os gostos

Sob o comando afiado dos anfitriões Thiê Rock e Edu Falaschi, o palco funcionou como uma engrenagem perfeita de revezamento. A dupla apresentou dezenas de músicos convidados que se dividiram para dar vida a uma lista impressionante de tributos. Foram quatro horas de muito som, muita energia e absolutamente nenhum descanso.

Thiê Rock foi o anfitrião da noite do Metal Jam – Foto: Cássia Fernanda

A primeira metade do evento foi uma verdadeira limpa nos pilares sagrados do gênero e no metal técnico. A viagem sonora começou com a crueza de Ozzy Osbourne, passou pela precisão do Judas Priest e a grandiosidade do Iron Maiden, abrindo caminho para o thrash metal cirúrgico de Megadeth, Metallica, Anthrax, Pantera e Slayer.

O metal melódico e progressivo teve espaço cativo com blocos dedicados a gigantes como Stratovarius, Angra, Dream Theater e Symphony X, além do rock progressivo do Rush.

Clássico do Slayer marcou presença no Metal Jam 2026 – Foto: Cássia Fernanda

Da fúria moderna aos clássicos de arena

O grande mérito da Metal Jam 2026 foi justamente não ficar presa apenas ao passado. A lona estremeceu quando os músicos atacaram as vertentes mais modernas e agressivas do metalcore, nu metal e death metal.

Teve espaço para o groove do Slipknot e System of a Down, o peso de Mastodon, Limp Bizkit, Rammstein e as batidas eletrônicas do Electric Callboy.

A fúria técnica de bandas como Jinjer, Arch Enemy, Obituary, Thy Art Is Murder, August Burns Red, I Prevail e Trivium mostrou que o público carioca está mais do que sintonizado com os novos rumos do som pesado mundial.

Metal Jam 2026 teve espaço para o death metal – Foto: Cadu Costa

A reta final da madrugada reservou uma avalanche de hinos de arena e hard rock. Clássicos absolutos de Deep Purple, Yngwie Malmsteen, Skid Row, Guns ‘N Roses, Bon Jovi, Kiss e AC/DC foram cantados a plenos pulmões.

O ápice emocional da noite, contudo, veio quando Edu Falaschi assumiu o microfone para entregar uma versão apoteótica de Pegasus Fantasy, fazendo marmanjos chorarem e cantarem junto cada verso da música-tema do anime Cavaleiros do Zodíaco.

O encerramento do Metal Jam 2026 não poderia ser mais emblemático. Um verdadeiro batalhão de músicos subiu ao palco de forma conjunta para transformar a lona em uma catarse coletiva.

Com a pista espremida em rodas de pogo insanas, o público lavou a alma ao som de Paranoid, do Black Sabbath, cantada por dezenas de vozes unidas.

O saldo final foi de pescoços cobrando a conta de tanto bate-cabeça e a certeza absoluta de que o metal no Rio de Janeiro segue forte, unido e imbatível. E se já estamos ansiosos para o próximo ano? Hell yeah!

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Encerramento do Metal Jam com ‘Paranoid’, clássico do Black Sabbath – Foto: Cássia Fernanda

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Tags:circo voadorDestaque no Viventeheavy metalMetal Jammúsicashows
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PorCadu Costa
Cadu Costa era um camisa 10 campeão do Vasco da Gama nos anos 80 até ser picado por uma aranha radioativa e assumir o manto do Homem-Aranha. Pra manter sua identidade secreta, resolveu ser um astro do rock e rodar o mundo. Hoje prefere ser somente um jornalista bêbado amante de animais que ouve Paulinho da Viola e chora pelos amores vividos. Até porque está ficando velho e esse mundo nem merece mais ser salvo.

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