Os fãs de Supernatural nunca encontraram um substituto à altura da saga dos irmãos Winchester. Ao longo de 15 temporadas, a série da WB construiu um universo denso de demônios, anjos, ceifadores e mitologia própria — algo raro de ser replicado na TV. Agora, porém, a Netflix pode ter chegado mais perto do que qualquer outra produção.
Na trama, acompanhamos Jessica Harrow, uma jovem que acorda sem memória de quem foi em vida e descobre que agora é uma Ceifadora, responsável por guiar almas para o além. O problema é que ela não sabe como morreu, nem por que foi escolhida. Para descobrir a verdade, Jessica embarca numa jornada para encontrar o Ceifador original, que desapareceu misteriosamente.
A premissa ecoa fortemente o que fez Supernatural funcionar nos seus primeiros anos.
Há um mistério central, mitologia sobrenatural em expansão e personagens tentando entender seu papel em um universo muito maior do que imaginavam. Assim como Sam e Dean buscavam o pai enquanto enfrentavam forças ocultas, Jessica também está presa entre a missão que recebeu e as respostas que precisa encontrar.

Outro ponto que deve chamar atenção dos fãs é o foco nos ceifadores. Em Supernatural, essas entidades ganharam destaque principalmente a partir da personagem Billie, que acabou assumindo o posto de Morte. Muitos espectadores sempre quiseram ver essa mitologia explorada com mais profundidade — e Grim parece disposta a fazer exatamente isso.
A plataforma está desenvolvendo essa obra adulta sobrenatural baseada na HQ Grim, da BOOM! Studios, com produção de Al Gough e Miles Millar, os mesmos criadores de Wandinha. A proposta é unir fantasia sombria, terror e drama existencial em uma história centrada na morte — literalmente.
O formato de animação adulta também abre espaço para um tom mais sombrio, visual estilizado e liberdade criativa para retratar mundos além da vida de forma mais ousada do que produções live-action costumam permitir.

Se acertar no equilíbrio entre emoção, terror e construção de universo, a série pode se tornar a sucessora espiritual que os órfãos de Supernatural esperam há anos.
Nos quadrinhos criados por Stephanie Phillips com arte de Flaviano, Grim vai além da função tradicional dos ceifadores. O mundo dos mortos é retratado como um sistema burocrático, com regras, hierarquias e segredos que nem todos os próprios agentes da morte conhecem. Jessica, mesmo recém-chegada, começa a questionar ordens e percebe que há algo errado na estrutura que governa o pós-vida. A série mistura investigação, conspiração sobrenatural e conflitos existenciais, enquanto a protagonista cruza caminhos com outras entidades cósmicas e descobre que sua morte pode estar ligada a algo muito maior do que um simples destino inevitável.
Ao longo das edições, Grim expande sua mitologia com diferentes planos de existência, criaturas que escapam do controle dos ceifadores e uma ameaça crescente ao equilíbrio entre vida e morte — elementos que podem render várias temporadas na adaptação da Netflix.
Onde assistir Grim, a possível sucessora de Supernatural?
A série ainda não tem data de estreia, mas será lançada exclusivamente na Netflix.
Os quadrinhos Grim, que inspiram a produção, já estão disponíveis pela BOOM! Studios.
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