Entre os dias 27 de maio e 1º de junho, a Cidade das Artes recebeu o Rio2C 2026, consolidando mais uma vez sua posição como o maior encontro de criatividade e economia criativa da América Latina.
A oitava edição do evento reuniu mais de 55 mil participantes, representantes de 30 países, 1.732 palestrantes distribuídos em 23 palcos, 366 players de mercado, 21 delegações internacionais e promoveu mais de 1.650 reuniões de negócios. Segundo dados divulgados pela organização e pela Prefeitura do Rio, o impacto econômico estimado ultrapassou R$ 516 milhões.
Ao longo de seis dias, o Rio2C reuniu artistas, executivos, criadores de conteúdo, pesquisadores, gestores públicos, empreendedores, produtores culturais e representantes de algumas das maiores empresas do setor criativo global.
A Genius Lab acompanhou o evento presencialmente durante toda a programação. Entre palestras, ativações, experiências imersivas, encontros profissionais e conversas informais, uma percepção apareceu repetidamente: embora a tecnologia tenha ocupado boa parte das discussões, os temas que mais mobilizaram as pessoas estavam ligados a comunidade, pertencimento e conexão humana.
O que foi o Rio2c 2026
Criado para conectar diferentes áreas da economia criativa, o Rio2C reúne anualmente profissionais do audiovisual, música, comunicação, marketing, tecnologia, educação, games, esporte, inovação e políticas culturais.
Em 2026, o evento adotou o tema “Code of Meaning” — Código de Sentido — propondo reflexões sobre a construção de significado em um cenário marcado pela aceleração tecnológica e pelas transformações no comportamento do público.
A programação reuniu nomes como Alice Braga, Carlos Saldanha, Amyr Klink, Adam Chase, Javier Gómez Santander, Fabio Porchat, Alcione, IZA, Zeca Pagodinho, Regina Casé, Caco Barcellos, Felipe Castanhari, Mítico, Eduardo Lorenzi, executivos da Netflix, Disney, YouTube, TikTok e Globo, além de representantes de governos, instituições culturais e organismos internacionais.
Pela primeira vez, o evento também sediou o Foro Ibero-Americano de Vice-Ministros e Altas Autoridades de Cultura, ampliando sua relevância internacional e fortalecendo seu papel como espaço de articulação entre cultura, negócios e políticas públicas.
Economia criativa ganha força como politica de desenvolvimento
Um dos aspectos mais evidentes do Rio2C 2026 foi a presença cada vez maior do poder público nas discussões sobre economia criativa.
Durante o evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do lançamento da Tela Brasil, nova plataforma pública de streaming voltada para o audiovisual brasileiro, além da assinatura do decreto que institui a Política Nacional de Economia Criativa.
No âmbito municipal, o vice-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, apresentou um pacote de R$ 225 milhões destinados a editais, programas, equipamentos culturais e iniciativas voltadas ao fortalecimento da produção cultural e audiovisual da cidade até 2028.

Os anúncios reforçaram uma percepção compartilhada por diferentes setores presentes no evento: a economia criativa deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar as estratégias de desenvolvimento econômico, geração de emprego, inovação e projeção internacional das cidades.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ESTEVE EM TODOS OS DEBATES
A inteligência artificial foi um dos temas mais presentes da programação.
Ela apareceu em discussões sobre audiovisual, creator economy, música, comunicação, educação, marketing e produção de conteúdo.
Executivos de plataformas globais, produtores, artistas e especialistas discutiram os impactos das novas tecnologias sobre a criação, distribuição e consumo de conteúdo.
Mas o aspecto mais interessante foi perceber que a tecnologia raramente aparecia como protagonista absoluta.
A maior parte das discussões voltava para uma questão comum: como preservar autenticidade, criatividade e conexão humana em um ambiente cada vez mais automatizado?
Em diferentes setores, a preocupação era semelhante.
A tecnologia continua avançando.
Mas a construção de significado continua dependendo das pessoas.
O QUE O COMPORTAMENTO DO PÚBLICO REVELOU
Além das palestras, uma parte importante do Rio2C acontece nos espaços de circulação do evento.
Ativações de marcas, experiências imersivas, instalações culturais, ambientes de convivência e projetos interativos receberam fluxo constante de visitantes durante toda a semana.
Ao observar o comportamento do público, ficou evidente que a busca não estava concentrada apenas no conteúdo dos palcos.
As pessoas queriam experimentar.
Participar.
Interagir.
Conversar.
Criar conexões.
Experiências como o planetário imersivo, ativações tecnológicas, espaços culturais e projetos apresentados por universidades atraíram interesse contínuo, demonstrando que os eventos contemporâneos precisam oferecer mais do que informação.
O público busca vivência.
Busca participação.
Busca pertencimento.
Essa é uma mudança que vem se consolidando nos últimos anos e que apareceu com clareza no Rio2C 2026.
Comunidade se tornou um dos principais temas da economia criativa
Talvez nenhuma palavra tenha aparecido tantas vezes ao longo da semana quanto comunidade.
Ela esteve presente nos debates sobre creator economy, música, audiovisual, marcas, cultura digital e comportamento.
Em diferentes contextos, profissionais discutiam a mesma questão: como construir relações duradouras em um ambiente cada vez mais disputado pela atenção do público?
Durante a cobertura da Genius Lab, essa discussão apareceu também fora dos palcos.
Ao apresentar o Projeto Brasil Roxo em diferentes ambientes do evento, percebemos um interesse recorrente de profissionais da cultura, comunicação, entretenimento e setor público em compreender como uma mobilização construída a partir de uma comunidade de fãs conseguiu alcançar articulação nacional e dialogar com diferentes instituições.
As perguntas raramente estavam relacionadas a números.
O interesse estava no processo.
Como mobilizar pessoas?
Como construir engajamento genuíno?
Como criar pertencimento?
Como transformar interesse em participação?
Essas questões ajudam a explicar por que o tema da comunidade atravessou tantos debates ao longo do Rio2C.
O que ficou do Rio2C 2026
Uma semana após o encerramento do evento, os números continuam impressionando.
Mais de 55 mil participantes.
Representantes de 30 países.
Milhares de reuniões, apresentações e conexões realizadas ao longo de seis dias.
Mas talvez o principal legado desta edição esteja menos nos números e mais nas conversas que ela provocou.
Ao longo da programação, diferentes setores discutiram inteligência artificial, plataformas digitais, creator economy, audiovisual, música, comunicação e inovação.
Mesmo assim, algumas ideias continuaram aparecendo de forma recorrente.
Comunidade.
Pertencimento.
Colaboração.
Conexão.
Em um momento em que a tecnologia ocupa o centro das transformações do mercado, o Rio2C 2026 mostrou que os desafios mais importantes continuam ligados às pessoas.
Os formatos mudam.
As plataformas evoluem.
As ferramentas se transformam.
Mas a necessidade humana de fazer parte de algo continua exatamente no mesmo lugar.
Genius Lab — Onde a cultura coreana vira experiência, tendência e movimento.
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