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Dirigido por Claudia Neuber, Saudades do Rio Doce
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Saudades do Rio Doce: documentário investiga consequências do desastre de Mariana

Produção dirigida por Claudia Neubern acompanha moradores afetados pelo rompimento da barragem do Fundão e discute memória, reparação e impactos ambientais quase uma década depois.

Por Redação
Última Atualização 12 de março de 2026
4 Min Leitura
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Foto: Les Films de l’œil sauvage - Claudia Neubern.
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Quase uma década após uma das maiores tragédias socioambientais do Brasil, o documentário Saudades do Rio Doce retorna às margens do rio para investigar as consequências que continuam marcando a vida das comunidades atingidas. Dirigido por Claudia Neubern, o filme estreia na televisão no dia 20 de março, às 22h, no SescTV.

A produção desloca o foco do desastre ocorrido em 5 de novembro de 2015 para seus efeitos prolongados, explorando temas como memória, justiça e responsabilidade diante das transformações impostas às populações que viviam ao longo do Rio Doce.

O rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, Minas Gerais, liberou milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração no Rio Doce. A barragem era operada pela Samarco, empresa controlada pela Vale e pela BHP.

A avalanche de lama provocou mortes, desalojou famílias e atingiu dezenas de municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo. Além das perdas humanas, o desastre alterou profundamente as economias locais, afetando atividades de subsistência e a relação das comunidades com o território.

Com 72 minutos de duração, Saudades do Rio Doce combina imagens de arquivo — incluindo registros do momento do rompimento da barragem — com depoimentos de moradores, lideranças comunitárias e especialistas.

O filme percorre casas destruídas, margens alteradas do rio e comunidades que ainda convivem com promessas de reparação que não foram totalmente cumpridas. Mais do que reconstruir os fatos do passado, a narrativa busca compreender como vivem hoje as pessoas afetadas pela tragédia.

Saudades do Rio Doce investiga questões centrais que permanecem abertas: como as famílias atingidas reconstruíram suas vidas, quais mudanças ocorreram na região e quais impactos continuam presentes no cotidiano das comunidades ribeirinhas.

A visão de Ailton Krenak

Entre os entrevistados está o líder indígena e ambientalista Ailton Krenak, integrante da Academia Brasileira de Letras. No documentário, ele reflete sobre o significado do Rio Doce para os povos originários e para a memória coletiva da região.

Krenak amplia o debate ambiental ao relacionar a destruição do rio à ruptura de vínculos históricos e culturais. Sua participação insere a discussão sobre o desastre em uma dimensão simbólica e histórica mais ampla.

15ª CineOP traz filmes online gratuitos - Ailton Krenak
Ailton Krenak (foto: Maira Cabral)

Saudades do Rio Doce recebeu reconhecimento internacional ao ser premiado na 16ª edição do Festival Internacional Filmer le Travail!, na França. O filme conquistou o prêmio do júri formado por pessoas privadas de liberdade e também recebeu reconhecimento da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A produção acompanha ainda a mobilização de moradores que continuam reivindicando reparação pelos danos causados. Entre os episódios abordados está a condenação da mineradora australiana BHP pela Justiça britânica em 2025, um processo judicial que reforça a dimensão internacional do caso.

Ao evitar uma abordagem excessivamente retórica, Claudia Neubern constrói um documentário centrado na escuta das comunidades. Saudades do Rio Doce trata a tragédia não como um episódio isolado, mas como um processo histórico cujos efeitos ainda atravessam gerações.

Serviço – Saudades do Rio Doce

Direção: Claudia Neubern
Brasil | 2024 | 72 minutos | Classificação: Livre

Estreia na TV: 20 de março, às 22h

Exibição: SescTV

Para assistir:
Consulte sua operadora ou acesse sesctv.org.br/noar

Sob demanda:
Disponível em sesctv.org.br e no aplicativo Sesc Digital, nas lojas Google Play e App Store.

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Leia mais

  • Crítica: ‘O Velho Fusca’aposta na nostalgia e na memória em história normal demais

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