A nova Supergirl sinaliza que o DCU não pretende apenas adaptar quadrinhos, mas reinterpretá-los estrategicamente. Ao revelar uma origem diferente da apresentada em Woman of Tomorrow, o filme aposta em uma mudança silenciosa, porém decisiva, que pode impactar toda a construção do universo comandado por James Gunn.
Mesmo ainda nos primeiros passos, o DCU deixa claro que seguirá o modelo de fidelidade seletiva: respeita o espírito das histórias originais, mas ajusta elementos-chave para criar uma narrativa própria, mais coesa e emocionalmente acessível ao público contemporâneo.
O novo teaser indica que Kara conhece Krypto em circunstâncias diferentes das vistas nos quadrinhos. No material original, o laço entre os dois já está estabelecido. No filme, porém, o encontro parece acontecer diante do espectador, permitindo que o público acompanhe o nascimento dessa relação.
Essa escolha não apenas humaniza Supergirl como também conecta diretamente sua trajetória à destruição de Krypton, criando uma linha emocional contínua entre perda, sobrevivência e afeto. A alteração, ausente em Woman of Tomorrow, funciona como um ajuste dramático que fortalece a narrativa sem descaracterizar a personagem.
Com Supergirl e Superman, Krypto deixa de ser detalhe e vira elo do DCU
Ao tornar Krypto parte central da história, o DCU estabelece algo raro em adaptações da DC no cinema: continuidade simbólica entre filmes. O supercão surge como possível ponto de ligação entre Superman e Supergirl, reforçando a ideia de um universo realmente interconectado desde sua base emocional.
Essa decisão também amplia o impacto da presença kryptoniana no DCU. Ao fim de Supergirl, o universo pode contar com três sobreviventes de Krypton plenamente estabelecidos, algo inédito nas versões live-action da DC.
Ao invés de repetir origens conhecidas, o DCU opta por ressignificá-las. A nova abordagem de Supergirl não busca surpreender pelo choque, mas pela construção paciente de vínculos, memórias e consequências. É uma mudança que parece pequena, mas que revela maturidade narrativa e planejamento de longo prazo.

Se o DCU conseguir sustentar esse nível de intenção criativa, a franquia pode finalmente encontrar o equilíbrio entre espetáculo, coerência e emoção que sempre prometeu — e raramente entregou…
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