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Gilsons | Trio faz show em Copacabana

Gilsons fazem show em Copacabana
Com influências da MPB aos blocos afros, Gilsons apresentam seu novo EP nessa terça-feira, 17 de dezembro, em Copacabana

Gilberto Gil, desde os tempos da tropicália, deixou muitos legados para a cultura nacional. Contudo, o que talvez ele não esperasse é que suas próximas gerações viriam com o mesmo dom de cantar e encantar. Seu filho caçula e dois de seus netos estão mostrando cada vez mais seus talentos e provando que a genética musical não falha. 

O trio Gilsons, formado por José Gil, Francisco Gil e João Gil surgiu com dois singles ainda em 2018. Ademais, no último dia 22, o grupo divulgou seu primeiro EP “Várias Queixas” que será apresentado ao público carioca nessa terça-feira (17).

5 músicas compõe o novo álbum

A saber, com o total de cinco músicas, o novo projeto traz ao mesmo tempo a doçura de uma voz ao pé do ouvido e o balanço das ondas do mar que percorrem entre o litoral carioca e soteropolitano. Difícil não se render aos versos autorais e arranjos harmoniosos que conversam perfeitamente com as nossas expectativas como as de “Vento e Alecrim”,  “Cores e Nomes” e “Love, love”.

Clipe de “Várias Queixas” pode ser encontrado no YouTube

Inclusive, “Várias queixas”, uma das faixas e título do projeto, é uma composição do bloco Olodum que já possui mais de 40 anos de histórias nas ruas do Pelourinho. Com direção e roteiro de Pedro Alvarenga, estrelado por Jeniffer Dias e Hiltinho Fantástico, a canção ganhou um clipe super envolvente e esteticamente bem feito, filmado na comunidade da Tijuquinha, no Rio de Janeiro. 

A capa do primeiro álbum traz os três jovens quando ainda eram crianças brincando justamente daquilo que os une, cantar e tocar instrumentos. Essa entrada já traz uma característica familiar que propicia ainda mais a ligação do público com a obra. Aliás, até mesmo o nome desse encontro tem laços sanguíneos. A referência ao sobrenome foi sugestão de Preta Gil, mãe de Francisco. 

“A Voz” fala das reviravoltas e descobertas de tornar-se pai

Francisco, inclusive, é autor de “A Voz” que fala sobre o nascimento de sua filha, Sol de Maria, e mostra além do amor, as descobertas, felicidades e sustos do novo momento como pai. “A música é uma coisa que ganha vida por si só. Ela nasce e cresce através dos sentimentos que desperta nas pessoas… ela se transforma. Os Gilsons nasceu despretensioso e o desejo de jogar pro mundo o nosso som foi genuíno e imediato. Com o tempo, as canções ganharam força através das pessoas”, assim foi descrita a sensação de satisfação ao divulgarem pela primeira vez nas redes sociais o novo trabalho pronto.

Os três já faziam parte da banda Sinara

E, por falar em boa música, devemos lembrar que todos os três compunham a banda Sinara ao lado do vocalista Luthuli Ayodele e do baixista, Magno Brito, que também merece destaque. Mas, ao que parece, apenas João prosseguiu nos dois grupos. Sinara, em 2017, lançou o álbum de estúdio chamado “Menos é Mais” disponível nas plataformas digitais com faixas como: “Floresta”, “Sem Ar” e “Antes que eu morra”. As músicas são muito próximas do reggae e a produção foi realizada por Pedro Baby e Sergio Santos.

Dessa vez, Lana Janoti trouxe duas dicas em uma e vale super a pena dar o play para escutar. Agora, aos que já conhecem o trio “Gilsons”, essa é a oportunidade de assisti-los, nessa terça-feira no Theatro Net Rio, às 21h.

Serviço:

Show: Gilsons

Local: Theatro Net Rio

Horário: 21h

Preço: A partir de R$ 30

Classificação: 12 anos

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Rio Music Market abre com show mágico de Júlia Vargas, Mestrinho e João Donato

Júlia Vargas e o Pop Banana no Theatro Net Rio. Rio Music Market. Vivente Andante.

Convenhamos que um evento da grandiosidade do Rio Music Market merecia uma abertura com um show forte, bem produzido e completo. Um batizado bom. E assim foi.  Na segunda-feira (10), no Theatro Net Rio, em Copacabana (RJ), Júlia Vargas fez uma apresentação em cima do seu elogiado álbum Pop Banana e ainda contou com algumas participações muito especiais.

A banda afiada e ensaiada começou a tocar, as luzes permaneciam baixas, quando Júlia entrou de capuz e capa preta meio agachada cantando “Mã”, do Tom Zé. Ela entrou com pé na porta, mostrando a que veio. Variava os tons, descendo e subindo, brincando com os sons, lembrando Ed Motta, só que, de uma forma própria. Demonstrou uma incrível técnica vocal e muita potência durante todo o show sem deixar cair em momento algum.

“De Riso e Rosa”, a cantora tirou o capuz e cantou a loucura. Dançando, rodopiando, teatralizando a exibição com maestria. Dançava enquanto cantava, cantava enquanto dançava. Na terceira música, foi-se a capa preta. Júlia, nessa hora, chegou a incitar nostalgia, ao cantar como se fosse de outros tempos, anos 40, talvez. Logo após, se ajoelhou e foi como se orasse, parecendo uma cantora lírica, uma “Lady Jane” (Geraldo Carneiro, Nando Carneiro).

No doce que eu me lambuzar

E aí, Júlia Vargas montou uma arapuca e usou toda sua sensualidade para lambuzar o público em “Comadre”. Do feitio de oração até essa tal sensualidade, abriu espaço para movimentos rápidos e energéticos de dança. Tremeu todo o corpo, bailou; nasceu para bailar, e, acima de tudo, para cantar. Após o transe musical, Júlia pega um triângulo e chama ao palco o Mestrinho. Enquanto Vargas toca e canta, Mestrinho hipnotiza com seu acordeon e o forró rola solto com “Eva Maria”. A iluminação se movimenta entre azul, laranja e o transmutador violeta.

Pop Banana e te faço um cafuné no Rio Music Market
Mestrinho e Júlia Vargas arrasaram no Rio Music Market (foto: Alvaro Tallarico)

Mestrinho faz seu instrumento chorar de alegria e manda seu grande sucesso, acariciando os espectadores com “Te Faço um Cafuné”. Júlia se mantém no triângulo e faz uma segunda voz em alguns momentos. “De Volta pro Aconchego” traz um duelo entre o acordeon de Mestrinho e a voz de Júlia Vargas. Em verdade, parece uma batalha, mas é uma harmonia que acontece, cada um com liberdade, e, enfim, quem ganha é o sortudo público presente.

A Vida não é Sopa

Deixa o palco sorrindo, o Mestrinho, e Júlia apresenta uma canção que mais parece um tango abrasileirado, uma “Pedra Dura” (André Vargas, Ivo Vargas) que soa como um diamante. A banda capricha com Roberto Kauffmann no acordeon, Gabriel Barbosa na bateria e Marcos Luz no baixo. Hora especial e João Donato com seu bom humor único entra em cena. Então, levantam a galera com “Pop Banana” em uma interpretação animada, seguida, pela mãe “Bananeira”. Até “Só Love”, Donato joga no meio. Sai do roteiro, e vai unindo carisma, experiência e qualidade. Vem o gosto de mar em “Lugar Comum” e Donato sai, ovacionado.

Mas, “A Vida não é Sopa”. Com essa o jornalista se identifica. Se saio para rua é para me desdobrar. Foto, entrevista, anotações. Como Júlia flutuando no palco, eu não ando, só sambo. Inspiração de divulgar a arte e poder presenciar um show como esse. Retornam então Mestrinho e João para o final apoteótico com “Emoriô”. João ainda manda “Besame Mucho” no seu piano.

João Donato e a Bananeira batida com Pop Banana de Júlia Vargas
Pop Bananeira: João Donato e Júlia Vargas (foto: Alvaro Tallarico)

Realmente, um evento do porte do Rio Music Market começa com a mais pura qualidade musical brasileira, a presença de palco impressionante de Júlia Vargas, a genialidade de João Donato e a destreza do Mestrinho. Portas abertas para o crescimento.

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